Entre os mais de 390 focos de incêndio registrados no Pantanal entre esta quinta-feira (19) e sexta-feira (20) um deles foi registrado às margens do Rio Paraguai e a fumaça invadiu toda a área central de Corumbá e alguns bairros, como Universitário, Dom Bosco e Cervejaria.
O incêndio aparentemente começou perto de uma área conhecida como Jericoacoara Corumbaense e, em uma extensão em linha reta de quase 2 quilômetros, chegou até a curva do Rio Paraguai que fica de frente ao Porto Geral.
Pelo menos um animal silvestre morreu queimado e houve a morte de animais domésticos. Aeronave vai dar apoio aos Bombeiros no combate a esse incêndio neste sábado.
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O Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), aponta que só no município de Corumbá foram registrados entre os dias 19 e 20 deste mês 115 focos de calor.
Número que só está atrás no Estado para a área de Porto Murtinho. A cidade na fronteira com o Paraguai está com 421 focos e é o município mais preocupante do Brasil no quesito queimadas.
Incêndios naquela área chegaram a destruir uma ponte e deixar isolados moradores da Colônia Ingazeiro, que dependem da travessia sobre o Córrego Progresso para acessar outras vias.
Na região de Corumbá, o fogo registrado desde a semana passada já destruiu sete pontes de madeira nas rodovias estaduais MS-325 e MS-243, no Pantanal do Nabileque.
O que impressionou nesta sexta-feira (20) foi a proximidade com que o fogo chegou à Capital do Pantanal. Os primeiros sinais de fumaça começaram por volta das 11h e passaram a ficar mais intensos à tarde, depois das 14h.
As condições climáticas eram favoráveis para que o fogo pudesse alastrar-se. Os dados mais recentes do Inmet mostraram que a umidade do ar em Corumbá por volta do meio-dia desta sexta-feira estava em 12%, com temperatura de 38,3º.
A cidade foi recordista em alta temperatura entre a quarta-feira (18) e esta quinta-feira (19), registrando 40,4º C.
Depois das 14h, a fumaça já tinha tomado conta do Centro de Corumbá e podia ser vista de várias partes da cidade. O foco do incêndio, que foi registrado na margem do Rio Paraguai, no lado contrário da cidade, estava mais intenso na região da Jericoacoara Corumbaense e por conta do vento caminhou sentido Porto Geral.
Nessa área, há uma pousada conhecida como Recanto da Chalana, recentemente instalada, e a atuação de brigadistas conseguiu evitar que o empreendimento fosse destruído.
“A pousada não queimou. Quero agradecer o pessoal do Instituto do Homem Pantaneiro, a brigada de incêndio do Prevfogo, o pessoal dos Bombeiros. Eles, todos, não mediram esforços para combater o fogo. Graças a Deus, nosso bom Deus, ficamos protegidos e conseguimos agir em tempo”, relatou o empresário João Miguéis, em vídeo divulgado no final da tarde desta sexta-feira (20). Ele é responsável pela gerência da pousada.
Porém, o fogo ainda não tinha sido extinto até por volta das 17h deste dia 20 e havia sido levado, pelo vento, para outra área onde há presença de moradores ribeirinhos.
Por parte dos Bombeiros, sete militares foram deslocados para atuar diretamente no combate ao incêndio registrado nas proximidades de Corumbá.
A comandante da Operação Hefesto, tenente-coronel Tatiane Dias de Oliveira Inoue, deslocou-se para acompanhar o trabalho por volta das 15h30 e até o fechamento desta matéria seguia no local, sem poder dar mais detalhes do que foi queimado.
As autoridades, como estão combatendo os focos, ainda não têm balanço do que foi queimado. O Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) enviou para a região biólogos para trabalharem no acompanhamento e possível resgate de animais. Brigadistas do IHP também foram deslocados para dar apoio no combate às chamas.
Vanderlei Moreira, morador do bairro Aeroporto e pescador desde a década de 1970, sugeriu que as queimadas têm um impacto direto nos animais. Ele acompanhou parte do trabalho dos brigadistas enquanto estava na margem do rio pescando.
“Ano passado foi um terror e neste ano está começando. Para você ter uma ideia, na minha casa tem alguns pés de frutas, mas elas não chegam a destacar porque os pássaros estão com fome e comem tudo. Queimou muita coisa que servia para eles. E agora está renovando a queimada. Os animais vão, mais e mais, sofrer.”
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Prefeita Adriane Lopes sancionou nesta sexta-feira (25) a lei que oficializa o reajuste de 5,4% para o magistério municipal. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.



