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Fazendeiros do Pantanal e Petrobras lideram multas do Ibama em MS

Desmatamento e irregularidades ambientais resultam em mais de R$ 3 milhões em penalidades no estado em 2024

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Do dia 1º de janeiro até esta terça-feira (28), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já aplicou R$ 3.091.050,00 em multas ambientais em Mato Grosso do Sul.

A maioria das multas foi por desmatamento, e em termos de valor, as maiores infrações ocorreram no bioma Pantanal, nos municípios de Corumbá e Aquidauana.

A maior das multas foi aplicada no município de Corumbá, no dia 1º de abril, contra o proprietário Manoel Francisco de Souza Martins Novais. O valor é de R$ 1.719.850,00.

Ele foi autuado por desmatamento ilegal. A infração atualmente encontra-se no prazo de defesa e foi encaminhada para homologação. Sozinha, a multa representa mais da metade do valor das autuações do Ibama neste ano em Mato Grosso do Sul.

A segunda maior multa do ano foi aplicada em Aquidauana, também no Pantanal, pelos mesmos motivos da primeira: desmatamento. Ela é contra o proprietário Mauro Corrêa Lima, que foi autuado em 29 de janeiro deste ano no valor de R$ 515 mil.

No caso da multa aplicada a Mauro Corrêa, a mesma foi revertida em uma transação, na qual ele pode se submeter a multas e penas maiores em caso de nova devastação. Na ocasião, ele ainda apresentou um plano autorizado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que o autorizava a retirar material lenhoso da propriedade. A aplicação da multa, porém, consta nas listas do Ibama. 

A terceira maior multa do Estado, aplicada pelos fiscais do Ibama neste ano, foi contra o proprietário Ricardo José Vicente, um proprietário rural no município de Corumbá. A autuação foi lavrada no dia 2 de abril pelos fiscais. A multa ainda encontra-se no prazo de defesa e homologação.

A quarta maior multa também foi aplicada no bioma do Pantanal, contra o proprietário Marcio Andre Spessoto. Ele foi autuado no dia 29 de janeiro, também por desmatamento ilegal de mata nativa do Pantanal.

A quinta maior multa, de R$ 50,5 mil, é contra a Petrobras e foi aplicada em Três Lagoas, no bioma Cerrado, no dia 24 de maio. A estatal foi enquadrada no artigo 66 do decreto 6514 de 2008, que dispõe sobre as infrações ambientais.

Ela é acusada de “construir, reformar, ampliar, instalar ou fazer funcionar estabelecimentos, atividades, obras ou serviços utilizadores de recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente poluidores, sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes, em desacordo com a licença obtida ou contrariando as normas legais e regulamentos pertinentes”.

As 10 Maiores Multas:

  • R$ 1.719.850,00 - Manoel Francisco de Souza Martins Novais
  • R$ 515.000,00 - Mauro Corrêa Lima
  • R$ 390.000,00 - Mário Maurício Vasquez Beltrão
  • R$ 270.000,00 - Ricardo José Vicente
  • R$ 90.000,00 - Marcio Andre Spessoto
  • R$ 50.500,00 - Petróleo Brasileiro S.A.
  • R$ 25.000,00 - David Marcos Varella
  • R$ 19.200,00 - Ilson Portela
  • R$ 11.500,00 - A. R. Kraemer Ltda - ME

No ano passado, o total de multas aplicadas pelo Ibama em Mato Grosso do Sul foi de R$ 25.650.255,22

* Atualizado em 10 de junho

 

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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Homem agride a pauladas esposa e filho que tentou impedir violência

Violência doméstica aconteceu no interior do Estado e filhos de 17 e 10 anos estavam no local

27/07/2026 11h10

Reprodução Dourados News / Clara Medeiros

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Durante a noite do último domingo (26), um homem foi preso em flagrante por agredir a pauladas a esposa, em Laguna Carapã, no interior do Estado, a cerca de 288 km de Campo Grande. O agressor ainda atingiu o filho, que tentou proteger a mãe no momento da violência.

Segundo informações do site Dourados News, o homem, de 51 anos, estaria consumindo bebidas alcólicas dentro de casa com a esposa, de 41 anos, quando em determinado momento o casal iniciou uma discussão. 

O homem teria então pegado um pedaço de pau que estava na casa e iniciou as agressões contra a vítima.

O filho da mulher, de 17 anos, tentou proteger a mãe entrando na frente e também foi agredido na região da nuca e das costas. A mulher foi atingida na cabeça e ambas as vítimas foram encaminhadas a um hospital.

A Polícia Militar foi acionada e esteve no local para realizar a prisão em flagrante. Os policiais encaminharam o agressor para o plantão da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), localizada em Dourados a 58 quilômetros do município. O caso segue sendo investigado.

Na casa em que ocorreu o crime ainda estava presente uma segunda filha, de dez anos.

perído de vazante

No 8º ano seguido de estiagem, Rio Paraguai começa a baixar

Nível máximo na régua de Ladário neste ano foi de apenas 2,56 metros. Última cheia ocorreu em 2018, quando o rio chegou a 5,35 metros e alagou a planície pantaneira

27/07/2026 10h57

Escassez de água no Rio Paraguai afeta principalmente o transporte de minérios, já que a dragagem de manutenção segue barrada pelo Ibama

Escassez de água no Rio Paraguai afeta principalmente o transporte de minérios, já que a dragagem de manutenção segue barrada pelo Ibama

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Depois de alcançar 2,56 metros na régua de Ladário no último dia 19, o nível do Rio Paraguai começou a baixar e nesta segunda-feira amanheceu (27) com 2,52 metros, indicando que começou o chamado período da vazante, que normalmente se estende de três a quatro meses.

Este é o oitavo ano consecutivo em que o principal rio da bacia pantaneira não provoca alagamentos significativos no Pantanal. A última cheia significativa registrada no bioma ocorreu em 2018, quando o nível do rio atingiu 5,35 metros em Ladário e inundou milhares de quilômetros quadrados na planície.

Depois disso, em 2023, atingiu 4,24 metros, nível que não chegou a causar alagamentos que tivessem demandado a remoção de rebanhos para regiões mais elevadas. Historicamente, quando o rio passa dos quatro metros em Ladário ela começa a transbordar em alguns pontos.

Embora o pico deste ano, de apenas 2,56 metros, esteja incluído na lista das das menores cheias da história, ele ainda é maior que em anos próximos. Em 2024, por exemplo, o máximo que o rio atingiu foi 1,47 metros. Em 2021 a situação foi parecida, com pico de apenas 1,88 metro.  Um ano antes, em 2020, o máximo foi de apenas 2,06 metros.

Para pecuaristas, o fato de não ocorrerem cheias significativas garante a tranquilidade de não precisarem remanejar rebanhos para regiões mais elevadas. Por outro, lado, a escassez de água no Pantanal aumenta os riscos de queimadas descontroladas.

Em, em 2020,  por exemplo, o fogo atingiu em torno de 1,8 milhão de hectares somente no Pantanal de Mato Grosso do Sul. No ano seguinte, foram 1,35 milhão de hectares e em 2024, cerca de 1,7 milhão.

Ao longo de 2025, embora não tenha ocorrido cheia no Rio Paraguai, que atingiu pico de apenas 3,31 metros, pancadas de chuva durante o período em que normalmente ocorrem as estiagens mantiveram a vegetação verde e o fogo destruiu apenas 121 mil hectares, o menor volume da série histórica.

O nível do Rio Paraguai é medido pela Marinha desde 1900 em Ladário e em 2014 registrou a pior seca, com 69 centímetros abaixo de zero naquele ponto de medição. Ao longo dos 126 anos de medição, o ciclo atual de estiagem é comparável somente ao dos anos 60 do século passado, quando o Pantanal ficou cerca de dez anos sem cheias.

Mineração

Além de facilitar queimadas, a falta de água no Rio Paraguai afeta diretamente as exportações de minério pela hidrovia. Em 2023, por exemplo, foram embarcadas em torno de 6,1 milhões de toneladas ao longo dos quase dez meses em que o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário.

Em 2024, ano de estiagem recorde, o volume despencou para 3,1 milhões de toneladas, já que somente durante três meses o rio ficou acima de um metro na régua de Ladário. O transporte no período de estiagem precisa ser interrompido por conta, principalmente, de quatro grandes bancos de areia. Se eles fossem removidos, o escoamento de minérios poderia ser feito durante o ano inteiro. 

E, no projeto que prevê a concessão da hidrovia para a iniciativa privada existe a previsão de que a empresa vencedora do leilão seja obrigada a fazer esta dragagem de manutenção, que depende de autorização do Ibama. 

Após a privatização dos 600 quilômetros entre Ladário e Porto Murtinho, as empresas de transporte terão de pagar pedágio de até R$ 1,27 por tonelada de produto escoado. Embarcações de turismo ficarão livres da cobrança.


 

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