Cidades

Ministério da Justiça

Força Penal Nacional atuará em dois presídios de Mato Grosso do Sul

Ministério da Justiça autorizou o envio do efetivo pelo prazo inicial de 90 dias, para Campo Grande e Dourados

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou o envio da Força Penal Nacional para atuar em duas unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, sendo a Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande - Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, e a Penitenciária Estadual de Dourados (PED).

A medida foi publicada por meio de portaria no Diário Oficial da União, com autorização excepcional do "emprego da Força Penal Nacional, em caráter episódico e planejado" para atuar nas duas unidades.

A atuação da Força Penal Nacional terá duração inicial de 90 dias e tem como objetivo fortalecer as ações de capacitação dos servidores, aperfeiçoar os protocolos de segurança e apoiar o desenvolvimento de procedimentos operacionais nas unidades prisionais do Estado.

A portaria prevê atuação planejada, com apoio logístico e supervisão dos órgãos estaduais de administração penitenciária e segurança pública.

O número de profissionais a ser disponibilizado pelo Ministério da Justiça será definido de forma conjunta entre o Governo Federal e o Governo do Estado, conforme as necessidades operacionais.

Força Penal Nacional

A Força Penal Nacional (FPN) é um programa de cooperação entre a União, os estados e o Distrito Federal, que reúne policiais penais das unidades federativas, sob a coordenação da Polícia Penal Federal, para atuação conjunta no sistema penitenciário.

Instituída por meio de convênios federativos, a FPN possui caráter planejado e temporário, com atuação voltada ao apoio técnico, operacional e gerencial às unidades prisionais.

A integração dos servidores segue critérios específicos de formação, conforme estabelecido na Portaria nº 409, de 29 de outubro de 2024.

Entre seus principais objetivos estão o fortalecimento da segurança prisional, a qualificação de servidores, o apoio à gestão das unidades e a atuação coordenada em situações que demandem reforço institucional.

58 ANOS DE PRISÃO

Garagem era fachada para traficantes lavarem dinheiro em MS

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma ilegal no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

20/05/2026 12h15

Mais de 200 kg de cocaína foram apreendidos na cidade de Deodápolis, em fevereiro de 2024

Mais de 200 kg de cocaína foram apreendidos na cidade de Deodápolis, em fevereiro de 2024 Divulgação: Polícia Federal

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A Justiça de Mato Grosso do Sul sentenciou quatro pessoas pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Os criminosos estavam envolvidos numa prisão em flagrante ocorrida em 2024, na rodovia MS-276, no município de Deodápolis.

Na ocasião, os policiais federais localizaram um fundo falso soldado no interior do tanque de combustível de um caminhão Scania, onde estavam escondidos 205,20 kg de cocaína pura, cujo destino seria a cidade de Maringá, no Paraná.

A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da Promotoria de Justiça de Deodápolis, em parceria com a Polícia Federal de Dourados (MS), e culminou na desarticulação e na condenação do grupo criminoso, que utilizava o território sul-mato-grossense como rota estratégica para o escoamento de grandes volumes de drogas.

Dois homens apontados como coordenadores e gestores do esquema foram sentenciados, individualmente, a 15 anos e 9 meses de reclusão. Os outros dois operadores, que prestavam o suporte logístico, financeiro e contábil, receberam a pena de 13 anos e 6 meses cada um.

O homem que transportava a droga foi condenado a uma pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, e ao pagamento de 583 dias-multa.

Somadas, as penas aplicadas totalizam 58 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de expressivas multas. No total, os condenados terão de pagar 6,6 mil dias-multa, equivalente ao montante de R$ 345 mil.

Estrutura sofisticada

O MPMS e a PF desvendaram uma engrenagem que ia muito além do tráfico de drogas. A organização criminosa estruturou uma rede sofisticada de lavagem de capitais, cuja base operacional se situava no oeste de Santa Catarina.

As provas técnicas produzidas demonstraram que os réus constituíram uma empresa de fachada, registrada como comércio de veículos, que não possuía atividade comercial real, estoque ou estrutura física compatível. O estabelecimento servia como um instrumento simulado para transações bancárias e emissão de notas fiscais falsas.

De acordo com as investigações, um dos envolvidos exercia a função central de coordenação e gestão, enquanto outro figurava como sócio formal da empresa, esta utilizada para dissimular a circulação do caminhão.

Além disso, um dos réus prestava apoio financeiro e operacional, inclusive mediante pagamentos e recebimento de valores vinculados à empresa, enquanto o quarto integrante atuava em suporte logístico e financeiro.

Lavagem de dinheiro

O MPMS mapeou o fluxo financeiro do grupo, expondo comprovantes de transferências bancárias e pagamentos via Pix que ligavam diretamente os líderes aos contadores responsáveis pela abertura da empresa e aos motoristas encarregados do transporte da droga.

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma incompatível no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

A justiça negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, mantendo suas prisões preventivas e decretando o perdimento definitivo de todos os bens, veículos e ativos financeiros que haviam sido bloqueados ao longo do procedimento judicial.

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CAMPO GRANDE

Juiz suspeita de feminicídio e mantém cardiologista na cadeia

Médico João Jazbik Neto teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta-feira (20)

20/05/2026 12h00

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio Gerson Oliveira

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A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve preso o cardiologista João Jazbik Neto, investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta com um tiro na cabeça em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (20), o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva. Jazbik Neto havia sido autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito, além de fraude processual.

A decisão ocorre enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível suicídio, divergências identificadas nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para apurar eventual feminicídio.

Segundo a investigação, foi o próprio médico quem acionou a Polícia Civil informando ter encontrado a esposa já sem vida dentro da propriedade onde o casal morava. No entanto, durante as oitivas, policiais identificaram inconsistências entre a versão apresentada por Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam no local.

Além disso, conforme já havia informado o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago, a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível, preliminarmente, com a dinâmica narrada pelo médico.

As investigações também apontaram que, após a morte da fisioterapeuta, o cardiologista teria determinado que um caseiro e um ex-funcionário removessem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara. A conduta foi enquadrada como fraude processual, levando à prisão em flagrante dos envolvidos.

A Polícia Civil instaurou um procedimento separado para investigar, sob perspectiva de gênero, se Fabíola foi vítima de feminicídio.

A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte da esposa. Ainda conforme a defesa, a hipótese de feminicídio é contestada pelos advogados, que agora avaliam medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva. Até nova decisão da Justiça, o médico seguirá preso.

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