Cidades

CONTENÇÃO

Governo não dará aumento
e só abono será negociado

Em julho abono chega ao fim e servidores voltam a ter carga horária de 8h

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Os servidores de Mato Grosso do Sul não terão reajuste salarial em 2019. O Correio do Estado apurou junto ao Governo que um possível aumento foi descartado, pois caso ocorra poderá provocar inclusive atraso no pagamento dos 75 mil servidores ativos e inativos do funcionalismo público estadual, sendo 50 mil efetivos, que geram uma folha de R$ 452,8 milhões. Atualmente a concessão do abono - de R$ 200 que foi prorrogado por 60 dias - representa impacto de aproximadamente R$ 8 milhões mensais.

O Estado é o terceiro do País - fica atrás somente do Rio Janeiro e de Minas Gerais - considerado sem capacidade de pagamento, e tem relação entre receita e despesa elevada chegando a 103,66%, de acordo com dados do Boletim das Finanças dos Entes Subnacionais, apresentado na edição de ontem do jornal O Globo.

Sem reajuste, os servidores também terão outras medidas impostas, na tentativa do Governo de manter a folha em dia. Caso contrário a administração estadual poderá ultrapassar o limite prudencial por conta do custo mensal do funcionalismo. 

Algumas ações já teriam ajudado o governo a economizar. Entre elas, mais de 500 funcionários terceirizados foram demitidos. Os trabalhadores exerciam funções diversas nas secretarias desde limpeza, segurança, atendimento e administração. Outro grupo de aproximadamente 450 servidores que são concursados e também exercem função comissionada, podem perder o acréscimo. O plano é reduzir a quantidade de pessoas que trabalham desta forma, mesmo que a economia gerada seja mínima.

Entre as outras mudanças que começam a valer nos próximos meses está o que os servidores chamam de “jornada estendida” a partir de 1° de julho, com 8h de trabalho ao invés de 6h. O início da jornada, a qual o governo considera justa por obedecer ao que estipula o concurso público, inicialmente estava prevista para começar em 15 de abril, mas foi adiada. 

A volta da jornada normal de trabalho foi estendida para o 2° semestre para garantir maior prazo de transição de cerca de 16 mil funcionários públicos ativos. Os demais 34 mil já trabalham as 40 horas semanais determinada por lei. “O retorno da jornada legal de trabalho visa a melhoria permanente dos serviços públicos prestados à população, a redução de custos e a otimização do trabalho dos servidores”, explicou o secretário de Estado de Administração e Desburocratização (SAD), Roberto Hashioka.

Segundo a SAD, o acréscimo de horas trabalhadas é equivalente à contratação de quatro mil novos servidores, sem aumento de despesas. A medida vai reduzir gastos com plantões e horas extras, que somam R$ 20 milhões/ano, e eliminar a necessidade de novas contratações, gerando economia de R$ 130 bilhões/ano.

Após análise das sugestões apresentadas pelos sindicatos, o Governo decidiu aperfeiçoar refeitórios, orientar para que sejam respeitadas peculiaridades de cada serviço e carreira profissional no novo expediente e adequar o sistema de transporte coletivo à demanda.

A falta de “condições” em manter a folha em dia já é ventilada entre os secretários de Estado e por isso está fora de cogitação um possível aumento. “Temos que enfrentar os problemas, não tem condições de dar aumento. O reajuste é zero”, disse um membro do alto escalão do Estado.

ABONO

O governo também alega que a prorrogação do abono do servidores, por mais 60 dias, é o máximo que poderá aguentar. O benefício foi mantido por dois meses após reunião realizada no dia 29 de abril com secretários e deputados estaduais, e foi oficializado em publicação no Diário Oficial (DOE) do dia 2 de maio.

Mas a prorrogação só aconteceu após protestos dos servidores nos dias 24 e 25 de abril, quando um grupo de representantes se retirou da mesa de negociação salarial além de uma manifestação na Assembleia Legislativa.  
No ano passado, o abono, pago desde 2016, foi firmado em lei estadual 5.173 e tinha validade até 31 de março deste ano. O acordo feito era de incorporar esse valor no salário dos servidores a partir de abril deste ano, caso o governo saísse do limite prudencial, o que não vai acontecer. 

Os servidores não tiveram reajuste em 2015. Em 2016, o governo apresentou abono salarial de R$ 200, e em 2017, índice de 2,94%. No ano passado, devido ao menor tempo para as negociações por ser ano eleitoral, os servidores  aceitaram reajuste de 3,05% e manutenção do abono. Até o final do ano passado, o gasto com pessoal correspondia a 47,79% da receita corrente líquida que foi de R$ 10.737.852.124,85. Portanto, 1,21% do limite de 49% considerado máximo pela LRF.

PDV

O Plano de Desligamento Voluntário (PDV) foi sancionado no dia 16 de abril pelo Governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), mas ainda falta regulamentação. O programa é uma opção ao servidores que não se adaptarem à nova jornada de 8h. Mas o objetivo principal da gestão Azambuja é reduzir os gastos com funcionalismo nas contas do Executivo estadual. 

SEGURANÇA

Do presídio federal, Marcinho VP comanda tráfico de drogas, armas e facção, diz polícia

Preso em Campo Grande, chefe do Comando Vermelho e sua família já foram alvo de, pelo menos, 4 operações neste ano

30/10/2026 08h00

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302 1026 0345 Presidio Federal GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos chefões da facção criminosa Comando Vermelho (CV), está preso há 30 anos e, desde janeiro de 2024, é interno na Penitenciária Federal em Campo Grande.

Mesmo com todo esse tempo longe da sociedade, a Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil já fizeram quatro operações com mandados de prisão contra ele e seus familiares porque, apesar da detenção, investigações indicam que ele segue no comando de ações de tráfico de drogas e de armas e como chefe da facção criminosa.

Ontem, Marcinho VP foi alvo de um novo mandado de prisão, desta vez porque a PF afirma que ele utilizava um canal de comunicação, por meio de dois sobrinhos, para manter contato com integrantes da alta cúpula da organização, que estão em liberdade.

A análise de dados de um dos principais líderes da facção, foragido da Justiça, revelou que os dois sobrinhos do preso atuariam como mensageiros entre ele e o CV.

Segundo as investigações, um dos alvos visitava frequentemente o chefão em Campo Grande, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro. Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem o custodiado como líder do CV.

Um dos familiares de Marcinho VP ocupa cargo comissionado em câmara municipal da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.

Por causa dessas informações a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Ficco-MS) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal (Gaeco Nacional/MPF) deflagraram ontem a Operação Cesura, para desarticular o canal.

As equipes policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro (RJ) e de Belford Roxo (RJ).

A prisão preventiva é cumprida na Penitenciária Federal na Capital, onde o investigado permanecerá custodiado. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo Gaeco/MPF no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pelo Suriname, fronteira norte do País.

Arnaldo Ribeiro, fornecedor de armas do CV, foi preso nesta fase, no dia 22 de junho deste ano. De acordo com a PF, ele movimentou R$ 150 milhões.

De acordo com as investigações da Superintendência da PF no Rio de Janeiro e do Gaeco/MPF, Arnaldo Ribeiro negociou a compra de 10 fuzis AK-47 para a facção.

Além do fornecedor de armas do CV, a mulher dele, Denise Mendonça, também foi detida pela polícia surinamesa em uma mansão em Paramaribo. O casal foi extraditado e recebeu voz de prisão pela PF ao desembarcar em Belém (PA).

Arnaldo negociava diretamente com Edgard Alves Andrade, o Doca, um dos chefões do CV e que está foragido. Doca foi alvo de prisão da Operação Red Fox, mas não foi encontrado.

Já Denise, de acordo com a PF, era uma operadora logística e financeira do esquema. Além do casal, outros dois investigados foram presos na Red Fox.

BLACKBONE

Na semana passada Marcinho VP já havia sido alvo de outra operação da Polícia Federal dentro da Penitenciária Federal.

A Operação Blackbone investiga o fato de que, de dentro do presídio, ele comandava o monopólio do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro,  por meio do uso de armas e ameaças.

O esquema utilizava empresas provedoras para lavar os recursos obtidos com a atividade criminosa, em conjunto com familiares e outras lideranças. O monopólio era nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.

Na operação, foram cumpridos 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos municípios do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé, todos no Rio.

A sua esposa, Márcia Gama Nepomuceno, e seu filho Lucas Santos Nepomuceno, também foram presos na operação. 

Além disso, Márcia é apontada em investigações anteriores como um dos elos de comunicação da facção entre o sistema prisional e integrantes fora dos presídios. Lucas teve sua prisão revogada na segunda-feira.

302 1026 0345 Presidio Federal GODesde janeiro de 2024, Marcinho VP está custodiado na Penitenciária Federal em Campo Grande - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

CHEFE DO CV

Em abril o traficante foi alvo de um mandado de prisão porque, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Marcinho VP continua como um dos principais cabeças da facção criminosa.

Marcinho VP está preso desde o fim de agosto de 1996 e, em 2010, foi transferido para o sistema penal federal. Nesses quase 30 anos já passou por vários presídios, até chegar ao de Campo Grande, em janeiro de 2024.

Mesmo estando em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em que o detento permanece em cela isolada, sem contato com outros presos e tem todas as conversas com advogados e familiares gravadas, a polícia afirma que Marcinho VP ainda comanda ações da organização criminosa, como a lavagem de dinheiro.

Segundo a reportagem, a operação foi resultado de 1 ano de investigações baseadas em dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos e no cruzamento de informações financeiras. Durante a investigação eles miraram em suspeitos de atuar na movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

FAMILIARES

Em março uma megaoperação da Polícia Civil do Rio de Janeiro mirou integrantes e aliados do Comando Vermelho, incluindo familiares do traficante.

Segundo as autoridades, mesmo preso há três décadas, ele continua exercendo influência dentro da estrutura da facção e é apontado como integrante do chamado “conselho federal permanente” do grupo, responsável por decisões estratégicas.

Entre os presos na operação estava o vereador carioca Salvino Oliveira (PSD), investigado por suposta ligação com integrantes da organização criminosa.

Segundo a investigação, ajudariam a manter a articulação do grupo fora do sistema prisional.

Um dos procurados foi Landerson, sobrinho de Marcinho VP e apontado pela polícia como responsável por intermediar contatos entre lideranças da facção, integrantes que atuam em comunidades dominadas pelo CV e pessoas ligadas às atividades financeiras do grupo. Ele ainda não foi localizado.

As investigações indicaram que o Comando Vermelho mantém uma estrutura organizada com conselhos nacionais e regionais responsáveis por decisões estratégicas e articulação entre integrantes em diferentes estados.

*SAIBA

Denúncia do MPRJ

Em maio deste ano, após operação realizada em abril que indicava Marcinho VP como chefe do Comando Vermelho e sua atuação, por meio de sua família, na lavagem de dinheiro da facção, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante, sua mulher, Marcia Gama Nepomuceno, seu filho Mauro Nepomuceno, o rapper Oruam, e outras nove pessoas por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. 

(Colaborou Neri Kaspary)

combate ao fogo

Apesar do super-El Niño, Pantanal vive ano com menos incêndios

Segundo dados do Inpe, de janeiro a outubro foram 506 focos ativos, número abaixo do registrado no ano passado, quando ocorreram 603 no mesmo período

30/10/2026 07h50

Apesar da redução, ainda ocorreram focos de incêndios no Pantanal

Apesar da redução, ainda ocorreram focos de incêndios no Pantanal Divulgação

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Mesmo com atenção redobrada às consequências do forte El Niño, que deve atingir o Estado com mais intensidade neste trimestre, o Pantanal vem registrando os menores índices de incêndios florestais, com pouco mais de 500 focos ativos desde janeiro.

A tendência é de que termine este ano com o recorde positivo, que pertence a 2025.

Desde o primeiro semestre deste ano, instituições meteorológicas têm avisado os governos estaduais e municipais quanto aos riscos da atuação do El Niño em todo o País.

Em Mato Grosso do Sul, as previsões apontavam um cenário de possível escassez hídrica, elevação da demanda por irrigação, comprometimento de pastagem e propagação de incêndios florestais.

Os incêndios, como reportado pelo Correio do Estado no mês passado, ainda preocupam os especialistas, principalmente os governos federal e estadual.

Tanto que, em coletiva de imprensa em setembro, João Paulo Capobianco, titular do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), havia reforçado que a União estava preparada caso algo saísse do normal.

Até o momento, o fenômeno realmente não atingiu o trecho do bioma como o esperado. Segundo dados do programa Queimadas, elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), este mês foram registrados apenas 20 focos ativos de incêndio no Pantanal.

Somados aos focos que ocorreram nos nove meses anteriores, este é o ano com menos incêndios florestais no bioma desde 1999 – a compilação dos dados começou em 1998, mas apenas no ano seguinte registrou todos dados de todo os meses.

Até agora, 2025 detinha o posto de ano com menor número de incêndios florestais no bioma, com 603 de janeiro a outubro e 724 no ano inteiro. Caso mantenha a média mensal, os números de novembro e dezembro devem contribuir para que este ano termine com menos de 610 focos, um novo recorde.

Na quarta-feira, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, Capobianco voltou a falar sobre a situação atual do bioma e os planos para os próximos meses, caso os incêndios voltem a aumentar. A fala do ministro foi em resposta a uma pergunta feita pela reportagem do Correio do Estado, que enviou o questionamento por vídeo.

“O Prevfogo, órgão do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] que opera e monitora de forma permanente a questão dos incêndios, está atento, tanto que temos base no Pantanal, temos base em Corumbá, onde ficamos de forma permanente acompanhando, temos todo o nosso conjunto de medidas pronto e, de fato, a condição climática deste ano está mais favorável, apesar do El Niño”, disse.

“Portanto, repito, estamos atentos e monitorando, atuando nas frentes em que ainda há incêndios em alguns pontos e, evidentemente, em caso de piora do quadro, vamos reforçar as ações com base nas operações que já existem e toda a parte de monitoramento que está instalada no Pantanal”, complementou.

Capobianco também aproveitou o tema para relembrar o combate aos incêndios florestais do Pantanal em 2024, quando 14,5 mil focos – sendo 13,3 mil somente entre junho e outubro – foram registrados no decorrer do ano e foi preciso unir esforços federais e estaduais para conter o fogo.

“O Pantanal e o governo de Mato Grosso do Sul, particularmente, nós podemos citar como exemplo de perfeita integração de esforços, de ação e de corresponsabilidade que implementamos no enfrentamento de incêndios florestais em 2024, quando tivemos uma situação muito adversa no Pantanal e conseguimos reverter a situação com a integração de esforços. E seguimos absolutamente unidos”, afirmou.

Vale destacar que os incêndios florestais em todo o Estado também estão abaixo do normal. Conforme o Inpe, até o fechamento desta edição, apenas 948 focos haviam sido registrados em Mato Grosso do Sul neste ano, quase 750 a menos do que o observado no mesmo período do ano passado, quando foram 1.677 focos de janeiro a outubro.

Apesar da redução, ainda ocorreram focos de incêndios no Pantanal

AÇÕES NO EL NIÑO

Em junho, o governo de MS decretou estado de emergência ambiental diante da previsão de o super-El Niño atingir Mato Grosso do Sul, favorecendo a ocorrência de focos de incêndio. A previsão de duração do decreto é de 180 dias, valendo para os 79 municípios sul-mato-grossenses.

Na própria publicação que garante o decreto, o governo estadual disse que a intensificação do El Niño “favorece a formação de material combustível altamente suscetível à ignição e à rápida propagação do fogo, ampliando o risco de incêndios florestais em diversas áreas do Estado, especialmente no bioma Pantanal”.

Também em razão do El Niño de alta intensidade, o governo federal anunciou que Campo Grande vai receber a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) a partir de novembro, programa que atua em eventos que demandam apoio especializado para responder a situações emergenciais que afetam a saúde da população.

O anúncio foi feito pela ministra Miriam Belchior, da Casa Civil, no fim de agosto. A Capital foi uma das cidades selecionadas para receber a FN-SUS, que é acionada pelos governos estaduais ou municipais em casos de desastres naturais e necessidade de maior assistência à população.

Neste caso, partiu do próprio Ministério da Saúde colocar um posto em Campo Grande antes mesmo dos efeitos do El Niño. Além de Campo Grande, apenas Brasília vai contar com o programa na Região Centro-Oeste.

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