Cidades

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Gigantes do varejo são denunciadas por poluição sonora no centro de Campo Grande

Conforme a denúncia, os estabelecimentos funcionam das 9h às 18h30 com caixas de som voltadas para a rua e locutores nos fins de semana

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As redes varejistas Magazine Luiza e Gazin estão sendo investigadas por poluição sonora na região central de Campo Grande. As duas lojas, localizadas na Rua Dom Aquino, entre as ruas 14 de Julho e Calógeras, foram denunciadas por uma moradora que relata dificuldades para manter a rotina devido ao barulho constante das lojas.

A denúncia, registrada na Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) resultou na abertura de um processo pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Segundo a denunciante, Flávia Laís, houveram diversas tentativas em conversar com o gerente do local para resolver o problema, no entanto, o responsável sempre dizia baixar o volume e no outro dia o som voltava novamente.

Conforme a mulher, os estabelecimentos funcionam das 9h às 18h30 com caixas de som voltadas para a rua e locutores nos fins de semana, emitindo som acima dos limites permitidos e causando transtornos a moradores de prédios vizinhos, especialmente pela ausência de isolamento acústico.

Para embasar a reclamação, foi encaminhado também 17 vídeos gravados de dentro de seu apartamento. Por fim, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e uma queixa formal na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

Mesmo após ações de fiscalização da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), que em 2024 vistoriou 38 estabelecimentos e distribuiu comunicados sobre a legislação de poluição sonora, os problemas persistem. A Planurb não respondeu ao último ofício do MPMS, cujo prazo venceu em 14 de julho de 2025.

Diante disso, a Promotoria evoluiu o caso para um Procedimento Administrativo, com o objetivo de acompanhar a atuação do município, responsável pela fiscalização e sanções. Até o momento, não há informações de que Magazine Luiza ou Gazin tenham adotado medidas para corrigir as irregularidades.

Vale lembrar que ambas as lojas varejistas são uma das maiores na categoria em Campo Grande, ao todo são 8 lojas do Magazine Luíza e 7 Gazin espalhadas pelo município.

O que diz a lei

A poluição sonora é considerada crime pela Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). O artigo 54 prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa para quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana. Em casos mais graves, que causem lesão ou morte, a pena pode chegar a 5 anos.

Em Campo Grande, a Lei Complementar nº 290/2020 (Código de Polícia Administrativa) estabelece limites para emissão de ruídos e prevê sanções como multas, apreensão de equipamentos e até interdição do estabelecimento em caso de descumprimento ou reincidência.

Além disso, os responsáveis podem ser obrigados judicialmente a instalar isolamento acústico, cessar atividades irregulares e indenizar vizinhos por danos morais e materiais decorrentes do excesso de barulho.

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LIGAÇÃO DIRETA

Latam amplia para 3 voos semanais de Bonito a Guarulhos

Ampliação dos voos para o Aeroporto Internacional de Guarulhos começa a partir do dia 25 de outubro

25/06/2026 12h15

Bonito conta com os serviços de três companhias aéreas: GOL, Azul e LATAM

Bonito conta com os serviços de três companhias aéreas: GOL, Azul e LATAM Divulgação: Prefeitura de Bonito

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A Prefeitura de Bonito divulgou em sua rede social que, a partir do dia 25 de outubro, a LATAM ampliará sua operação e passará a oferecer três voos semanais entre o município sul-mato-grossense e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo.

Os voos sairão na quarta-feira, sexta-feira e domingo. Do Aeroporto Regional de Bonito (BYO) para Guarulhos, o horário de saída será às 11h10, com previsão de chegada às 14h05. No sentido inverso, ou seja, de GRU para o município de MS, o voo sairá às 09h30 e chegará às 10h30.

Em 2025, o BYO registrou um crescimento de 35% na movimentação de passageiros, reforçando o papel estratégico do município no cenário turístico brasileiro.

Segundo os dados da Administração Aeroportuária, 68.539 passageiros passaram pelo terminal no ano passado, superando os 50.932 registrados em 2024. 

Bonito conta com os serviços de três companhias aéreas: GOL, Azul e LATAM. Em 2025, a Azul Linhas Aéreas apresentou aumento de 47% no número de passageiros. A companhia passou a operar exclusivamente voos diretos entre Campinas (VCP) e Bonito (BYO), saltando de 21.529 para 31.618 passageiros por ano.

A LATAM Airlines, entre setembro e dezembro de 2025, movimentou 8.234 passageiros, contribuindo de forma significativa para o desempenho positivo do aeroporto.

Em relação às demais operações, houve uma leve variação na rota entre Congonhas (CGH) e Bonito (BYO), operada pela Gol Linhas Aéreas. O número de passageiros saiu de 29.403 em 2024 para 28.687 em 2025.

FRAUDE

TJMS mantém condenação de ex-vereador do interior do Estado por fraude em diárias

Ex-parlamentar de Naviraí mantinha esquema de fraude em diárias e foi condenado a pagar multa de R$ 30 mil

25/06/2026 12h00

Divulgação

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Durante a última semana ocorreu o julgamento de um ex-vereador de Naviraí, cidade a 358 quilômetros de Campo Grande, por improbidade administrativas durante seu mandato com fraudes no pagamento de diárias na Câmara Municipal.

Por unanimidade, a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a condenação da primeira estância. Conforme os autos, o político mantinha um esquema para receber as diárias de forma irregular, com informações falsas de viagens.

A investigação apontou 24 episódios de irregularidades dentro de um ano, de outubro de 2023 a outubro de 2024, em que o ex-vereador apresentava relatórios de viagens com informações falsas, solicitando o pagamento de diárias referentes a deslocamentos que não ocorreram.

O caso foi descoberto na "Operação Atenas", em que investigava um esquema de concessão irregular de diárias a vereadores e servidores do Legislativo municipal de Naviraí.

Durante o julgamento, a defesa do ex-vereador questionou a validad das provas produzidas, em especial, os dados obtidos por meio de Estações Rádio Base (ERBs), utilizadas para localizar o aparelho celular vinculado na operação como do investigado.

Porém a tese não foi aceita, uma vez que os relatórios da investigação da Polícia Federal (PF) indicavam que os dados de telefonia do ex-parlamentar nas datas das supostas viagens não condiziam com a localização de onde ele informou que esteve.

O júri então acolheu as provas como evidência da inserção das informações falsas pensada e planejada pelo político com a intenção de ter vantagem sobre o sistema de pagamento de diárias, caracterizando enriquecimento ilícito e dolo específico.

A condenação por improbidade administrativa foi mantida, e adicionou a indenização no valor fixo de R$ 30 mil por danos morais coletivos. Conforme o acórdão, a repercurssão da Operação Atenas extrapolou os prejuízos financeiros e ainda afetou a confiança da população nas instituições públicas e na moralidade administrativa.

Além disso, foi mantida a multa civil que equivale ao acréscimo patrimonial obtido de forma indevida.

A decisão então permanece válida com as sanções impostas na sentença de primeiro grau, incluindo então ressarcimento ao erário, perda dos valores recebidos ilicitamente, suspensão dos direitos políticos, multa civil, proibição de contratar com o poder público e pagamento da indenização por danos morais coletivos.

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