Cidades

Protocolo

Famílias de sítio em MS onde foi confirmado caso de gripe aviária cumprem isolamento

Segundo a Secretária de Saúde do Município os moradores estão sendo monitorados e não apresentam sinais de gripe

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As famílias que residem na propriedade rural em Bonito, onde o Ministério da Agricultura confirmou o caso de gripe aviária, estão em isolamento. Segundo a Secretaria do Município o procedimento é de praxe e as famílias passam bem.

A informação foi dada durante entrevista a Rádio Bonito FM, nesta terça-feira (19) estavam presentes o prefeito Josmail Rodrigues, com a Secretária Municipal de Saúde, Ana Carolina Colla e o diretor do IAGRO, Cristiano Moreira.

Divulgação Prefeitura de Bonito

Famílias isoladas

Sobre o isolamento das famílias, a Secretária Municipal de Saúde, ressaltou que não apresentam sinais de contaminação e estão recebendo atendimento médico. O período de isolamento é uma recomendação.

“Estamos apenas cumprindo os protocolos, mas eles estão todos bem, ninguém está doente ou com qualquer sintoma gripal. Estamos muito tranquilos e confiantes de que não teremos novos casos”

O caso de gripe aviária foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), na segunda-feira (18). Segundo noticiado no Correio do Estado, na propriedade havia uma criação de 82 galinhas, sendo que sete vieram a óbito. Diante da confirmação, as aves foram sacrificadas seguindo o protocolo de medida de contenção.

Durante a entrevista, o representante da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO), Cristiano Moreira, explicou que a origem do foco é uma ave silvestre, podendo ser qualquer pássaro que tenha migrado de alguma área com incidência de casos.

“Ainda não finalizamos os estudos, mas provavelmente a origem da doença é de uma ave migratória. Aqui em Bonito aconteceu o primeiro caso em aves de subsistências, ou seja, aves domésticas, e isso não faz com que o Brasil perca o status sanitário e não compromete as nossas exportações, as nossas vendas em grandes áreas comerciais. Foi um caso isolado, foi um animal que deu positivo, está tudo sob controle, nós iniciamos os protocolo, a partir do momento da notificação nós fizemos a coleta, mandamos para o laboratório e após recebermos o resultado, acionamos Grupo Especial de Atenção a Suspeita de Enfermidades Emergenciais ou Exóticas de Mato Grosso do Sul (GEASE/MS)", reforçou.

Protocolo de despovoamento

Moreira explicou que realizaram a limpeza e desinfecção da área onde as galinhas ficavam e tranquilizou a população, garantindo que Mato Grosso do Sul possui equipes treinadas que estão desde o início do ano se preparando casos como esse.

"Visto que países vizinhos ao nosso estado, como Paraguai ou Argentina, já tiveram casos confirmados”.

Contaminação

Segundo Moreira, não é uma doença de fácil transmissão e só passa para o humano se ele tiver contato direto com o animal contaminado. E ainda apontou que apesar de cinco galinhas terem sido encontradas mortas, apenas uma testou positivo para influenza.

"A população pode ficar tranquila, não precisa usar máscara na rua e nem nada. Também não existe a transmissão pelo consumo da carne do animal e nem dos ovos. A única coisa que pedimos é que se encontrem alguma ave doente, que acione o IAGRO para podermos tomar as medidas necessárias”, pontua.

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CAMPO GRANDE

Homem fica em estado grave após ser atacado por pitbull no Aero Rancho

Ele teve o tecido muscular e tendões dilacerados

10/09/2026 09h15

DEPAC Cepol, onde o caso foi registrado

DEPAC Cepol, onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Marcos Cezar Ferreira da Silva, de 39 anos, foi atacado por um cachorro da raça Pitbull, na noite desta quarta-feira (9), na rua Lírio Azul, número 155, Jardim das Hortênsias, em Campo Grande.

De acordo com boletim de ocorrência, ele teve o tecido muscular e tendões dilacerados, além de outras lesões graves com risco de infecção recorrente de mordedura.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) foi acionado, prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Aero Rancho, onde permaneceu sob cuidados médicos.

A tutora do animal é Cristiane Alves da Silva Santos. Conforme apurado pela reportagem, Marcos é inquilino no imóvel de Cristiane, ou seja, o cachorro mora na mesma casa que a vítima.

Em depoimento, Marcos contou que o animal é hostil e agressivo e a tutora negligencia as medidas de segurança necessárias para evitar o contato do cão com outras pessoas.

Cristiane testemunhou que Marcos praticava maus-tratos contra o cachorro e justificou que o animal estava se defendendo.

Ela foi encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL) para prestar esclarecimentos.

O caso foi registrado na DEPAC-CEPOL como:

  • Omissão de cautela na guarda ou condução de animais
  • Dano
  • Lesão corporal culposa
  • Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos

PITBULL MORTO A TIROS POR PM

Cachorro da raça Pitbull foi morto a tiros por um policial militar, após atacar e matar quatro cachorros, em 18 de julho de 2024, na rua Clementina de Jesus, bairro Aero Rancho, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a equipe policial fazia rondas pela região, quando foi parada por moradores dizendo que havia dois Pitbulls soltos após estrangularem pelo menos quatro animais na rua.

De acordo com o boletim de ocorrência, o animal invadia a residência de populares, pegava os cachorrinhos pelo pescoço, retirava-os para a rua (calçada) e os matava.

Populares indicaram onde os animais estavam e os policiais se deslocaram para o endereço. Ao chegarem no local, verificaram que o cachorro estava bastante ensanguentado devido ao animal que tinha acabado de matar.

A equipe acionou o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e tentou estabilizar o animal até a chegada dos veterinários, mas, o cachorro fugiu novamente e atacou os militares.

Os policiais revidaram e balearam o animal, que morreu no local. Equipe do CCZ retirou o corpo do cachorro abatido para descarte correto. Já os corpos dos animais mortos ficaram sob responsabilidade de seus tutores.

 

MEIO AMBIENTE

Justiça condena Homex a pagar R$ 1 milhão por danos ambientais em Campo Grande

Problemas no loteamento Varandas do Campo, na região do Jardim Centro-Oeste, se arrastam há mais de uma década

10/09/2026 08h45

Empreendimento da antiga Homex, na região do Jardim Centro-Oeste, acumulou problemas de saneamento e denúncias de despejo irregular de esgoto desde a década passada

Empreendimento da antiga Homex, na região do Jardim Centro-Oeste, acumulou problemas de saneamento e denúncias de despejo irregular de esgoto desde a década passada Marcelo Victor

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Mais de uma década depois de moradores denunciarem problemas de saneamento e despejo de esgoto na região, a Justiça condenou três empresas ligadas ao empreendimento da antiga Homex, em Campo Grande, ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo ambiental. 

A decisão, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, envolve irregularidades no loteamento Varandas do Campo, implantado na região do Jardim Centro-Oeste, próximo ao Bairro Paulo Coelho Machado. 

Foram condenadas MX 3 Participações Ltda., Projeto Homex Brasil Construções Ltda. e Êxito Participações Ltda. O valor da indenização deverá ser destinado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. A decisão ainda pode ser alvo de recurso. 

A ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) após a identificação de irregularidades ambientais no empreendimento, entre elas a ocupação da área sem a devida licença de operação e problemas no sistema de esgotamento sanitário. 

As falhas provocaram extravasamentos de esgoto e degradação ambiental, além de expor moradores da região a riscos sanitários durante um longo período.

O caso relembra os problemas enfrentados pela Homex em Campo Grande há mais de uma década. Em 2013, fiscalização da então Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) constatou que o esgoto doméstico produzido nos condomínios do Varandas do Campo não estava conectado adequadamente à rede pública coletora.

À época, técnicos identificaram que os efluentes eram encaminhados para uma área próxima aos residenciais, no fim da Rua Francisco Morato, passando por tubulação e posteriormente por um canal no próprio solo até alcançar a drenagem pluvial.

Também houve registro de lançamento de esgoto doméstico sem tratamento em recursos ambientais, incluindo a drenagem pluvial e o Córrego Gameleira.

A fiscalização constatou ainda problemas na estação elevatória de esgoto instalada no empreendimento. O equipamento chegou a ser encontrado sem funcionamento adequado, enquanto moradores denunciavam esgoto a céu aberto e transtornos dentro e no entorno dos residenciais.

Já no processo mais recente, a perícia judicial apontou que os danos materiais causados ao meio ambiente foram posteriormente recuperados. 

No entanto, isso não afastou a responsabilização das empresas.

Ao analisar o caso, a Justiça considerou que a duração e a gravidade das irregularidades ultrapassaram um simples descumprimento administrativo. Conforme a sentença, 

a degradação ambiental e a exposição prolongada da população aos problemas sanitários atingiram um direito pertencente a toda a coletividade: o de viver em um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Por esse motivo, mesmo com a recuperação física da área, o magistrado reconheceu a existência de dano moral coletivo ambiental.

A indenização foi fixada em R$ 1 milhão, levando em consideração não apenas a reparação à coletividade, mas também o caráter pedagógico da condenação, para desestimular a repetição de situações semelhantes.

Na ação, o MPMS também havia solicitado a recuperação integral das áreas afetadas, a elaboração de Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) e a adequação do sistema de esgotamento sanitário.

 

       

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