Cidades

conflito indígena

Governo receberá contra-proposta sobre compra da Buriti até abril

Governo receberá contra-proposta sobre compra da Buriti até abril

da redação

27/02/2014 - 16h30
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Uma reunião realizada na Capital entre representantes do Ministério da Justiça e produtores rurais, com a participação do governador André Puccinelli, no fim da manhã de hoje (27), na Governadoria, indicou um cronograma para o processo de aquisição de terras para a demarcação de território indígena na área Buriti, no município de Sidrolândia. O Ministério enviou para coordenar a reunião o assessor especial Marcelo Veiga, representantes da Auditoria-Geral da União (AGU) e da Fundação Nacional do Índio (Funai). Também participaram representantes do Incra.

De acordo com Marcelo Veiga, na reunião foram acordados prazos para o encaminhamento dos chamados contra-laudos. “Os produtores que estão na área precisam de um pouco mais de tempo para emitir esses contra-laudos, pois como fizemos uma análise técnica das benfeitorias e da terra nua eles agora precisam apresentar um laudo também extremamente técnico para que esses pontos sejam contraditados. Esses laudos vão servir no futuro para a definição da indenização dos produtores”, explicou.

No período de 6 de março a 6 de abril, os produtores entregarão os contra-laudos sobre os valores propostos pela União. A Funai e o Incra terão, então, prazo de 6 de abril a 6 de maio para devolver a resposta dos questionamentos. A intenção é que até 6 de junho o acordo sobre a compra e pagamento possa ser assinado na justiça. “Se Deus quiser - e vai querer, pois se vir um resultado de boa vontade de todas as partes, do Governo Federal, do Governo Estadual, dos produtores rurais e dos representantes indígenas -, em junho será homologado em juízo definitivamente a questão das terras”, afirmou o governador André Puccinelli.

Atualmente na área de conflito existe uma aldeia com 2.060 hectares e com a compra das propriedades a área indígena deverá ser expandida para aproximadamente mais 15 mil hectares.       

Meio Ambiente

COP15 serviu para ampliar proteção a espécies do Pantanal

Conferência em Campo Grande debateu conservação de onças-pintadas, ariranha, pintado e a ave maçarico, todas encontradas no bioma sul-mato-grossense

31/03/2026 08h05

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado Felipe Machado/Correio do Estado

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Encerrada no domingo em Campo Grande, a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS, na sigla em inglês) serviu para colocar espécies presentes no Pantanal como centro de debates na ampliação da proteção e da conservação.

Ao final da conferência, as negociações, decisões adotadas e resultados são divulgados publicamente para que se tenha conhecimento do que foi discutido durante os seis dias de evento. No dia 29, foi anunciado que 40 espécies, subespécies e populações foram incluídas ou reclassificadas nos anexos 1 e 2 da convenção como resultados dos debates realizados na Capital sul-mato-grossense.

Em conversa com o Correio do Estado, o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e presidente da COP15, João Paulo Capobianco, citou como exemplo a ariranha (de nome científico Pteronura brasiliensis), a maior espécie de lontra do mundo e um predador de topo no Pantanal, que passou por sérios riscos de extinção nos últimos anos e que ainda enfrenta ameaça.

“Quando essa espécie entra no anexo 1, todos os países onde essa espécie ocorre, obrigatoriamente, têm que adotar medidas de proteção muito restritas. O Brasil já tem lista de espécies ameaçadas, mas tem outros países que não têm. Então, obrigatoriamente, a ariranha ganha proteção em todos os países onde ela ocorre”, explica.

“No anexo 2, que a ariranha também entrou, visa a cooperação entre países. Os países têm que cooperar. Então, são assinados os acordos de ação concertada onde cada país deve cuidar das ações no seu território necessárias a garantir a proteção daquela espécie no momento em que ela passa por seu território”, completa Capobianco.

Presidente da COP15, João Capobianco, esteve no Correio do Estado

Em nota divulgada ontem citando os resultados principais da conferência, o ministério detalha que a proposta de incluir a ariranha nos dois anexos foi realizada pela França, com Peru, Bolívia, Panamá, Equador, Paraguai, União Europeia, Senegal e Venezuela. De forma óbvia, o Brasil apoiou a proposição francesa.

Ademais, o peixe surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans), conhecido apenas como pintado, também participou dos debates. No final, ele foi incluído no anexo 2, depois de uma proposta que partiu do Brasil e que deve contribuir com a conservação nos outros países onde a espécie é encontrada, como na Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Uruguai.

“O pintado é um peixe de muito interesse para a segurança alimentar, turismo e alimentação. É uma espécie que fomenta uma atividade econômica muito importante. O Brasil faz toda a lição de casa para proteger essa espécie. Só que a Argentina, o Uruguai e o Paraguai não fazem essa lição de casa. A gente pode perder essa espécie mesmo com o Brasil fazendo tudo possível para proteger essa espécie. Esse é o sentido da convenção”, afirma o presidente da COP15.

O pintado está, assim como a ariranha, presente no Pantanal sul-mato-grossense, principalmente na Bacia do Alto Paraguai, principal bacia que banha o bioma.

As aves maçarico-de-bico-torto (Numenius phaeopus hudsonicus) e maçarico-de-bico-virado (Limosa haemastica) foram incluídos no anexo 1, enquanto o caboclinho-do-pantanal (Sporophila iberaensis) foi adicionado no anexo 2. Todas essas espécies também são vistas no Pantanal de Mato Grosso do Sul, com alta capacidade de migrar para outros países.

ONÇA-PINTADA

Uma das marcas registradas do Pantanal não poderia ficar de fora das discussões durante a COP15. Mesmo que não inclusa ou reclassificada em um dos anexos finais da conferência, Capobianco destacou os debates sobre o maior felino das américas.
“Aconteceram várias reuniões para tratar sobre onças. E nessas reuniões, se discutiu quais são as melhores práticas”, afirma.

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Cidades

Fiquei feliz com vinda de Simone Tebet a SP, ela tem vínculo com o Estado, diz Haddad

Pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, elogiou nesta segunda-feira, 30, sua ex-colega de Esplanada

30/03/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, elogiou nesta segunda-feira, 30, sua ex-colega de Esplanada, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). Ele foi questionado sobre os candidatos ao Senado Federal pelo Estado.

"Eu fui muito feliz de trabalhar com a Simone lá na área econômica do governo federal. É uma pessoa que combinou muito ideias comigo, uma pessoa muito responsável, muito séria. Fiquei muito feliz com a vinda dela para São Paulo", disse, ao participar de um painel no J. Safra Macro Day, evento realizado pelo Banco Safra, em São Paulo, nesta segunda-feira, 30.

"É uma pessoa que vai fazer muito bem para o debate em São Paulo Uma mulher competente, comprometida, transparente, leal. Ela tem todas as qualidades de uma grande política, de uma grande liderança", completou.

Haddad ainda defendeu que a ministra "tem raízes" em São Paulo. Tebet se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) na última sexta-feira, 27, para ser candidata ao Senado Federal por São Paulo. Tebet já havia anunciado a saída do MDB, partido que ficou por quase 30 anos e onde construiu sua carreira política. A mudança partidária foi necessária para viabilizar a candidatura ao Senado, já que, no Estado, o MDB é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Sobre o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Haddad afirmou que ele é "um belíssimo vice-presidente" e "fez um par bacana com o presidente Lula". "Nós construímos essa parceria que, na minha opinião, deu muito certo do ponto de vista simbólico, do ponto de vista de mostrar um caminho de agregar e não desagregar, de unir e não desunir no plano federal".

Ele disse que gostaria que isso se reproduzisse em São Paulo. "Se depender de mim, eu quero ampliar a aliança de 2022. Porque eu acho que, até para que esse espaço de novas caras na política surja, a gente precisa quebrar um pouquinho esses muros que foram artificialmente construídos, que estão separando os brasileiros. Então, eu estou fazendo gestão no sentido de ampliar o diálogo aqui em São Paulo, porque eu acredito que isso vai permitir que, do ponto de vista programático, a gente possa avançar mais".

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