A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve preso o cardiologista João Jazbik Neto, investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta com um tiro na cabeça em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.
Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (20), o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva. Jazbik Neto havia sido autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito, além de fraude processual.
A decisão ocorre enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível suicídio, divergências identificadas nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para apurar eventual feminicídio.
Segundo a investigação, foi o próprio médico quem acionou a Polícia Civil informando ter encontrado a esposa já sem vida dentro da propriedade onde o casal morava. No entanto, durante as oitivas, policiais identificaram inconsistências entre a versão apresentada por Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam no local.
Além disso, conforme já havia informado o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago, a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível, preliminarmente, com a dinâmica narrada pelo médico.
As investigações também apontaram que, após a morte da fisioterapeuta, o cardiologista teria determinado que um caseiro e um ex-funcionário removessem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara. A conduta foi enquadrada como fraude processual, levando à prisão em flagrante dos envolvidos.
A Polícia Civil instaurou um procedimento separado para investigar, sob perspectiva de gênero, se Fabíola foi vítima de feminicídio.
A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte da esposa. Ainda conforme a defesa, a hipótese de feminicídio é contestada pelos advogados, que agora avaliam medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva. Até nova decisão da Justiça, o médico seguirá preso.
Trecho que está em obras é o que aparece no cículo pontilhado em azul
Drones com sensores térmicos ajudam à localizar macacos nas copas das árvores - Foto: Divulgação Arauco

