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EM ANDAMENTO

Fechado há 7 anos, entrega de teatro em homenagem a Aracy Balabanian é prevista para fim de 2023

Ainda em 2020, Fundação de Cultura divulgou a empresa que venceu licitação de R$ 244.412,82 para obras de reforma, mas atriz que batiza o local morreu antes de ver o espaço pronto

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De portas fechadas desde 2016, o teatro campo-grandense, batizado de Aracy Balabanian, não teve suas obras finalizadas antes que atriz que o nomeia falecesse - vítima de câncer nesta segunda-feira (07) -, sendo que o prazo para entrega segue até o fim deste ano. 

Ainda em 2020 a Fundação de Cultura divulgou que a empresa Ilume Arquitetura Eireli-EPP foi a vencedora da licitação, de R$ 244.412,82, para reforma e ampliação. Atualmente, um dos fatores que seguem em elaboração no espaço é justamente as marcações de acessibilidade. 

A intenção da Fundação de Cultura, quando a reforma teve início, era que a atriz, que morreu nesta segunda-feira (7), participasse da reinauguração do teatro que leva seu nome. 

Vítima de um câncer no pulmão diagnosticado em outubro de 2022, a atriz campo-grandense Aracy Balabanian estava com 83 anos, internada na Clínica São Vicente, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro.

Ainda, num primeiro momento do anúncio de sua morte, familiares de Aracy - que possui consultoria de oftalmologia localizado na rua 15 de novembro na Capital - foi procurado, porém, inicialmente apontaram que só devem se pronunciar dentro de dois dias. 

Teatro Aracy Espaço segue em obras, com previsão de entrega para o fim do ano. Foto: M.V

Vale lembrar que ainda em 2011 o espaço foi fechado uma primeira vez, à época, para manutenção, já que a classe artística indicava a necessidade de um maior cuidado. Em seguida, as paralisações para reforma aconteceram cerca de cinco anos depois. 

No interior do espaço, andaimes e pilhas de madeira entulhadas desenham a estética atual, com o espaço de varanda ocupado por telhas de zinco empilhadas ao lado de montes de terra e caçambas de entulho, tudo escondido pelas paredes grafitadas e a placa de "obra do governo do Estado". 

Importante ressaltar que o Centro Cultural foi inaugurado em 1984, e tem vários espaços além do Teatro Aracy que homenageiam ícones locais, como as salas Rubens Corrêa e Conceição Ferreira e galerias Wega Nery e Ignês Corrêa da Costa. 

Aracy Balabanian

Entre os principais espaços culturais de Campo Grande, o Teatro Aracy Balabanian possuía capacidade para 300 pessoas e, desde que fechado, limitou as alternativas para a classe artística. 

Descente de armênios, Aracy nasceu em Campo Grande junto dos sete irmãos, se mudando para São Paulo ainda aos 15 anos, dedicando sua vida ao teatro, televisão e cinema, figurando em papéis icônicos como:  

  • Marta de Ti Ti Ti (1985/86)
  • Maria Fromet de Que Rei Sou Eu? (1989)
  • Dona Armênia das novelas Rainha da Sucata (1990) e Deus nos Acuda (1992/93), além da mais reconhecida Cassandra, no humorístico Sai de Baixo. 

Entre as curiosidades, Aracy achou que não funcionaria em um papel cômico, por ter dificuldade em segurar o riso.  Daniel Filho, diretor da atração, justamente quem liberou a atriz para rir a vontade, alavancando ainda mais o sucesso com o programa, foi um dos primeiros a lamentar sua morte. 

"E então você se foi, assim, nesse dia ensolarado, como são ensolaradas as lembranças que invadem a minha cabeça, num jorro incessante, ainda que meu coração esteja nublado. Minha amada Aracy, minha rainha, atriz de primeira grandeza, companheira irretocável, amor de muitas vidas. Obrigado pela honra de ter estado ao seu lado exercendo nosso ofício, obrigado pelo afeto, pelos conselhos, pelas gargalhadas e pela vida que você tão delicadamente me ofereceu. Consola-me saber que estaremos para sempre juntos em alguma reprise de uma futura sessão nostálgica. Te amo para sempre. Até um dia”, publicou

 

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mubadala

Sheiks do petróleo projetam 2ª usina de etanol de milho em MS

A Atvos entrou com pedido de licença da usina em Costa Rica, mas informa que ainda estuda se vai fazer o investimento. Ela já anunciou R$ 1 bilhão para Nova Alvorada do Sul

26/05/2026 12h40

A Atvos assumiu o controle da usina de Costa Rica, que chegou a ser controlada pela Odebrecht, no começo de 2023

A Atvos assumiu o controle da usina de Costa Rica, que chegou a ser controlada pela Odebrecht, no começo de 2023

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Duas semanas depois de anunciar investimento da ordem de R$ 1 bilhão para produção de etanol de milho na usina de Nova Alvorada do Sul, a Atvos deixou claro nesta terça-feira (26) que prepara investimento semelhante na usina de Costa Rica. 

Extrato do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental  publicado no diário oficial do Governo do Estado  desta terça-feira (26)  prevê que a empresa repasse R$ 3.284.790,00 a título de compensação ambiental à secretaria estadual de meio ambiente por conta de um investimento que tem como valor de referência o montante de R$ 669 milhões na usina de Costa Rica, onde a empresa processa somente cana-de-açúcar atualmente. 

Mas, apesar deste pedido de licença ambiental entregue ao Governo do Estado, o comando da Atvos, empresa que tem como acionista de referência o fundo de investimentos Mubadala, que por sua vez é controlado pelos sheiks do petróleo do governo de Abu Dhabi, ainda não garantem que farão o investimento em uma segunda usina para produzir etanol a partir do milho em Mato Grosso do Sul.

Nota enviada ao Correio do Estado diz apenas que "a Atvos informa que avalia oportunidades relacionadas ao etanol de milho no Mato Grosso do Sul e, dentro desse processo, conduz estudos e avaliações regulatórias sobre o tema". 

Além disso, "neste momento, novos investimentos, além da planta já anunciada, bem como definições de capacidade produtiva ou cronogramas de início de operação, seguem em fase de estudos. Eventuais decisões considerarão critérios estratégicos e condições de mercado. A empresa manterá seus stakeholders informados sobre possíveis atualizações." (a tradução de stakeholders pode ser feita como "partes interessadas" ou "partes envolvidas" em determinado negócio)

No dia 14 de maio, publicação do diário oficial do Governo do Estado informou que o valor de referência na usina da Atvos em Nova Alvorada do Sul era R$ 669 milhões, mesmo valor de Costa Rica. O comando da empresa, porém, anunciou que o investimento seria da ordem de R$ 1 bilhão

A empresa conseguiu licença para a produção de até 800 mil metros cúbicos de etanol por ano, mas a previsão inicial da empresa é produzir bem menos, 273 mil metros cúblicos, ou 273 milhões de litros. Isso equivale ao volume transportado em cerca de 5,5 mil carretas.

Além das usinas de Nova Alvorada e Costa Rica, a Atvos controla uma usina em Rio Brilhante e outras cinco em São Paulo, Goiás e Mato Grosso. A unidade de Nova Alvorada do Sul, porém, será a primeira que produzirá etanol a partir de milho. 

OUTRAS USINAS

Em Mato Grosso do Sul já existem usinas de etanol de milho em Dourados, Maracaju e em Sidrolândia. Uma quarta está sendo instalada em Jaraguari, onde devem ser investidos em torno de R$ 300 milhões. 

Conforme anúncio feito dia 12 de maio pelo comando da Atvos, o investimento em Nova Alvorada fará integração entre as operações de cana e milho, permitindo à empresa alcançar produção contínua ao longo de todo o ano, com melhor aproveitamento de ativos e ganho de competitividade. Normalmente, as usinas de cana interrompem a produção entre novembro e abril.

A usina terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho por ano, o que equivale a cerca de 13 mil bi-trens. Alé de produzir 273 milhões de litros etanol, vai gera 183 mil toneladas de DDG (coproduto de alto valor proteico para nutrição animal) e 13 mil toneladas de óleo de milho.

A previsão é de que o empreendimento entre em operação em 2028 e gere cerca de 2.000 empregos durante a fase das obras. A usina está instalada próximo à BR-267, entre as cidades de Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

“Este investimento está alinhado à nossa visão de longo prazo e à estratégia de crescimento sustentável da Atvos. O etanol de milho amplia nossa capacidade produtiva e fortalece nossa atuação como plataforma integrada de biocombustíveis, contribuindo para a segurança energética do Brasil e para uma oferta mais robusta de energia renovável para o mundo”, afirma Bruno Serapião, CEO da Atvos. 

“Com uma base operacional e financeira sólida, também ganhamos previsibilidade para avançar nessa agenda mesmo em cenários globais mais desafiadores”, complementa. A atvos assumiu e reestruturou as três usinas que pertenciam à Odebrecht e estavam em recuperação judicial 

A empresa também afirma que o investimento “reforça a relevância do Mato Grosso do Sul como polo estratégico para a transição energética, em um ambiente de incentivo do governo estadual à atração de novos projetos voltados ao desenvolvimento do setor de bioenergia”.

Em setembro do ano passado o governador Eduardo Riedel chegou a informar que a empresa investiria em torno de R$ 2 bilhões no Estado para produzir etanol de milho nas unidades de Nova Alvorada do Sul e Costa Rica. Porém, o investimento em Costa Rica segue sob estudos. 

DINHEIRO DO PETRÓLEO

A Mubadala é um dos maiores fundos de investimentos soberanos do mundo, pertencente ao governo de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), com cerca de US$ 380 bilhões em ativos espalhados por praticamente todos os continentes. 

Fundado em 2002, o fundo tem como objetivo diversificar a economia de Abu Dhabi, gerando retornos financeiros sustentáveis através de investimentos globais. . O conglomerado soberano, famoso por sua vasta riqueza vinda do petróleo, é comandado pelo sheik Mohammad bin Zayed Al Nahyan, atual presidente dos Emirados Árabes Unidos. 

Foi o fundo comandado por este sheik que comprou, em 2021, a refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, e foi ele quem fez a doação das jóias que acabaram envolvendo a família Bolsonaro em escândalo pelo fato de o ex-presidente ter revendido os presentes em vez de inccorporá-los ao patrimônio público brasileiro. 

 

PREJUÍZOS

Governo reconhece situação de emergência no interior de MS

Baixas temperaturas e chuva de granizo causaram prejuízos em área urbana e rural do município do interior; Prefeitura decretou situação de emergência e Governo de MS reconheceu nessa terça-feira

26/05/2026 12h30

Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul reconheceu a situação de emergência no município de Deodapólis, após chuvas intensas que deixaram estragos por toda a cidade no último dia 16. Localizada a cerca de 264 quilômetros de Campo Grande, a cidade enfrentou chuva de granizo, que degradou casas, hospital e outros estabelecimentos.

Conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, o prefeito de Deodápolis, Jean Gomes (MDB) havia decretado a situação de emergência no município por 180 dias, no dia 18 de maio, reconhecida hoje pelo Governo de MS.

O decreto foi feito após a cidade enfrentar um deslocamento de massa de ar que resultou em chuvas intensas e queda de granizo, causando estragos e destruição nas áreas rurais e urbanas, no final de semana do dia 16 de maio.

Conforme o documento, a intensidade da chuva quebrou telhas em casa e comércios durante 48h de precipitação. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) registrou cerca de 188 milímetros durante os dois dias. 

Árvores foram arrancadas com força de vento e intensidade das chuvas - Foto: Reprodução

O prejuízo na cidade contabiliza mais de 200 casas que foram destelhadas pela vetania e fortes chuvas. Além disso, o Hospital Municipal Cristo Rei ficou alagado e os atendimentos graves foram transferidos para Dourados, e os demais para o posto de saúde Santo Antônio.

A Prefeitura de Deodápolis divulgou durante a semana passada que realizou atendimentos e cadastros das famílias, além de vistorias nos locais afetados para quantificar os danos e reconstrução necessária na cidade.

Além dos danos na área urbana, de acordo com as informações divulgadas no último boletim semanal do projeto Siga-MS, da Aprosoja-MS a terceira semana de maio, em que o município registrou chuva de granizo, algumas lavouras tiveram danos significativos na produção, que seguem sendo monitoradas pelo projeto.

Com o reconhecimento e decreto do Governo Estadual foi autorizada a mobilização de todos os órgãos estaduais para atuarem nas ações de resposta ao desastre, reabilitação do cenário e reconstrução.

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