Cidades

sem justificativa

Desde o começo da guerra, gasolina já subiu 30 centavos em Campo Grande

Pesquisa da ANP mostra que o preço médio neste sábado chegou a em R$ 6,19. No dia 28 de fevereiro estava em R$ 5,89

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Depois de subir, em média, 16 centavos nas duas primeiras semanas depois do início da guerra no Irã, o preço da gasolina continua em alta e subiu mais 14 centavos ao longo desta semana, conforme mostra pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP) encerrada neste sábado (21). Somente em março a gasolina subiu 5%, em média, nos postos de Campo Grande. 

Em 28 de fevereiro, dia em que começaram os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,89. Desde então, o preço nas bombas subiu 30 centavos e neste sábado, conforme os dados da ANP coletados em 23 postos, o valor médio amanheceu em R$ 6,19. 

E não é somente em Campo Grande que ocorreram os aumentos. A capital de Mato Grosso do Sul segue com o menor preço médio entre todas as capitais. Em oito delas o preço médio neste sábado está acima de sete reais, chegando a R$ 7,47 na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, onde está a gasolina mais cara entre as capitais.

Nas cidades do interior de Mato Grosso do Sul ocorreu fenômeno semelhante ao de Campo Grande. No dia 28 de fevereiro o preço médio em Mato Grosso do Sul como um todo estava em R$ 6,06. Neste sábado, porém, estava em R$ 6,30. Neste caso, a alta é de 24 centavos.

Estes aumentos ocorreram sem qualquer tipo de justificativa, uma vez que na Petrobras não ocorreu alteração de preços e os impostos também seguem inalterados. O preço do petróleo, porém, subiu da casa dos 81 dólares por barril para 108 dólares, na cotação desta sexta-feira (20). 

E, mesmo antes do início da guerra no Oriente Médio já havia uma tendência de altas sem justificativa no preço da gasolina. Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Desde então, subiu 41 centavos, o equivalente a 7%. 

No começo do ano os estados elevaram em 10 centavos o ICMS sobre a gasolina. Mas, em tese, esta alta deveria ser sido anulada pelo redução de 14 centavos por litro que a Petrobras anunciou dias depois. Na prática, porém, os preços subiram após o aumento do imposto estadual e não recuaram quando a Petrobras ofereceu o desconto. 

DIESEL

No caso do diesel, a alta de preços é três vezes maior que o da gasolina. No início da guerra o preço médio, segundo a ANP, era de R$ 5,90 nos postos de Campo Grande. Neste sábado, o valor médio amanheceu em R$ 6,79. Isso equivale a um reajuste de 15%. O reajuste médio nacional é ainda maior, de 20%.

Para a próxima quinta-feira está agendada uma reunião do conselho que agrega todos os secretários estaduais de Fazenda com representantes do Governo Federal. O tema principal será uma possível isenção do ICMS sobre o diesel até o fim de maio.

Atualmente os estados cobram R$ 1,17 de ICMS por litro do combustível. Em Mato Grosso do Sul, esta cobrança representa em torno de R$ 6,5 milhões diários aos cofres públicos estaduais e municipais. Caso haja consenso entre os secretários em acabar com a cobrança, a União se compromete a reembolsar a metade daquilo que os estados perderem. 

Novos Contratos

Estado destina mais R$ 63 milhões para cursos profissionalizantes

Com isso o Estado chega ao terceiro contrato firmado em menos de uma semana e juntos somam quase R$ 100 milhões

12/05/2026 10h15

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta terça-feira (12), foi confirmado que o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SED) firmou contrato com mais duas empresas para realização de cursos profissionalizantes na Rede Estadual de Ensino. 

Os novos acordos custaram cerca de R$ 63 milhões e o valor total já investido, chega próximo de R$ 100 milhões. 

O contrato assinado na semana passada firmado com a empresa FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior Ltda, custou aos cofres R$ 30,7 milhões. 

Os publicados hoje no Diário Oficial, mostram que a empresa CENTRAL DE COMPRAS; CENTRO EDUCACIONAL DIOFANTO LTDA, irá faturar com a assinatura cerca de R$ 51 milhões. Já a empresa GRADUAL ESTUDO E GESTÃO LTDA receberá R$ 12,3 milhões. 

Assim como noticiado pelo Correio do Estado anteriormente, os contratos têm duração inicialmente de 36 meses (3 anos), podendo ser estendidos por até 10 anos. 

O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

O aluno interessado em participar do itinerário contínuo, participarão de formações integradas ao Ensino Médio ao longo dos três anos dessa etapa de ensino. 

Ao final também terá a entrega de diplomas de Técnico e terá acesso gratuito ao ensino superior para cursar Formação Tecnológica correspondente ao itinerário, servindo de complemento ao que foi aprendido ao longo do ensino médio. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.

Ainda de acordo com a SED, haverá mais empresas contratadas para atender à demanda da Rede Estadual de Ensino. 
 

POLÊMICA NAS REDES

"Aqui pra você petista" diz campo-grandense ao 'beber' detergente Ypê

Gravação repercutiu em páginas nacionais após decisão da Anvisa de recolher lotes de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica

12/05/2026 09h45

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação Reprodução: Redes Sociais

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Um vídeo gravado por um morador de Campo Grande viralizou nas redes sociais nos últimos dias após mostrar o homem aparentemente ingerindo um líquido dentro de uma embalagem de detergente da marca Ypê enquanto faz provocações políticas.

Na gravação, o campo-grandense aparece dentro de um carro segurando um frasco da marca e simulando beber o conteúdo. Ao final do vídeo, ele mostra o dedo do meio para a câmera e diz: “Aqui pra você, petista”.

Ainda não há confirmação se o conteúdo ingerido era realmente detergente ou outro líquido colocado na embalagem.

O vídeo passou a circular em páginas nacionais e ganhou repercussão em meio à polêmica envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes de produtos da Ypê fabricados pela empresa Química Amparo.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na última semana, a Anvisa suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca após identificar falhas consideradas graves no processo de produção da unidade localizada em Amparo (SP).

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária identificaram irregularidades em etapas críticas da fabricação, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirmou que as falhas podem representar risco sanitário, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

A medida atingiu produtos de diferentes linhas da marca, entre eles detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. O recolhimento vale para lotes com numeração final 1.

A decisão acabou gerando forte repercussão política nas redes sociais. Isso porque integrantes da família ligada ao controle da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Com isso, apoiadores do ex-presidente passaram a alegar, sem apresentar provas, que a medida da Anvisa teria motivação política. Em resposta, vídeos de pessoas exibindo produtos da marca e até simulando o consumo dos detergentes começaram a circular nas redes sociais.

Outro caso semelhante foi registrado em Goiás. Conforme o portal Tribuna do Planalto , um suposto pré-candidato ligado ao PL em Catalão gravou um vídeo fingindo ingerir detergente Ypê enquanto minimizava os alertas sanitários envolvendo os produtos.

Segundo a CNN Brasil o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Anvisa recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da marca e que o órgão está analisando quais medidas jurídicas podem ser adotadas.

“O que aconteceu foi uma decisão técnica da Anvisa. A Anvisa não tem lado partidário”, declarou o ministro ao comentar a repercussão dos vídeos publicados por apoiadores da direita em defesa da marca.

Padilha também afirmou que a circulação dos conteúdos começou após ganhar repercussão a informação de que donos da empresa fizeram doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Apesar da repercussão nas redes sociais, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo para que consumidores evitem utilizar os produtos pertencentes aos lotes afetados até a conclusão definitiva das análises técnicas.

Veja o vídeo completo:

 

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