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BONITO

Gruta do Lago Azul vai ganhar nova escadaria

Gruta do Lago Azul vai ganhar nova escadaria

DA REDAÇÃO

28/07/2011 - 08h00
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A Gruta do Lago Azul, em Bonito, vai ganhar uma nova escadaria de acesso na descida que leva à base da caverna de onde se avista o famoso lago de águas intensamente azuis e com mais de 80 m de profundidade.  A ordem de serviço para a construção foi assinada ontem (27), durante inauguração das novas instalações de apoio aos visitantes – com banheiros e áreas para desinfecção e armazenagem dos capacetes de segurança utilizados nas visitações.

O governador André Puccinelli participou da assinatura, junto com o prefeito de Bonito, José Arthur Figueiredo, e a superintendente estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Maria Margareth Ribas Lima.

O projeto, denominado Reestruturação e Conservação de Calciteria da Gruta do Lago Azul, tem um investimento que chega a cerca de R$ 500 mil, segundo a Prefeitura de Bonito, valor que inclui um programa de oficinas de formação de jovens no ofício da calciteria. Os alunos capacitados que já tiverem completado 18 anos vão ter a mão de obra aproveitada pela empresa executora da obra.

De acordo com a superintendente do Iphan, o trabalho para chegar ao projeto aprovado para a reconstrução da escadaria começou há 13 anos, e demandou intensas pesquisas para se encontrar a solução técnica mais adequada. O plano de manejo detectou que o melhor é utilizar somente material da região e material próprio da rocha que compõe a gruta, e que a técnica mais indicada é a artesanal.  “Fizemos pesquisas das construções Incas, romanas e portuguesas, analisamos projetos existentes em Ouro Preto (MG), e no Nordeste do Brasil. Foi um trabalho bem difícil”, definiu Margareth Ribas.

O acesso à gruta, a cerca de 20 km do centro de Bonito, é feito por uma trilha na mata preservada, seguida da descida de 300 degraus de uma escadaria rústica. Uma curiosidade e uma boa notícia para Bonito e para os visitantes, é que a nova obra não vai interromper as visitações.

A Gruta do Lago Azul não precisará ser interditada enquanto a empresa contratada executa os serviços, ao contrário, o próprio trabalho de construção vai ser incorporado ao turismo. “Vamos agregar valor, mostrando ao turista como esse projeto está sendo executado”, explicou a superintendente do Iphan.

Ela compara a iniciativa ao projeto da Igreja da Sagrada Família, em Barcelona (Espanha), projeto do arquiteto Antoni Gaudí, iniciada no século 19 e ainda inacabada. “Queremos que o turista entenda o processo. É uma ação que agrega valor a esse monumento que é visto mundialmente”.

Valor social

Somente a obra da escadaria tem custo de aproximadamente R$ 350 mil. Paralelo as intervenções físicas, existe uma Oficina Escola para ensinar a jovens o ofício da calciteria, totalizando cerca de R$ 500 mil em investimentos. Os recursos são custeados pela Prefeitura de Bonito. O Iphan é parceiro nos projetos com toda a assessoria técnica para as intervenções na gruta, auxílio nas oficinas, apoio pedagógico.

Conforme o secretário municipal de Turismo, Augusto Mariano, 15 meninos foram capacitados na primeira fase das oficinas, e uma nova fase vai ter início com treinamento para mais dez garotos.

O prefeito de Bonito citou que a construção da nova escadaria é uma necessidade, para melhorar e tornar mais seguro o acesso ao interior da gruta. “Desde 2005 temos os recursos depositados. Foi um processo longo, para fazer os projetos, as licitações, conseguir as aprovações. Com o empenho de todos, buscando parcerias conseguimos fazer. O Iphan foi essencial, e o governo do Estado também foi parceiro”, agradeceu.

Área de apoio

No ponto de apoio de onde os turistas partem para chegar a Gruta do Lago Azul, a nova área criada com banheiros feminino e masculino – incluindo adaptados para deficientes – melhora o atendimento aos visitantes. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, a antiga estrutura  implantada e, 1993 para o fluxo diário de até cem turista ficou insuficiente para os cerca de 400 hoje visitam o atrativo.

“A falta de infraestrutura dificultava o atendimento às pessoas e com apoio do governo na liberação das licenças ambientais vamos proporcionar mais conforto e comodidade aos visitantes”, disse Mariano.

Anvisa

Anvisa proíbe funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy

Com a medida, o site não pode oferecer nem divulgar serviços

26/06/2026 19h00

Site da Voy

Site da Voy Reprodução

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o funcionamento da plataforma de emagrecimento Voy. Com a medida, publicada na edição desta sexta-feira, 26, do Diário Oficial da União, o site não pode oferecer nem divulgar serviços.

A Voy, porém, afirma que tomou as medidas administrativas cabíveis e não há decisão definitiva do órgão, então manterá o funcionamento da página.

Segundo a agência, o site oferece tratamentos e avaliações de saúde personalizados para obesidade e deveria estar registrado como um dispositivo médico.

"Plataformas que realizam a indicação de medicamentos e de suas dosagens se enquadram na categoria de software médico", diz a Anvisa em comunicado.

A empresa responsável pela plataforma, a Revia Gestão de Negócios, também não possui a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento exigido pelo órgão para negócios que exercem atividades sujeitas à vigilância sanitária.

O órgão acrescenta que a Revia não está regularizada como farmácia ou drogaria e, portanto, não pode comercializar medicamentos de qualquer natureza.

De acordo com a agência, medicamentos adquiridos fora de farmácias e drogarias que funcionem de forma regular "não têm qualquer garantia de origem, composição e qualidade".

O que diz a Voy?

Em nota, a Voy afirma ter recebido com surpresa a decisão da Anvisa e sustenta que a discussão trata exclusivamente do enquadramento regulatório de um questionário digital e de sua eventual necessidade de registro como software. Segundo a empresa, trata-se de uma questão administrativa, sem relação com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência prestada ou os medicamentos.

A empresa nega comercializar, distribuir ou dispensar medicamentos e afirma que, por esse motivo, não se enquadra nas hipóteses legais que exigem AFE.

A Voy afirma ainda que o processo está em andamento e que não há decisão definitiva da Anvisa sobre o caso. Por fim, diz que as medidas administrativas cabíveis já foram adotadas e, por isso, a plataforma permanece autorizada a operar.

O que é a Voy?

A Voy é uma plataforma digital voltada ao tratamento da obesidade. O serviço funciona de forma remota: o usuário responde a um questionário sobre seu histórico de saúde, que é avaliado por um médico. Quando há indicação clínica, o profissional pode prescrever medicamentos para perda de peso.

Além da consulta médica, a plataforma oferece acompanhamento durante o tratamento e intermedeia o acesso aos medicamentos prescritos por meio de parceiros.

A empresa ganhou espaço no mercado ao oferecer um modelo de atendimento totalmente online para pessoas em busca de tratamento para obesidade, em um momento de crescimento da demanda por medicamentos como semaglutida e tirzepatida.

Condenados

Dupla que roubou e manteve idosa em cárcere é condenada em Campo Grande

Tribunal reforma absolvição após recurso do MPMS e impõe penas de até oito anos de prisão por assalto violento contra mulher de 83 anos

26/06/2026 18h31

Foto: Divulgação

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A condenação de dois homens acusados de invadir a casa de uma idosa de 83 anos, roubar joias e dinheiro e mantê-la sob restrição de liberdade durante o assalto foi restabelecida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

A decisão, publicada nesta quinta-feira (25), reverteu a sentença da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, que, em agosto de 2025, havia absolvido os réus por falta de provas.

A decisão atendeu recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que sustentou haver provas suficientes para a condenação.

Por decisão unânime, os desembargadores entenderam que as provas reunidas durante a investigação e ao longo do processo demonstraram que Brendon Bruno Lima da Silva e João Vitor dos Santos Lipu participaram do assalto.

O crime foi cometido pelos dois juntos, com a vítima sendo mantida sob restrição de liberdade para facilitar o roubo, além de ter como agravante o fato de ela ser uma idosa.

Na mesma decisão de primeiro grau, foi declarada extinta a punibilidade de Rafael Gomes Vilharva, também denunciado no processo, em razão de sua morte, registrada em abril de 2025.

Crime ocorreu dentro da casa da vítima

O assalto aconteceu na noite de 27 de outubro de 2022, quando três homens invadiram a residência da idosa após arrombarem o portão e a porta de entrada do imóvel.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima assistia televisão em um dos quartos quando ouviu um barulho e foi olhar o que acontecia. Ao encontrar os invasores, tentou pedir ajuda, mas foi imediatamente dominada.

Durante a ação, um dos criminosos segurou a mulher e tampou sua boca para impedir que gritasse, além de apertar seu pescoço, provocando lesões constatadas posteriormente por exame de corpo de delito.

Enquanto a vítima era imobilizada, os demais acusados reviravam a residência em busca de objetos de valor.

Ao final do roubo, foram levadas cerca de 20 peças de semijoias, avaliadas em aproximadamente R$ 5 mil, além de R$ 150 em dinheiro. Conforme a investigação, o grupo fugiu em um Ford Ka prata depois que a vítima começou a apresentar dificuldades para respirar.

MPMS contestou absolvição

Inconformado com a decisão de primeira instância, o Ministério Público recorreu ao Tribunal alegando que a absolvição contrariava as provas reunidas durante a investigação.

No recurso, a Promotoria destacou que havia reconhecimento fotográfico, imagens de câmeras de segurança, laudos periciais, depoimentos da vítima, declarações de policiais militares e a confissão prestada por um dos acusados durante o inquérito policial.

Ao analisar o caso, o relator da apelação, desembargador José Ale Ahmad Netto, concluiu que a prova produzida era consistente e suficiente para comprovar a autoria e a materialidade do crime.

Segundo o magistrado, a tentativa dos acusados de modificar suas versões durante o julgamento não foi capaz de afastar a força das demais provas reunidas no processo.

Em seu voto, o relator destacou que a confissão extrajudicial de João Vitor descreveu de forma detalhada a dinâmica do assalto e encontrou respaldo no relato da vítima, nos depoimentos das testemunhas e nas informações prestadas pelos policiais que atenderam à ocorrência.

Também foram considerados relevantes o boletim de ocorrência, o relatório de investigação, o reconhecimento fotográfico dos envolvidos, imagens de monitoramento, laudo de corpo de delito, auto de apreensão de um pen drive e a avaliação dos bens subtraídos.

Penas

Com a reforma da sentença, João Vitor dos Santos Lipu foi condenado a sete anos de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 17 dias-multa.

Já Brendon Bruno Lima da Silva recebeu pena de oito anos de prisão, também em regime inicial fechado, e 20 dias-multa. A pena mais elevada foi aplicada em razão dos antecedentes criminais desfavoráveis reconhecidos pelo Tribunal durante a dosimetria.

Os dois foram condenados por roubo majorado, com as qualificadoras de concurso de pessoas e restrição da liberdade da vítima, além da agravante prevista no Código Penal para crimes praticados contra pessoa com mais de 60 anos.

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