Economia

avicultura

Gripe aviária chega ao Estado, mas não deve prejudicar mercado de R$ 1,6 bilhão

Ave de criação doméstica identificada em Bonito foi o primeiro foco da doença registrado em Mato Grosso do Sul

Continue lendo...

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou ontem o primeiro foco do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP H5N1) em uma criação de aves domésticas de subsistência na cidade de Bonito. Segundo a Pasta, é o primeiro foco da doença registrado no Estado e o terceiro em aves de subsistência detectado no Brasil.

A entrada da doença em Mato Grosso do Sul gera um alerta econômico pela importância da avicultura no Estado. No entanto, a relação do comércio exterior deve permanecer inalterada.

Em 2022, a avicultura foi responsável por movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em exportações (US$ 339 milhões), conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

De janeiro a agosto, MS exportou US$ 236 milhões (R$ 1,14 bilhão) em produtos da avicultura negociados internacionalmente. O setor tem 550 produtores e emprega cerca de 50 mil trabalhadores.

Segundo o diretor-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro-MS), Daniel Ingold, a equipe técnica está trabalhando no entorno da propriedade onde o foco foi localizado.

"Na região em questão, são sacrificadas todas as aves do local e são enviados para o laboratório os materiais coletados nessas aves. Em um espaço de 3 quilômetros em volta [do local], temos uma vigilância ativa para saber se esse vírus se propagou. E depois de 7 km é um pouco menos intenso, ou seja, 10 km em volta do foco é feita toda essa vigilância ativa em cima disso", explica.

Para Ingold, com todo esse trabalho de contenção do foco, o caso deve ser isolado e não há de trazer prejuízos ao setor. "As orientações para a população é não recolher aves doentes e procurar a Iagro. Todo o nosso pessoal é preparado para fazer a coleta desse material", relata.

O analista de comércio exterior Aldo Barigosse corrobora com a afirmação de Ingold. "Imagino que não possa prejudicar a relação comercial do Estado com outros países. Certamente, vamos aumentar nosso controle sanitário junto aos aviários", considera.

Em nota, o Mapa informa que as medidas sanitárias estão sendo aplicadas pelo Serviço Veterinário Oficial.

"Para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves domésticas na região. Não há estabelecimentos avícolas industriais nas áreas de risco epidemiológico ao redor do foco", esclarece o comunicado.

Ainda segundo o Mapa, a ocorrência do foco confirmado em aves de subsistência não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. "O consumo e a exportação de produtos avícolas permanecem seguros", detalha a nota.

ALERTA

Em junho, o governo de Mato Grosso do Sul decretou estado de alerta zoossanitário e instituiu um sistema de monitoramento, avisos e ações para fins de prevenção à ocorrência da influenza aviária H5N1.

Conforme decreto publicado no Diário Oficial do Estado, as medidas de monitoramento e as ações preventivas foram adotadas em função do risco de ingresso e disseminação da influenza aviária de alta patogenicidade.

A atuação do poder público no monitoramento, na análise de riscos e na prevenção da influenza aviária H5N1 no Estado ocorre mediante permanente cooperação entre os municípios, as representações privadas e a União.

O total de focos confirmados no Brasil sobe para 103, sendo 100 em aves silvestres e 3 em aves de subsistência. "Não há mudanças no status brasileiro de livre da influenza aviária perante a Organização Mundial de Saúde Animal [OIE], por não haver registro da doença na produção comercial", finaliza a nota do Ministério da Agricultura.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comunica que a indústria de aves se mantém em alerta contra a gripe aviária para evitar a infecção de plantéis comerciais.

"A ABPA reitera que os produtores e as agroindústrias do setor seguem em alerta total sobre a influenza aviária, mantendo os protocolos de biosseguridade nos mais elevados níveis. A associação reforça que o monitoramento e a biosseguridade são o melhor caminho para a prevenção", pontua a entidade.

Ainda de acordo com a associação, é preciso ressaltar que a avicultura industrial brasileira segue sem nenhum registro da enfermidade.

"A ABPA e toda a cadeia de proteína animal do Brasil entende que os registros da enfermidade se tornaram fato comum em todo o mundo, reforçando a necessidade de medidas de biosseguridade e monitoramento em toda a produção", conclui a nota.

Setor Imobiliário

Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona vendas em MS

Novas regras aquecerão a construção civil em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas

24/04/2026 08h10

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A ampliação das faixas de renda e dos limites de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que passou a valer nesta semana, deve provocar um novo ciclo de crescimento no mercado imobiliário de MS.

A avaliação é de representantes do setor, que apontam aumento da demanda, maior velocidade nas vendas e impacto direto na cadeia da construção civil no Estado.

As mudanças, regulamentadas pelo Ministério das Cidades, elevam o teto de renda da faixa 4 para até R$ 13 mil mensais.

Também houve reajuste no valor máximo dos imóveis financiados, que pode chegar a R$ 600 mil nesta faixa, enquanto na faixa 3 o limite subiu para R$ 400 mil. As novas condições já estão sendo operadas por instituições financeiras como Caixa e Banco do Brasil.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), Roberto da Cunha, a principal consequência da medida é a expansão do público atendido pelo programa.

“A ampliação das faixas de renda do MCMV deve aumentar a demanda por imóveis em MS, especialmente em Campo Grande, ao incluir famílias que antes não tinham acesso ao programa”, afirma.

Segundo ele, o impacto já pode ser percebido no desempenho recente do setor. Entre 2023 e 2025, foram contratadas 31,2 mil unidades habitacionais no Estado, com investimentos que somam R$ 4,68 bilhões. Somente no primeiro trimestre deste ano, Campo Grande registrou 572 unidades lançadas dentro do programa.

“Isso consolida o programa como motor da construção civil. Agora, com a faixa 4, o mercado ganha ainda mais fôlego, porque passa a atender um público com maior poder de compra e que busca imóveis de melhor padrão”, completa.

O presidente da Associação das Construtoras de Mato Grosso do Sul (Acomasul), Gustavo Shiota, corrobora a afirmação. 

“A gente tem um estado em plena curva de atração populacional, recebendo novos moradores em ritmo acelerado. E agora temos um programa que atende famílias com renda até R$ 13 mil, ou seja, grande parte da classe média produtiva passa a ter acesso a crédito com juros mais baixos que os praticados no mercado tradicional”, explica.

A tendência é de aceleração nas vendas já no curto prazo. “A leitura que fazemos é de aumento da demanda e da velocidade de comercialização dos imóveis. Esperamos um incremento relevante já no próximo semestre, principalmente nas cidades maiores, como Campo Grande, Dourados e Três Lagoas”, projeta Shiota.

REPRESADOS

Outro efeito apontado pelo setor é o destravamento de empreendimentos que estavam represados em função da defasagem dos limites anteriores do programa.

“O teto antigo não acompanhava o custo real da construção. Agora, a produção volta a fazer sentido econômico. Isso movimenta toda a cadeia, desde trabalhadores da construção até fornecedores e loteadoras. É um efeito multiplicador clássico”, afirma Shiota.

Embora a nova faixa 4 represente ampliação do acesso ao crédito, especialistas avaliam que há um reposicionamento de parte dos compradores. Famílias com renda entre R$ 9,6 mil e R$ 13 mil já adquiriam imóveis por meio de financiamento tradicional, mas enfrentavam juros que variavam entre 11% e 12,5% ao ano.

“Esse cliente agora migra para o MCMV com condições melhores. Para o construtor, isso melhora a conversão de vendas, reduz distratos e encurta o tempo de giro dos empreendimentos”, explica Shiota.

“Aqui em MS, essa faixa atende profissionais liberais, servidores e trabalhadores que estavam fora do programa e tinham acesso limitado ao crédito”, completa.

Em relação aos valores dos imóveis, a avaliação é de que os novos tetos estão alinhados com a realidade do mercado local.

“Campo Grande tem uma característica importante, que é a grande disponibilidade de áreas e diferentes tipos de empreendimentos. Isso permite atender vários perfis dentro do programa”, pontua Shiota.
Ele ressalta que o comportamento do consumidor será mais exigente. “Esse cliente da nova faixa é mais criterioso. Ele avalia localização, acabamento, estrutura do condomínio. O construtor precisa entender melhor essa demanda”, finaliza.

Com as mudanças, o governo federal estima alcançar até 2 milhões de unidades financiadas este ano no País. Em MS, a expectativa é de alcançar 120 mil famílias.

Para o setor imobiliário, o cenário é de otimismo. “Os clientes já percebem as vantagens, como juros mais baixos, possibilidade de financiar até 80% do imóvel e prazos longos. Isso amplia o acesso e impulsiona os negócios”, conclui Cunha.

Assine o Correio do Estado

LOTERIAS

Resultado da Dia de Sorte de ontem, concurso 1204, quinta-feira (23/04): veja o rateio

A Dia de Sorte realiza três sorteios semanais, às terças, quintas e sábados, sempre às 21h; veja quais os números sorteados no último concurso

24/04/2026 08h01

Confira o rateio da Dia de Sorte

Confira o rateio da Dia de Sorte Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 1204 da Dia de Sorte na noite desta quinta-feira, 23 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). A extração dos números ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo, com um prêmio estimado em R$ 2 milhão.

Premiação

  • 7 acertos - Não houve ganhadores
  • 6 acertos - 59 apostas ganhadoras, (R$ 3.007,74)
  • 5 acertos - 2.689 apostas ganhadoras, (R$ 25,00)
  • 4 acertos - 35.501 apostas ganhadoras, (R$ 5,00)

Mês da Sorte

  • Setembro - 114.881 apostas ganhadoras, (R$ 2,50)

Confira o resultado da Dia de Sorte de ontem!

Os números da Dia de Sorte 1204 são:

  • 11 - 13 - 20 - 17 - 29 - 23 - 12
  • Mês da sorte:  - 09 - setembro

O sorteio da Dia de Sorte é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Próximo sorteio: 1205

Como a Dia de Sorte tem três sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre no sábado, 25 de abril, a partir das 21 horas, pelo concurso 1205. O valor da premiação está estimado em R$ 2,5 milhões.

Para participar dos sorteios da Dia de Sorte é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 7 dente as 31 dezenas disponíveis, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Como apostar na Dia de Sorte

Os sorteios da Dia de Sorte são realizados às terças, quintas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

O apostador marca entre 7 e 15 números, dentre os 31 disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 4, 5, 6 e 7 números.

Há a possibilidade de deixar que o sistema escolha os números para você por meio da Surpresinha, ou concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 9 ou 12 concursos consecutivos através da Teimosinha.

A aposta mínima, de 7 números, custa R$ 3,00.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).