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Fazenda em cidade pantaneira é multada por queimada em área protegida

Foram mais de 1.4 mil hectares de área queimada, sendo 925 hectares em vegetação nativa e 266 hectares em área de APP

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A 1ª Promotoria de Justiça de Porto Murtinho abriu um inquérito civil contra Agropecuária Santa Mariana Ltda em razão do avanço das queimadas ilegais em áreas nativas e de preservação permanente em Mato Grosso do Sul, resultando, ao proprietário, na aplicação de multa de mais de R$1.4 milhões.

A investigação apura a destruição de 1.444,981 hectares em uma fazenda da região, sendo 925,480 hectares de vegetação nativa em área destinada à Reserva Legal e 266,730 hectares em Área de Preservação Permanente (APP). Segundo o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a queima foi feita sem autorização.

Operação Focus

A apuração começou após a Operação Focus 2024, que utilizou dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e imagens de satélite PlanetScope e Sentinel-2A para identificar os focos de calor e delimitar as áreas atingidas. 

Como a atividade ocorreu sem aval ambiental, em desacordo com o artigo 58 do Decreto Federal nº 6.514/2008, a empresa foi autuada e recebeu multa de R$1.445.000,00.

De acordo com o Portal do Imasul, a Operação Focus tem como objetivo reforçar a fiscalização em propriedades rurais com registros de fogo e áreas queimadas.

Impactos ambientais

Um Laudo de Constatação e o Parecer Técnico nº 313/2024 do Imasul apontam que a queimada causou danos significativos, entre eles:

  • Perda de biodiversidade, com destruição de vegetação nativa e habitats de animais silvestres;
  • Degradação do solo, aumentando o risco de erosão e dificultando a regeneração natural;
  • Prejuízos ao equilíbrio hídrico, pela destruição de APPs que protegem nascentes e rios;
  • Emissão de poluentes atmosféricos, afetando a qualidade do ar e a saúde da população.

O fogo ainda se espalhou para uma propriedade vizinha, a Fazenda Santa Maria II, destruindo mais 285,471 hectares. Ao todo, foram atingidos 1.730,452 hectares.

Medidas adotadas

O promotor de Justiça substituto, Guilermo Timm Rocha, ainda notificou a empresa a apresentar um Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Alterada (Prada), que deverá ser registrado no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e contemplar os 1.192,210 hectares de APP e Reserva Legal atingidos.

Além disso, o Ministério Público solicitou documentos, esclarecimentos e a manifestação da empresa sobre o interesse em firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Menor índice de queimada

Conforme noticiado no início do mês pelo Correio do Estado, agosto iniciou com frente fria e a chegada de chuva que há dias não dava as caras em boa parte do Estado. Isso fez com que os riscos de queimadas fossem afastados por mais alguns dias. 

O ano de 2025 já é um ano marcado pela baixa incidência de focos de incêndio. Até o final do mês de julho, foram 848 focos identificados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sendo o menor número para o período nos últimos 11 anos. 

De acordo com o Inpe, Mato Grosso do Sul teve menos de 900 focos de incêndio nos primeiros sete meses do ano pela última vez em 2014, quando foram registrados 799 focos. 

Em 2024, o Estado registrou 5.419 focos de janeiro a julho, sendo o período com maior número registrados em Mato Grosso do Sul desde 1998. Em relação ao mesmo período em 2025, a queda foi de 84,3%. 

 

*Colaborou Nery Kaspary
 

Alimentos Impróprios

Fiscalização apreende 650 kg de alimentos impróprios em atacadista de Campo Grande

Irregularidades em rótulos, armazenamento e controle sanitário motivaram ação conjunta; estabelecimento segue funcionando sob monitoramento

18/06/2026 16h27

Foto: Divulgação Policia Civil.

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Uma operação conjunta de órgãos de fiscalização, realizada na manhã desta quinta-feira (18), resultou na apreensão de mais de 650 quilos de produtos alimentícios em uma unidade do Assaí Atacadista, localizada na Avenida Duque de Caxias, no bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

O nome do estabelecimento foi confirmado e checado pela reportagem do Correio do Estado. A ação identificou uma série de irregularidades, que vão desde falhas na rotulagem até problemas no armazenamento e no controle de qualidade dos alimentos comercializados.

A operação foi conduzida de forma integrada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), pela Vigilância Sanitária, pelo PROCON e pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que atuaram simultaneamente na verificação das condições sanitárias, legais e comerciais do estabelecimento.

Durante a vistoria, fiscais constataram que diferentes produtos, como carnes, frios, bacon e até doces, eram comercializados com o mesmo número de registro sanitário, prática considerada irregular, já que cada item deve possuir identificação própria conforme sua composição, forma de conservação e condições de venda.

A fiscalização teve início após o recebimento de denúncias, incluindo um alerta de órgão nacional de vigilância sanitária e uma reclamação de consumidor.

Um dos pontos que chamou atenção foi a presença de um produto sem origem animal identificado com selo de inspeção voltado exclusivamente para esse tipo de mercadoria, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade das informações apresentadas.

Além das falhas na rotulagem, também foram encontradas inconsistências no acondicionamento dos produtos e na forma como eram expostos ao consumidor. Alimentos fatiados estavam disponíveis sem identificação adequada, comprometendo a rastreabilidade e a segurança alimentar.

Foto: Policia Civil.

Outro problema identificado foi a ausência de controle no processo de descongelamento de carnes. Embora seja permitido que produtos congelados sejam posteriormente vendidos sob refrigeração, é obrigatório manter registros que comprovem a integridade e o prazo de validade desses itens, o que não foi apresentado pela empresa.

Sem esse monitoramento, torna-se impossível assegurar que os alimentos ainda estão próprios para consumo, aumentando o risco de contaminação e induzindo o consumidor ao erro.

Ao longo da operação, equipes esvaziaram prateleiras e retiraram produtos de freezers, que foram separados, pesados e destinados à análise. A estimativa inicial aponta para um volume superior a mil quilos de mercadorias recolhidas.

Foram aplicadas autuações administrativas pelos órgãos envolvidos, enquanto medidas na esfera criminal também foram adotadas, resultando na prisão do gerente da unidade.

Apesar da gravidade das irregularidades, o estabelecimento não foi totalmente interditado e segue em funcionamento, devendo corrigir as falhas apontadas e implementar sistemas de controle mais rigorosos.

A unidade fiscalizada terá prazo para se adequar às exigências sanitárias e apresentar documentação que comprove a regularização dos procedimentos internos. A ação ocorreu de forma pontual nesta unidade e não se estende, até o momento, a outras filiais.

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Civil responsável pela ocorrência, que, em resposta, informou:

“A atuação foi conjunta com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e a Vigilância Sanitária Municipal. Foram identificadas irregularidades na rotulagem de produtos de origem animal, emissão incorreta de etiquetas e o prévio fatiamento de frios sem a observância da normatização vigente. O gerente foi encaminhado à DECON para prestar depoimento e, posteriormente, liberado. Foram apreendidos 650 kg de carnes e frios, que foram encaminhados a uma empresa para incineração, sob acompanhamento dos órgãos públicos.”

Foto: Policia Civil.

obras

Ponte sobre o Rio Miranda terá cinco novas interdições até o fim do mês

Durante os bloqueios, o trânsito ficará totalmente interrompido sobre a pontem, que está em obras para recuperação estrutural

18/06/2026 16h00

Ponte terá interdições de segunda a quarta-feira para obras

Ponte terá interdições de segunda a quarta-feira para obras Foto: Divulgação

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A ponte sobre o Rio Miranda, localizada na rodovia MS-345, que dá acesso ao município de Bonito, terá três interdições na próxima semana, para continuidade das obras de recuperação estrutural. Durante os bloqueios, o trânsito ficará totalmente interrompido sobre a ponte.

Conforme cronograma divulgado pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), na segunda-feira (22), a interdição será das 6h às 18h, para substituição dos aparelhos de apoio (neopreme). A etapa seguinte começa na terça-feira (23), às 6h, e segue até quarta-feira (24), às 6h, para a concretagem dos grampeamentos das vigas.

O cronograma ainda prevê nova interdição entre os dias 29 e 30 de junho, às 6h, para dar continuidade à concretagem dos grampeamentos das vigas.

Segundo a Agesul, as interrupções são necessárias para garantir a segurança dos usuários e permitir a execução adequada dos serviços.

Para quem sai de Campo Grande com destino a Bonito, a rota alternativa é a MS-178, pelo acesso de Guia Lopes da Laguna.

Obras

A obra de recuperação estrutural da ponte de concreto sobre o Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda, entre os municípios de Anastácio e Bonito, é executada pela Agesul, integrando as ações do Governo do Estado para a recuperação da estrutura.

Ao todo, a obra tem um investimento de R$ 3,3 milhões e inclui  o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequação técnicas para melhorar a estabilidade da ponte, que foi construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da rodovia ser pavimentada. 

Após cada interdição total, a ponte volta a operar com as restrições já adotadas no trecho, como sistema pare e siga, tráfego em meia pista e circulação limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas e passagem de um veículo por vez.

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