Cidades

Protesto

Grupo realiza manifestação contra resolução que restringe o uso medicinal da cannabis

Com o apoio da Associação Divina Flor, pacientes e colaboradores se reuniram em frente ao Conselho Regional de Medicina

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Na manhã desta segunda-feira (24), houve uma manifestação em frente ao Conselho Regional de Medicina (CRM) contra a determinação que limita o uso de cannabis para fins medicinais. 

O movimento é liderado pela Associação Sul Mato Grossense de Pesquisa e Apoio à Cannabis Medicinal Divina Flor que reuniu um grupo de colaboradores e pacientes que fazem o uso medicinal da cannabis. Foram elaboradas três cartas para serem entregues ao Conselho. 

Segundo a diretora executiva da Divina Flor, Jéssica Camargo, a primeira carta foi realizada com a Federação das Associações de Cannabis Terapêutica de todo o Brasil. 

A segunda carta é de um grupo de mais de cem advogados de todo o país, dentro de associações e advogados de pacientes que não são associados. 

E a terceira foi realizada com o setor jurídico da Associação. “Nós preparamos uma carta junto com o nosso jurídico, que colocou nessa carta tudo que a resolução vai contra. Ela vai contra o Código de Ética, ela vai contra os pacientes, ela vai contra a lei. Também foi colocado tudo o que os médicos perdem, tudo que o Conselho Federal perde e principalmente o que os pacientes perdem”, enfatiza Jéssica.

A restrição do uso medicinal da cannabis pode afetar pacientes que não estão inclusos na seleta lista que o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou.

“Isso é desumano, é desrespeitoso com as pessoas que estão já há algum tempo fazendo tratamento e tendo resultados positivos. São pessoas que tratam, que estão ficando bem, que estão  deixando de frequentar o posto de saúde e deixando de fazer com que o estado gaste ainda mais com o tratamento delas. Traz qualidade de vida para as pessoas que precisam de verdade”. 

Atualmente no Mato Grosso do Sul, são 430 pacientes cadastrados na Associação, que realizam tratamento com a cannabis.

Para quem pode ficar de fora da resolução do CFM, isso pode trazer de volta uma má qualidade de vida.

“Minha mãe faz o uso da cannabis, ela tem depressão, tem ansiedade e a fibromialgia. Então ela sofria muito com dores, a ansiedade ficou feia, uma época então a depressão veio junto, então eu vi minha mãe de um jeito que eu nunca tinha visto. Eu vi a melhora no dia a dia da minha mãe com o uso da cannabis, ela não pode ficar sem, é um grande retrocesso”, disse Larissa Finotti. 

Determinação

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no dia 14 de outubro, uma nova norma com regras para a prescrição de medicamentos à base do canabidiol, um derivado da Cannabis. 

Segundo a Resolução CFM 2.324, publicada no Diário Oficial da União, a Cannabis medicinal pode ser prescrita apenas no tratamento de epilepsia refratária em crianças e adolescentes com síndrome de Dravet e Lennox-Gastaut ou complexo de esclerose tuberosa. 

Outros tipos de epilepsia não poderão ter prescrição de canabidiol para o tratamento, que exclui pessoas adultas. 

A norma também veda ao médico a prescrição da Cannabis in natura para uso medicinal, bem como quaisquer outros derivados que não o canabidiol. 

Fica proibida a prescrição de canabidiol para indicação terapêutica diversa da prevista na resolução, com exceção de estudos clínicos previamente autorizados pelo pelo sistema formado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e Conselhos de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP). 

Também fica proibido ao médico ministrar palestras e cursos sobre uso do canabidiol ou produtos derivados de Cannabis fora do ambiente científico, bem como fazer sua divulgação publicitária. A resolução deverá ser revista no prazo de três anos a partir da data de sua publicação.*

*Com informações da Agência Brasil 

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CAMPO GRANDE

PM atira em colega de farda após confusão em supermercado

Sargento achou que a ocasião tratava-se de um roubo e atirou contra PM à paisana do Batalhão de Choque

13/04/2026 10h20

Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local

Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local Foto: Redes Sociais

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Policial militar atirou em um colega de farda, na noite deste domingo (12), após uma confusão em um supermercado localizado na avenida Amaro Castro Lima, bairro Nova Campo Grande, na Capital.

O disparo atingiu o pé do policial, que teve o dedo dilacerado. A vítima é um policial do Batalhão de Choque que estava à paisana. O autor do disparo seria um sargento da PMMS.

Conforme apurado pela reportagem, tudo começou com uma confusão no estacionamento do supermercado, quando o sargento achou que a ocasião tratava-se de um roubo.

O PM de folga se envolveu em uma discussão com crianças, adolescentes e adultos, próximo aos carros, por motivos desconhecidos. Em determinado momento, algumas pessoas começaram a gritar “pega ladrão” e, o militar foi em direção a rua, tentando sair da confusão. Mas, foi perseguido por vários populares.

O sargento foi chamado sob possível alerta de furto na região, quando se deparou com a perseguição, ao acreditar que se tratava de um suspeito em fuga.

Neste momento, atirou contra o PM de folga na região do pé. Mas, ele não sabia que o rapaz era um colega de farda.

O PM do Batalhão de Choque foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado a Santa Casa. Não se sabe seu estado de saúde.

Além do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para isolar a área, entender a dinâmica da ocorrência, fazer a perícia e apreender a arma. Todos os envolvidos compareceram até a delegacia para prestar esclarecimentos.

O caso foi registrado como calúnia, vias de fato e lesão corporal e, além disso, será investigado pelas autoridades.

VOTAÇÃO

Câmara vota projeto que garante merenda adaptada para alunos com necessidades especiais

Entre elas estão: Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, intolerância à lactose, diabetes, hipertensão, obesidade, etc

13/04/2026 10h20

Licitação suspensa merenda escolar

Licitação suspensa merenda escolar Agência de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam nesta terça-feira (14) o Projeto De Lei Legislativo nº 11936/2025, que institui o Programa de Apoio à Alimentação Escolar Inclusiva (PAAI) para alunos com necessidades alimentares específicas na Rede Municipal. O texto é de autoria do vereador Leinha (Avante)

Estas necessidades incluem Transtorno do Espectro Autista (TEA), anemia, doença celíaca e intolerância à lactose; disfagia, dificuldades de mastigação ou outras condições que exijam dieta pastosa; diabetes, hipertensão e obesidade.

Caso seja aprovado, a execução do PAAI será objeto de acompanhamento e fiscalização pelo Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CMAE).

Solicitação

A inclusão do aluno no PAAI se dará mediante solicitação dos pais ou responsáveis junto à unidade escolar em que o aluno está matriculado, instruída com, no mínimo, um dos seguintes documentos:

I - laudo médico ou relatório nutricional;
II - comprovação da seletividade alimentar associada ao transtorno por profissional da área de saúde ou educação;
III - orientações e prescrições emitidas por nutricionistas e demais profissionais de
saúde que acompanhem o aluno.

Segundo o texto da proposta, a adaptação da merenda escolar será organizada com base em eixos de cardápios especiais, conforme dispuser o regulamento da lei, garantindo a análise individualizada para casos excepcionais.

Quando a complexidade da dieta ou a inviabilidade temporária de fornecimento pelo Poder Público o justificar, poderá ser autorizado que os pais ou responsáveis legais forneçam a refeição do aluno, a ser consumida no ambiente escolar.

Competências

Cabe às Secretarias Municipais de Educação e Saúde adotar as medidas necessárias para o cumprimento da lei, incluindo:

I - elaborar e implementar os cardápios especiais, sob a responsabilidade técnica de nutricionista;
II - assegurar o acompanhamento nutricional específico aos alunos beneficiários do PAAI;
III - promover capacitação periódica dos profissionais responsáveis pela manipulação e fornecimento da alimentação escolar.

A justificativa apresentada na proposta para implantação deste PL é que esta proposição não se limita a um mero ajuste administrativo, mas representa um imperativo de saúde pública e um avanço na concretização dos direitos fundamentais à alimentação e à educação.

Ao assegurar refeições adequadas para estes alunos, o PAAI visa promover o pleno desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem e o rendimento escolar desses estudantes.

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