Cidades

RODOVIA

Governo federal abre licitação de R$ 77,5 milhões para obras na BR-262

Entre os serviços previstos está a instalação de cerca para passagem de animais

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu licitação para obras de manutenção na BR-262, em Mato Grosso do Sul.

O valor orçado da despesa está estimado em R$ 77.511.138,50. A concorrência será na modalidade menor preço.

O aviso de licitação foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (28).

Conforme o edital, a empresa contratada será responsável por serviços de manutenção, conservação e recuperação de um trecho de 113,90 km da rodovia, sendo entre os entroncamentos da BR-419 em Aquidauana e a MS-185/243 no Posto Guaicurus.

Tal contratação visa manter o trecho em questão em condições seguras de trafegabilidade, bem como manter em boas condições os acostamentos e a faixa de domínio.

Conforme anexo do edital, as obras previstas são manutenção do Pavimento de Pistas e Acostamentos e conservação da faixa de domínio.

Os serviços relativos à conservação da faixa de domínio e limpeza de dispositivos de drenagem englobam as seguintes atividades:

  • Execução de roçada ao longo da rodovia em segmentos urbanos e rurais;
  • Execução de caiação nos dispositivos de drenagem (sarjetas, meios-fios e guarda corpo e barreiras em OAE);
  • Execução de capina manual ao longo dos dispositivos de drenagem (sarjetas e meios-fios);
  • Execução de limpeza e desobstrução de bueiros e dispositivos de drenagem;
  • Remoção de lixo/entulho/emborrachados da faixa de domínio; 
  • Remoção de animais, árvores, vestígios de óleo ou graxa, grãos, agregados, solos, vidros, etc, derramados na rodovia.

Já os serviços relativos à conservação e manutenção da pista de rolamento e acostamento em rodovias pavimentadas englobam as seguintes atividades:

  • Execução de selagem de trincas em pavimento flexível;
  • Execução de reparos localizados, tapa buraco e remendo profundo;
  • Execução de correção de defeitos por fresagem ou com mistura betuminosa;
  • Tratamento e limpeza de fissuras em pavimentos de concreto; 
  • Execução de reparos no interior da placa de pavimento de concreto.

Os serviços relativos à conservação e manutenção da pista de rolamento, dispositivos de drenagem, OAC e obras de arte especiais - OAE de rodovias não pavimentadas incluem:

  • Execução de roçada ao longo da rodovia em segmentos urbanos e rurais;
  • Reconformação da plataforma;
  • Execução e recomposição do revestimento primário;
  • Execução de limpeza e desobstrução de bueiros e dispositivos de drenagem;
  • Execução de manutenção e recuperação das pontes de madeira.

Também está prevista a instalação de cerca para passagem da fauna com tela de alambrado sobre muretas de concreto.

Os serviços previstos deverão ser executados no prazo de 24 meses, a contar da ordem de serviço, com objetivo de evitar a permanência de buracos em pista de rolamento, preservação dos acostamentos, manutenção da faixa de domínio e dispositivos de drenagem.

"Os serviços de engenharia a serem executados na rodovia serão de grande relevância para os usuários, pois irão proporcionar a manutenção das condições de trafegabilidade e segurança dos usuários desta região, promovendo maior mobilidade ao fluxo de veículos no referido segmento rodoviário", diz o projeto.

Concessão

Trecho da BR-262, de Campo Grande a Três Lagoas, faz parte de pacote com cinco rodovias em Mato Grosso do Sul que podem ser destinadas à iniciativa privada pelo governo do Estado.

Conforme reportagem do Correio do Estado, dois consórcios de empresas apresentaram pedido de autorização para elaboração dos estudos técnicos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395 e de trechos das rodovias federais BR-262 e BR-267.

A empresa que vencer o edital para estudo de viabilidade técnica das estradas terá 180 dias para entregar o documento. Desta forma, a concessão deve ficar para 2024.

As rodovias incluídas no pacote ligam Mato Grosso do Sul e São Paulo e estão na região onde serão implantadas as maiores fábricas de celulose do Estado, criando assim uma espécie de "rota da celulose", uma vez que passam por Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.

Apesar das BRs 262 e 267 serem de responsabilidade do governo federal, o Executivo estadual solicitou que esses trechos possam ficar sob a responsabilidade do governo de MS para que possam integrar esse pacote de concessão.

Condenado

Homem é condenado a 67 anos por matar três pessoas na Capital

Crime ocorreu em 2014. Após ficar dez anos foragido, homem foi condenado por matar três pessoas queimadas vivas e tentar assassinar a ex-companheira em incêndio criminoso no Jardim Colúmbia.

21/05/2026 19h29

Foto: Divulgação

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Após permanecer foragido por uma década, Adriano Ribeiro Espinosa, de 38 anos, foi condenado a 67 anos de prisão em regime fechado pela chacina provocada por um incêndio criminoso que matou três pessoas e deixou uma mulher gravemente ferida, em Campo Grande.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (20), na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

O crime aconteceu em 13 de outubro de 2014, no bairro Jardim Colúmbia, e chocou a população pela brutalidade. Segundo a denúncia, Adriano agiu motivado por ciúmes da então companheira, Edna Rodrigues de Souza, ao encontrá-la ingerindo bebidas alcoólicas com amigos na residência onde ocorreu o ataque.

Conforme os autos, o acusado arquitetou o crime com a ajuda de um adolescente de 16 anos, identificado como Sérgio Torres de Oliveira. Os dois compraram combustível e atearam fogo na casa localizada na Rua Uruanã, enquanto quatro pessoas estavam no interior do imóvel.

Morreram no incêndio Lucinda Ferreira Torres, de 41 anos, Daniel Candia, de 38, e Hélio Queiroz Neres, de 37 anos. Edna Rodrigues de Souza sobreviveu após passar mais de 40 dias internada em estado grave.

Durante o julgamento, o Promotor de Justiça Substituto Leonardo da Silva Oba sustentou que o incêndio foi praticado de forma premeditada e com extrema crueldade. O MPMS apresentou três qualificadoras para os homicídios consumados e tentado: motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Segundo o Ministério Público, Adriano agiu por ciúmes, utilizando o fogo como instrumento para causar sofrimento intenso às vítimas. Além disso, a Promotoria destacou que o imóvel possuía grades nas janelas e estava com as portas trancadas, impedindo qualquer possibilidade de fuga.

O MPMS também argumentou que o incêndio foi utilizado como crime-meio para alcançar o crime-fim, que eram os homicídios.

A acusação conseguiu ainda aumentar a pena-base ao sustentar o contexto de violência doméstica contra a sobrevivente e a participação do adolescente no crime.

Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, destacou a elevada culpabilidade do réu e a premeditação da ação criminosa. Conforme a decisão, Adriano pediu para o adolescente comprar o combustível e escolheu um horário de vulnerabilidade das vítimas para executar o ataque.

O condenado permaneceu foragido por aproximadamente dez anos e foi capturado apenas em março de 2025, no município de Maracaju.

Relembre o crime

O caso teve grande repercussão em Campo Grande em 2014. Conforme as investigações, horas antes do incêndio, Lucinda Ferreira Torres havia expulsado o filho adolescente de casa após desentendimentos familiares.

Pouco depois, o jovem encontrou Adriano em um bar da região e os dois passaram a discutir a ideia de incendiar a residência. Uma testemunha ouviu a conversa e posteriormente ajudou a polícia durante as investigações.

Imagens de câmeras de segurança mostraram o adolescente chegando de bicicleta a um posto de combustíveis para comprar gasolina em um galão. Em seguida, ele seguiu até a casa acompanhado de Adriano.

De acordo com a investigação, o adolescente espalhou o combustível pelo imóvel enquanto Adriano riscou o fósforo e iniciou o incêndio.

Desesperadas, as vítimas tentaram fugir das chamas, mas encontraram dificuldades porque a casa possuía grades nas janelas e a porta estava trancada. Uma testemunha chegou a arrombar a entrada com um machado para tentar salvar os moradores.

Lucinda morreu ainda no local. Hélio e Daniel chegaram a ser socorridos e encaminhados para a Santa Casa, mas não resistiram aos ferimentos. Edna Rodrigues de Souza foi a única sobrevivente da chacina.

Falsos Policiais

Quadrilha que fingia ser polícia para roubar é alvo em MS

Operação em Dourados cumpre cinco mandados e apreende arma, munições e centenas de produtos eletrônicos

21/05/2026 18h28

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou, nesta quinta-feira (21), uma operação contra uma associação criminosa investigada por praticar roubos contra contrabandistas na região de Dourados.

Segundo as investigações, os integrantes do grupo se passavam por policiais para abordar motoristas que transportavam mercadorias contrabandeadas e descaminhadas.

A ação foi realizada por equipes do Setor de Investigações Gerais e Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI) de Dourados, em conjunto com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou ainda no ano passado, após o surgimento de informações sobre um grupo criminoso que atuava na região utilizando falsos procedimentos policiais para interceptar veículos carregados com produtos ilegais.

Durante as abordagens, os suspeitos anunciavam o assalto, roubavam veículos e cargas e utilizavam armas de fogo, além de violência contra as vítimas.

As investigações apontaram que o líder da quadrilha foi preso em flagrante no mês de janeiro, logo após um roubo ocorrido em Dourados. Na ocasião, os criminosos teriam roubado uma carga de perfumes e efetuado disparos contra as vítimas durante a fuga.

Já no início de março, outros três integrantes do grupo foram presos preventivamente após avanço das apurações conduzidas pelas equipes policiais.

No decorrer da investigação, os agentes identificaram ainda uma mulher suspeita de participação na associação criminosa e dois receptadores dos produtos roubados. Os três foram alvos dos mandados cumpridos nesta quinta-feira em cinco endereços ligados aos investigados.

Durante as buscas em uma loja pertencente a um dos alvos, identificado pelas iniciais F.F.L., de 40 anos, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 com quatro munições intactas, além de 396 fontes de carregadores de celular e 335 fones de ouvido.

O suspeito foi encaminhado para a sede do SIG de Dourados, onde acabou autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Os demais investigados também foram levados para interrogatório e seguem sendo investigados por possível participação no esquema criminoso que atuava na fronteira sul do Estado.

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