A fisioterapeuta Fabíola Marcotti foi encontrada morta a tiro, no início da tarde desta segunda-feira (18), em Campo Grande. A vítima estava em uma propriedade rural na Chácara dos Poderes e foi encontrada já em óbito pelo marido, o médico cardiologista João Jazbik, 42 anos, que foi detido para esclarecimentos.
Após encontrar a esposa, o médico acionou a Polícia Civil.
Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil e da Polícia Científica foram ao local.
A delegada Analu Ferraz, da Deam, evitou dar declarações no local, afirmando que o caso ainda não estava fechado e serão ouvidas testemunhas e feitas mais análises.
"A gente ainda não fechou se foi suícidio, se foi feminicídio, então ainda não tem esse fechamento", disse a delegada, acrescentando que demais informações serão repassadas posteriormente, por meio de nota.
O médico foi detido por ter armas sem registro. Documentação foi apreendida e será analisada, assim como ele prestará depoimento formal.
A delegada ressaltou, no entanto, que a prisão, inicialmente, não tem relação com a morte da fisioterapeuta.
"Ele não está sendo preso nesse momento ainda, só quando a gente chegar na delegacia e terminar de conversar com as testemunhas", explicou.
Informações apuradas pelo Correio do Estado apontam que a vítima foi atingida por um tiro na cabeça, mas a delegada preferiu não responder quando questionada se de fato foi a tiro e a região atingida.
O advogado José Belga foi acionado pelo filho do médico para auxiliar na defesa.
"Nesse primeiro momento tudo está sendo apurado, ele nega, e o que eu peço para todos é que a gente dê a ele nesse momento o benefício da dúvida, que se dá a todo mundo que é investigado", disse o advogado ao chegar ao local.
Ainda conforme o advogado, não há mandado ou auto de prisão em flagrante contra o médico e ele foi detido e encaminhado à Deam para prestar depoimento sobre a morte da fisioterapeuta e sobre as armas encontradas.
O caso segue sob investigação.

