A Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Campo Grande atendeu, na noite desta quinta-feira (8), uma ocorrência de violência doméstica após uma mulher de 33 anos utilizar um código de emergência durante ligação para o número 153.
Ao telefone, a vítima informou que “o pedido de lanche já estava chegando”, frase usada para indicar que estava em situação de risco dentro da própria residência, localizada na região do Jardim Columbia.
Ao perceber o pedido de socorro, o atendente solicitou imediatamente o endereço e acionou uma viatura da GCM. Quando os agentes chegaram ao local inicialmente informado, moradores relataram ter ouvido gritos e discussões vindos de uma casa vizinha, auxiliando na identificação correta do imóvel.
Na residência, os guardas encontraram a mulher acompanhada dos três filhos menores de idade e em visível estado de nervosismo. Segundo relato da vítima, o ex-companheiro havia deixado o local poucos minutos antes da chegada da equipe.
A mulher informou ainda que possui Medida Protetiva de Urgência expedida recentemente e que o suspeito estaria descumprindo a determinação judicial ao se aproximar da residência.
Após colher as informações, a GCM realizou buscas em pontos indicados pela vítima, incluindo um posto de combustíveis e ruas da região, mas o suspeito não foi localizado.
Os agentes retornaram à residência para orientar a mulher sobre medidas de segurança e reforçaram que ela deve acionar imediatamente a Guarda Civil Metropolitana pelo 153 ou a Polícia Militar pelo 190 em caso de nova aproximação do autor.
A ocorrência reforça a atuação das forças de segurança no atendimento rápido a mulheres em situação de violência doméstica. Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul já contabiliza 8.448 vítimas de violência doméstica desde o início do ano.
Como pedir ajuda
- Polícia Militar (190): é o canal mais rápido para emergências e flagrantes, quando o crime está acontecendo naquele momento;
- Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo suporte, orientação e recebimento de denúncias anônimas de violência contra a mulher;
- Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos;
- Disque Denúncia (181): canal destinado a denúncias anônimas;
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs): responsáveis pelo registro de ocorrências e atendimento especializado às vítimas.
Sistema integrado de proteção
O serviço oferece:Orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, como Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), Defensorias Públicas e Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres; informações sobre a localização dos serviços especializados de atendimento; registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.
O contato pode ser feito de qualquer lugar do Brasil, tanto por ligação telefônica quanto pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180. Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.
Nos casos de denúncia de cárcere privado, tráfico de mulheres ou risco iminente de morte, as atendentes da Central de Atendimento à Mulher acionam um protocolo de emergência.
Com isso, a coordenação da Central e a Ouvidoria da Secretaria de Políticas para as Mulheres recebem automaticamente o registro da ocorrência por e-mail.
A partir desse procedimento, a Ouvidoria entra em contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou com a delegacia mais próxima para que as providências sejam tomadas de forma imediata.
A Central e a Ouvidoria foram criadas para apoiar mulheres em situação de violência, oferecendo acolhimento, orientação e encaminhamento adequado para garantir proteção e acesso aos seus direitos.

