Cidades

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Funcionárias de clínica de aborto serão julgadas

Funcionárias de clínica de aborto serão julgadas

Redação

24/02/2010 - 06h56
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O julgamento das quatro profissionais de saúde acusadas de colaborar para a realização de 25 abortos, na Clínica de Planejamento Familiar da médica Neide Mota Machado, pode ser o primeiro desta natureza no Brasil e ter duração recorde. Uma psicóloga e três enfermeiras são rés em júri popular, que acontece hoje, às 8h, no Fórum de Campo Grande. As acusadas haviam pedido o cancelamento do julgamento no Superior Tribunal de Justiça, o que foi negado ontem à tarde pelo ministro Félix Fisher. “Pelo número de pacientes que estiveram na clínica e, em tese, praticaram aborto, não conheço um processo com essa dimensão de pessoas”, afirmou o juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos. O julgamento deve durar mais de 30 horas, conforme adiantou o juiz. Só os debates entre acusação e defesa levarão mais de nove horas. Ainda serão ouvidas oito testemunhas de defesa e haverá o julgamento de pelo menos 600 quesitos – perguntas feitas aos jurados, que devem responder entre sim e não. Além disso ainda serão apresentados dois vídeos – um pela acusação e outro pela defesa - antes que as explanações sejam iniciadas. O advogado de uma das acusadas, Renê Siufi, informou que não tem conhecimento de um julgamento desta natureza no Brasil. “Eu até acho muito estranho que, só agora, isso tenha aparecido. Todo mundo sabia, inclusive o Conselho Regional de Medicina e as autoridades”, protestou. O processo que levou as quatro profissionais a julgamento também incluía a médica Neide Mota Machado, proprietária da clínica. Porém, como a médica foi encontrada morta em novembro do ano passado, o nome dela deixou de fazer parte do processo. De acordo com o artigo 126, do Código Penal Brasileiro, provocar aborto em terceiras é crime e a pena pode chegar a quatro anos de prisão. A prática somente é permitida por lei caso seja feita por um médico, quando não há outra forma de salvar a gestante ou se a gravidez for resultado de estupro, conforme consta no artigo 128. Gestantes Pelo menos 700 mulheres já foram indiciadas por abortarem na Clínica. Segundo explicou o delegado Arante Fagundes Filho, atual responsável pelo cartório do 1º Distrito Policial, pelo menos 10 mil fichas de pacientes foram apreendidas na clínica. Após uma triagem, feita pelos investigadores da Polícia Civil, ficou constatado que em 1,2 mil dessas fichas existiam fortes indícios de que as pacientes haviam abortado. Outras fichas ainda foram descartadas, pois houve prescrição do crime. Conforme a lei determina, nestes casos o delito prescreve oito anos depois de ser cometido. O delegado espera finalizar todos os inquéritos (ainda falta concluir cerca de 500) nos próximos seis meses. O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, informou que as mulheres que forem condenadas terão de cumprir algumas condições, como comparecer mensalmente ao fórum e apresentar- se em juízo sempre que se ausentarem da cidade por mais de 15 dias. (BG)

Mercado online

Polícia acaba com esquema que desviava mercadorias compradas on-line

O esquema contava com participação de funcionários que desviavam compras feitas online; apenas uma funcionária furtou um total de R$ 10 mil no último mês

15/07/2024 17h20

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Funcionários de uma transportadora de entrega de produtos adquiridos pela internet, foram presos pelo desvio de mercadorias. Somente em junho "a mão leve" levou o equivalente a R$ 10 mil. 

A atividade do grupo foi encerrada na manhã desta segunda-feira (15), quando agentes da 2º Delegacia de Polícia prendeu o grupo de funcionários que agiam tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O levantamento das investigações indicou que os funcionários usavam o sistema da transportadora e davam baixa (marcando como se a mercadoria fosse entregue) nos produtos que terminavam desviando. O grupo tinha preferência pelas seguintes mercadorias:

  • Joias
  • Celulares
  • Roupas
  • Perfumaria
  • Itens alimentícios, entre outros.

Além disso, o foco dos criminosos estavam em produtos destinados a outros estados e por alguma inconsistência do sistema terminavam no depósito da empresa na Capital. Como ficavam meses sem destino o grupo acabava ludibriando o sistema e ficando com a encomenda. 

Conforme divulgado pela Policia Civil, uma das funcionárias que participava do esquema confessou que desviou aparelhos celulares e joias revendidas de joalherias de marcas conhecidas que por fim terminaram sendo derretidas.

Apenas essa funcionária desviou um total de R$ 10 mil reais em furtos referentes ao mês de junho. No sistema ela ainda repassava os valores das notas fiscais por metade do preço. 

Os agentes seguem com a investigação para recuperar os objetos furtados. Como não houve flagrante da ação criminosa alguns dos envolvidos seguem soltos para responder ao processo em liberdade.

Com relação a transportadora os suspeitos tiveram o  contrato de trabalho rescindido.

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Estelionato

Mulher alega dívida em jogo do Tigrinho, pede cartão a idoso e saca R$ 100 mil

Ao relatar aos policiais, o idoso disse que a mulher pediu ajuda porque precisava sacar dinheiro do jogo, afirmando que estava sem o aplicativo do banco

15/07/2024 17h00

Imagem ilustração

Imagem ilustração Reprodução/

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Um idoso de 66 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (15) após ser vítima de estelionato em Campo Grande. De acordo com a polícia, a vítima estaria devendo quase R$ 100 mil em empréstimos bancários feitos por outra pessoa, que foram utilizados para jogos de cassino online sem sua permissão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o idoso relatou que a vizinha de 27 anos pediu o cartão emprestado, alegando estar com problemas no aplicativo bancário e precisando sacar dinheiro que havia ganhado no jogo do Tigrinho, conhecido popularmente como jogo de cassino online. 

Como a jovem morava no local há três anos, o idoso disse à polícia que confiou nela e resolveu emprestar seu cartão bancário. Em depoimento, o idoso afirmou que descobriu o estelionato depois que sua filha verificou o extrato bancário e encontrou um saque de R$ 7 mil.

Em depoimento à polícia, a filha do idoso disse que foi até a residência da mulher para tirar satisfações sobre o saque, mas foi surpreendida ao descobrir que a suspeita não estava mais morando no local.

Preocupados com o alto valor sacado, o idoso e sua filha foram até a Polícia Civil registrar a ocorrência por estelionato contra idoso. De acordo com a polícia, há câmeras de segurança em locais onde a mulher teria sacado o dinheiro, o que pode ajudar na identificação da suspeita.

 

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