Cidades

PUNIÇÃO

Funai diz que tenta, há anos, se livrar de aeronaves sucateadas

Relatório foi enviado a ministra Damares

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A Fundação Nacional do Índio (Funai) afirma que tenta, há anos, se livrar de aeronaves - algumas já sucateadas - que deveriam ser usadas para garantir atendimento médico para a população indígena. Conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, cobrou no início do mês uma explicação da fundação e defende a punição dos responsáveis.

De acordo com a Funai, já havia um processo aberto em 2017 para alienar as aeronaves, mas que estava sem conclusão sob a antiga gestão do órgão. Em relatório técnico enviado a Damares, a fundação alega que o fato de a maioria dos processos relacionados às aeronaves estarem em papel e arquivados, foi preciso um trabalho "exaustivo" para levantar todas as informações.

No último dia 11, a Funai publicou o edital para se desfazer de sete aeronaves, pelo qual pretende arrecadar cerca de R$ 1 milhão, aponta o relatório. O presidente da fundação, Fernando Melo, afirmou que só o aluguel atrasado com o estacionamento das aeronaves em Brasília já chega a R$ 3 milhões. As três localizadas no Distrito Federal estão no aeroporto internacional de Brasília. As demais em Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Itaituba (PA).

A nota técnica da fundação também afirma que, ao obter os papéis necessários, iniciou com urgência a análise do processo de 2017. Segundo o parecer, atualmente são sete aeronaves em nome da Funai e uma sob a propriedade do Incra, mas que está sob posse da fundação. Essa, de acordo com a instituição, deve ser doada. Na relação elaborada há dois anos, havia ainda uma nona aeronave, que agora não consta da lista atual da Funai. À época, ela estava avaliada em R$ 88.642,43. 

Planilhas apontam que quatro das sete aeronaves das quais a Funai pretende se desfazer sofreram uma depreciação de cerca de R$ 250 mil entre a avaliação de valores feita em 2017 e a realizada na nova gestão. Três foram apontadas como irrecuperáveis há dois anos, mas estão valendo, somados, R$ 2 635 no edital. O valor baixo justifica-se pelo estado de deterioração do bem. 

"Nesses poucos meses de atuação conseguimos superar todos os entraves encontrados na instrução processual, realizar os cálculos de depreciação cabíveis e finalizar a instrução para publicação da concorrência de alienação das sete aeronaves em nome da Funai", afirma o relatório elaborado pela Coordenação-Geral de Recursos Logísticos da Funai.

O problema com as aeronaves foi apontado por um relatório interno da Funai revelado pelo Estado no último dia 8. O documento alertava para a situação de descaso e abandono da frota, com risco até de incêndio no caso de aeronaves que estão estacionadas em um gramado no aeroporto internacional de Brasília. Entre os principais problemas identificados nos aviões estão pintura desgastada, sinais de corrosão na estrutura e sucateamento de equipamentos.

A Funai também está apurando os valores dos débitos relacionados à permanência das aeronaves nos aeroportos, que "por ventura existam". O órgão aponta que somente o hangar de propriedade privada localizado em Goiânia cobra R$ 635,5 mil de "estacionamento". Para tentar acabar com o gasto, a fundação informou que se reuniu com representantes do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e da Força Aérea Brasileira (FAB) para obter informações sobre o estado de conservação das aeronaves, e discutir a viabilidade de movê-las para um local público. 

Finalidade

Essas aeronaves eram utilizadas para levar vacinas e medicamentos a regiões indígenas, além de transportar equipe médica e técnicos para visitar as regiões. Em 2010, um decreto assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva transferiu a responsabilidade pelas ações de atenção à saúde dos indígenas para o Ministério da Saúde, mas as aeronaves que atendiam as comunidades a serviço da Funai não foram cedidas para essa finalidade.

Enquanto a frota da Funai se deteriora, o Estado apurou que o Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 80 milhões ao ano com o aluguel de aeronaves particulares contratadas para garantir assistência aos povos indígenas. A hora-voo de uma aeronave custa, em média, R$ 2 mil.

 

DENÚNCIA

Justiça torna ex-prefeito Alcides Bernal réu por homicídio qualificado

Bernal será julgado pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, dentro de uma mansão no Jardim dos Estados

16/04/2026 08h30

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado

Ex-prefeito deu sete passos antes de disparar contra fiscal, diz relatório do delegado Foto: Reprodução

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O juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, recebeu a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra Alcides Bernal, pelos crimes de homicídio qualificado por meio cruel, motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. O ex-prefeito passa a ser réu pelo assassinato do auditor fiscal Roberto Carlos Mazzini, no dia 24 de março.

Contudo, o magistrado negou os pedidos do MPE em relação a ouvir as testemunhas Moacir Cardoso Santos Júnior, Eliane Silvério Nogueira e Gabriel de Araujo Mazzini.

De acordo com a justificativa apresentada pelo juiz para indeferir a solicitação é que a coleta de prova testemunhal deve ser providenciada antes do oferecimento da denúncia. "Tal permissividade violaria diretamente os princípios da ampla defesa e contraditório, visto que referidos depoimentos seriam carreados aos autos com a instrução em andamento, o que causaria tumulto processual, e já depois de ultrapassada a fase de resposta à acusação (art. 396, CPP), momento em que a defesa técnica deve arrolar testemunhas e apresentar as alegações pertinentes à sua tese".

O crime

O caso ocorreu no dia 24 de março. Imagens de câmera de segurança da casa mostram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto o auditor fiscal Roberto Mazzini o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel que adquiriu em um leilão da Caixa Econômica. A mansão está localizada na rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passa a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, Roberto apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel e não há informação do que eles estariam fazendo durante este período.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que Alcides Bernal chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial.

Após isso, é possível ver o chaveiro fugindo do local.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime.

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Loterias

Bolão de Campo Grande leva R$ 15 mil na Quina

Aposta foi realizada na lotérica Via da Sorte Loterias e dividida em oito cotas

16/04/2026 08h15

Foto: Divulgação

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Um bolão registrado na Via da Sorte Loterias, localizada na Avenida Mato Grosso acertou quatro dezenas no concurso 7002 da Quina, sorteado na noite desta quarta-feira (15), e garantiu um prêmio de R$ 15.771,12. A aposta foi dividida em oito cotas. 

O sorteio ocorreu a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio principal do concurso estava estimado em R$ 18 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 04 -15 - 34 - 49 - 55.

Apesar de ninguém ter acertado os cinco números, o que faria o prêmio máximo estimado em R$ 16 milhões, apostas com quatro acertos foram contempladas em todo o país. Em Campo Grande, o bolão premiado chamou atenção pela divisão do valor entre os participantes, garantindo pouco mais de R$ 1,9 mil para cada cota.

Próximo sorteio: Quina 7003

Como a Quina seis sorteios regulares semanais, o próximo sorteio ocorre na quinta-feira, 16 de abril, a partir das 20 horas, pelo concurso 7003.

Para participar dos sorteios da Quina é necessário fazer um jogo nas casas lotéricas ou canais eletrônicos.

A aposta mínima custa R$ 3,00 para um jogo simples, em que o apostador pode escolher 5 dentre as 80 dezenas disponíveis no volante, e fatura prêmio se acertar 2, 3, 4 ou 5 números.

Como apostar na Quina?

A Quina tem seis sorteios semanais: de segunda-feira a sábado, às 20h (horário de MS).

O apostador deve marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no volante e torcer. Caso prefira o sistema pode escolher os números para você através da Surpresinha ou ainda pode concorrer com a mesma aposta por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos consecutivos com a Teimosinha.

Ganham prêmios os acertadores de 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

O preço da aposta com 5 números é de R$ 3,00.

É possível marcar mais números. No entanto, quanto mais números marcar, maior o preço da aposta.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada.

Para a aposta simples, com apenas cinco dezenas, que custa R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 24.040.016, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 7.507,50 a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 8.005, ainda segundo a Caixa.

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