Cidades

POLÍCIA

Gaeco denuncia bicheiro e cumpre mandados em presídio federal de Campo Grande

Bicheiro Rogério Costa de Andrade e outros dois policiais militares aposentados foram denunciados por integrar organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à prática de corrupção ativa

Continue lendo...

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) denunciou à Justiça o contraventor Rogério de Andrade, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no país, por integrar organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à prática de corrupção ativa. Rogério está atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde foram cumpridos mandados judiciais nesta quinta-feira (29).

A denúncia também inclui dois policiais militares aposentados, identificados como Marcos Antônio de Oliveira Machado, conhecido como “Machado”, e Carlos André Carneiro de Souza, o “Carneiro”. Eles fazem parte da equipe de segurança pessoal e prestam serviços diretos ao contraventor e a seus familiares.

As prisões fazem parte da segunda fase da Operação Petrorianos, conduzida pelo GAECO/MPRJ, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e da Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). Além da capital fluminense, os mandados foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e no presídio federal da Capital.

Segundo o Ministério Público, a investigação teve origem em um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) instaurado para apurar a atuação de integrantes do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

A denúncia aponta ainda a prática de corrupção ativa. De acordo com o GAECO, Carlos André Carneiro, em conjunto com Rogério de Andrade, teria subornado um policial militar da ativa para obter informações sigilosas sobre operações policiais em andamento. O objetivo seria antecipar fiscalizações e direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos explorados por grupos criminosos rivais.

A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital do Rio de Janeiro, que autorizou o cumprimento das medidas judiciais.

Outra operação

Em dezembro de 2025, o Gaeco também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão contra supostos gerentes do "jogo do bicho" ligados a organização criminosa voltada a jogos de azar e liderada por Rogério Costa de Andrade, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande

Os mandados foram emitidos pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca do Rio de Janeiro e cumpridos em diversos bairros da cidade. A medida decorre de Procedimento Investigatório Criminal, em tramitação no Gaeco.

A ação foi um desdobramento da Operação Safari, deflagrada pelo órgão em 21 de fevereiro de 2025, que resultou no fechamento de 50 pontos de jogo do bicho controlados pela organização criminosa, na prisão de responsáveis e na apreensão de grande quantidade de material relacionado à atividade ilegal.

Uma denúncia já havia sido apresentada em março de 2021, mas foi trancada em 2022 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que não havia provas suficientes que demonstravam o envolvimento de Rogério na atividade.

Rogério Costa de Andrade é um dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Ele está preso desde outubro de 2024 após o MPRJ apresentar nova denúncia contra ele pelo homicídio de Fernando Iggnácio, genro de Castor de Andrade e que disputava com Rogério o espólio do jogo do bicho de Castor.

O contraventor foi transferido da Penitenciária de Segurança Máxima Laércio Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Bangu, na Zona Oeste do Rio, para o presídio federal de Campo Grande no dia 12 de outubro de 2023.

Em novembro do ano passado, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do bicheiro Rogério de Andrade no Presídio Federal de Campo Grande.

Assine o Correio do Estado

decreto

Mesmo com decisão para recalcular IPTU, prefeitura altera apenas prazo para pagamento

Decreto publicado em edição extra do Diário Oficial dá dois dias a mais para contribuinte pagar a segunda parcela, mas mantém o prazo para pagamento à vista

10/02/2026 18h31

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo

Decreto altera apenas data para pagamento, mantendo o valor do tributo Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Em meio a uma batalha judicial sobre a cobrança do Importo Predial e Territorial Urbado (IPTU), a Prefeitura de Campo grande publicou decreto com a prorrogação do prazo de vencimento da segunda parcela do imposto, que terminaria nesta terça-feira (10). O Município não se manifestou, no entanto, sobre decisão que o obriga a recalcular o valor do tributo limitando o reajuste para 5,32%.

O decreto com a prorrogação do prazo de vencimento do IPTU parcelado foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município.

A medida altera exclusivamente a data para pagamento da segunda parcela, cujo vencimento foi prorrogado por dois dias, passando do dia 10 para 12 de fevereiro. As demais parcelas seguem com a data de vencimento inicial previstas no carnê.

A exceção é a primeira parcela, que anteriormente já havia tido o pagamento prorrogado para até o dia 10 de dezembro de 2026.

Com relação ao pagamento do tributo à vista, com desconto de 10%, em parcela única, a data foi mantida para 12 de fevereiro.

Pela manhã, após a Câmara Municipal aprovar a manutençao do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia o aumento da taxa do lixo, o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, chegou a comentar que o pagamento da parcela única seria suspenso, mas o decreto mantém a data de vencimento para quinta-feira.

Veja como ficou o novo calendário divulgado pela prefeitura:

À vista

  • Em parcela única - 12 de fevereiro de 2026

Parcelado

  • 1ª parcela - 10 de dezembro de 2026
  • 2ª parcela - 12 de fevereiro de 2026
  • 3ª parcela - 10 de março de 2026
  • 4ª parcela - 10 de abril de 2026
  • 5ª parcela - 11 de maio de 2026
  • 6ª parcela - 10 de junho de 2026
  • 7ª parcela - 10 de julho de 2026
  • 8ª parcela - 10 de agosto de 2026
  • 9ª parcela - 10 de setembro de 2026
  • 10ª parcela - 13 de outubro de 2026
  • 11ª parcela - 10 de novembro de 2026
  • 12ª parcela - 10 de dezembro de 2026

Derrota na Justiça

Conforme reportagem do Correio do Estado, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou, nesta terça-feira, pedido feito pela Prefeitura de Campo Grande em processo de suspensão de liminar (PSL), ajuizado no dia anterior.

Com a decisão, a prefeitura terá de cumprir determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, que limita o reajuste do IPTU no exercício de 2026 a 5,32%, percentual que se refere à correção inflacionária, cujo índice é o IPCA-E.

A prefeitura terá 30 dias para cumprir a medida, tendo que recalcular o tributo para que o aumento limite-se ao percentual inflacionário.

A decisão que obriga o município a recalcular o valor do IPTU cobrado do cidadão tem origem em mandado de segurança ajuizado no mês passado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), assinado pelo seu presidente, Bitto Pereira, e por outros integrantes de comissões e do conselho.

Após quatro anos

Garagem vende carro de promotora, trava transferência e é condenada pela Justiça

Carro pertencia a Mariana Sleiman Gomes, promotora de Justiça de Nioaque

10/02/2026 18h15

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Promotora de Justiça de Nioaque, Mariana Sleiman Gomes foi obrigada junto à garagem Pizino Motors, regularizar a transferência de um Peugeot 3008 Griffe, comprado por um terceiro, que há quase quatro anos, vive impasse para ter a documentação do veículo em seu nome. A decisão é da 8ª Vara Cível de Campo Grande e foi assinada pelo juiz Mauro Nering Karloh.

Além da obrigação de transferir o veículo, Mariana Sleiman e a concessionária foram condenados a ressarcir o comprador em R$ 264,86, valor referente a multas anteriores à compra do carro, que acabaram sendo pagas por ele.

O caso começou em janeiro de 2022, quando o comprador encontrou o anúncio do veículo no site ShopCar. O carro estava exposto na garagem localizada no bairro Itanhangá Park. 

Após test drive e negociação, o valor foi fechado em R$ 180 mil. O pagamento foi feito conforme contrato, com entrada no cartão de crédito e transferências bancárias, quitando o valor total em menos de uma semana. O comprador saiu da loja com o veículo, cópia do documento digital e seguro ativo.

Impasse

O problema começou quando chegou o momento de transferir o carro, após a garagem apresentar justificativas sucessivas para não entregar a autorização de transferência.Foi então que descobriu que o veículo não estava em nome do dono da loja, mas sim de Mariana Sleiman.

Inicialmente, ela chegou a concordar com a transferência e até enviou uma imagem do documento preenchido, contudo, semanas depois, voltou atrás, alegando que não havia recebido o pagamento integral da garagem que intermediou a venda.

Segundo ela, o veículo havia sido vendido de forma parcelada ao proprietário da loja, que não cumpriu o acordo financeiro. Mesmo assim, a Justiça entendeu que o comprador final agiu de boa-fé, pagou o valor integral, adquiriu o carro em uma loja regular e não poderia ser penalizado por um "conflito comercial" entre vendedor e intermediário, neste caso a concessionária.

Na sentença, o juiz destacou que o comprador tomou todas as cautelas esperadas, comprando o veículo em uma garagem ativa, firmou contrato formal, efetuou os pagamentos corretamente e recebeu o carro por tradição, prática comum no mercado.

O magistrado também ressaltou que eventuais prejuízos da promotora, deveriam ser cobrados da empresa que não cumpriu o acordo com ela e não do comprador final. “Não é razoável transferir ao comprador de boa-fé o risco de uma negociação mal conduzida entre os vendedores”, pontuou a decisão.

Deste modo, garagem e a antiga proprietária devem entregar até o fim deste mês a autorização de transferência do veículo. A decisão cabe recurso. O espaço segue aberto. 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).