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Guerra provoca falta de diesel nas lavouras de MS e ameaça colheita da soja

Preço nas distribuidoras subiu dois reais em dez dias e mesmo assim falta produto para ser entregue nas fazendas

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Por conta da invasão dos Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, o preço do óleo diesel aumentou em mais de R$ 2 reais para os produtores rurais de Mato Grosso do Sul e mesmo assim estão com dificuldades de conseguir o produto. E esta escassez já está afetando a colheira de soja e o plantio do milho safrinha. 

Segundo o empresário Iris José Carloto, proprietário da transportadora e distribuidora Santa Izabel, que tem sede em Campo Grande, até o fim de fevereiro o preço do diesel nas grandes distribuidoras estava em R$ 5,20. Agora, está em R$ 7,50 "e mesmo assim a gente não encontra o produto para entregar nas fazendas", afirma. 

O valor de R$ 7,50 é o praticado para o distribuidor. Para o produtor rural são acrescidos mais 25 a 30 centavos, em média, para cobrir os custos com entrega e por isso o produto está chegando por cerca de R$ 7,70 às fazendas.

A empresa dele distribui, nesta época de colheita da soja e plantio do milho safrinha, em torno de 200 mil litros por dia nas propriedades rurais e transportadoras do Estado. 

Na manhã desta quarta-feira (11), porém, o estoque estava praticamente zerado e não havia previsão para entrega nas grandes distribuidoras, como Shel, Ipiranga ou Vibra (Petrobras). "Na minha empresa devo ter uns 60 mil litros de diesel agora e tem um monte de produtor cobrando para que a gente entregue. O problema é que a gente não consegue", explica Carloto.

Conforme o boletim da Aprosoja divulgado na segunda-feira (9), a colheita de soja em Mato Grosso do Sul estava em 63% dos 4,8 milhões de hectares que foram plantados. Na região norte, porém, esse percentual ainda estava na casa dos 40%. 

"A falta de diesel só não parou as colheitadeiras de soja e os tratores que plantam milho porque esse tempo chuvoso está impedindo que os produtores trabalhem a todo vapor. Assim que o tempo melhorar, vai ter máquina parada por falta de diesel", afirma o representante comercial Osório Marion, que há três décadas trabalha no setor de venda de diesel para produtores rurais da região de São Gabriel do Oeste e diz nunca ter vivenciado crise de desabastecimento idêntica. 

Por enquanto, conforme explicação de Osório Marion, não existe falta de diesel nas cidades ou ao longo das rodovias, pois as distribuidoras estão priorizando os postos de suas bandeiras. E, ao darem prioridade a este abastecimento, boa parte do setor rural está ficando sem o produto, explica. 

Nestes postos, por enquanto, o preço do diesel está mais baixo e por conta disso tem produtor rural apelando aos antigos tambores e buscando combustível nas cidades para levar para as fazendas, uma prática que estava praticamente descartada, segundo Iris Carloto. 

A empresa dele atua com 20 caminhões para distribuição de combustível em fazendas e cerca de 150 carretas para distribuição nos em todas as regiões do Estado. Cada bi-trem transporta 64 mil litros e nos últimos dias estes veículos tem transportado praticamente apenas gasolina e etanol. 

Reponsável pela distribuição de cerca de 7% de todo o diesel consumido em Mato Grosso do Sul, a Santa Izabel presta serviço inclusive para a distribuidora Vibra (Petrobras) e, segundo Iris Carloto, a falta de produto ocorre desde Paulínea e Araucária, que são os dois grandes centros nacionais de distribuição. 

Pelo fato de a escassez ter começado logo depois do início da guerra, quando ainda era impossível saber suas consequências, Osório Marion suspeita que grandes distribuidoras estejam escondendo estoques justamente para forçar a alta nos preços. "Mas isso é só um palpite. Só sei que o problema é grave e parece que estão tentado esconder esta gravidade", opina. 

Por conta de uma regulamentação da Agência Nacional do Petróleo, os postos são proibidos de levar combustível às fazendas. Somente distribuidoras como a Santa Izabel, por exemplo, tem autorização para fazer estas entregas e por conta disso existe o risco real de a safra de soja sofrer interrupção por conta da falta do combustível. 

IMPORTAÇÃO

Outra importante distribuidora de diesel no estado, a Cenze, que atua com cerca de 70 carretas, enfrenta problema semalhante. O empresário Wellington Luiz Camargos, responsável pela distribuição de cerca de 5 milhões de diesel por mês no Estado, revela que está fazendo a entrega a conta-gotas. "Hoje temos 60 mil litros, mas para amanhã não temos mais nada", explica.

De acordo com ele, 30% do diesel consumido no Brasil é importado, principalmente do Golfo do México. Este produto já está bem mais caro por conta da guerra e os distribuidores não querem comprá-lo. E, como Petrobras está mantendo os preços anteriores, todos estão querendo comprar somente da Petrobras, que não está dando conta de suprir a demanda. E por conta disso está faltando diesel, explica o empresário.  

De acordo com ele, se a Petrobras não elevar seus preços até o fim da próxima semana, esse diesel mais caro que normalmente é importado será encaminhado para outros países e aí sim haverá desabastecimento por um longo período no Brasil. 

PREÇO DA SOJA

Mas, se existe a preocupação com o desabastecimento, o preço da soja está dando sinais de reação. Desde o começo do mês, segundo dados da Aprosoja, a saca em Mato Grosso do Sul saiu de um preço médio de R$ 110,00 para R$ 112,00. A oscilação ocorre em decorrência da alta do dólar, que por sua vez foi provocada pela instabilidade do conflito no Oriente Médio. 

 

ANIVERSÁRIO

Senac MS confirma horário para distribuição do bolo de Campo Grande

Gilka Cristina Trevisan, diretora de educação do Senac de Mato Grosso do Sul, confirmou que, a princípio, o horário para distribuir o bolo será às 11h

26/08/2026 09h30

Produção do bolo de 840 quilos envolveu mais de 60 pessoas

Produção do bolo de 840 quilos envolveu mais de 60 pessoas Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O tão aguardado bolo dos 127 anos de Campo Grande será distribuído às 11 horas desta quarta-feira (26). Apesar do desfile cívico-militar ter sido cancelado por causa da chuva, que atingiu a Capital sul-mato-grossense desde as primeiras horas do dia, a repartição do bolo de 32 metros de comprimento está mantida. O horário foi confirmado em entrevista com a diretora de educação do Senac MS, Gilka Cristina Trevisan.

As mesas já estão montadas na Avenida Afonso Pena, entre as ruas Calógeras e 14 de julho, para receber o bolo que possui aproximadamente 840 quilos. Antes do cancelamento do desfile, a expectativa era que fossem distribuídos 2500 fatias para o público.

A diretora falou sobre a sensação de participar deste momento inédito. "Bom, o Sistema Fecomércio está extremamente feliz em poder proporcionar para a nossa população de Campo Grande a entrega desse bolo, que significa muito para nós. Cada pedaço desse bolo tem o nosso conhecimento da gastronomia, o trabalho dos nossos alunos, dos nossos docentes. Nós estamos há duas semanas preparando esse bolo de mais de 800 quilos, 32 metros. Ele tem vários módulos, está escrito Campo Grande 127 anos, e a gente fica muito orgulhoso de poder proporcionar e compartilhar com a população da Capital esse dia tão importante e feliz. 

A diretora afirmou que o caminhão frigorífico está posicionado e a equipe está preparada com com todas as normas de higiene e manipulação, com toucas e luvas. Ela também disse que como cada letra do bolo tem mais de 1,20 metro, então a tendência é de demorar um pouco para alinhar a frase.

"Então, a partir das 10h a gente monta e às 11h a gente começa a servir para toda a população que estiver aqui conosco nesse momento tão significativo".

Na produção do bolo estavam envolvidos mais de 60 pessoas, entre alunos, docentes, funcionários envolvidos com insumos, logística e marketing. 

Desfile cancelado

A Prefeitura de Campo Grande anunciou, em sua rede social, que o desfile cívico-militar em homenagem aos 127 anos da cidade está cancelado "devido à forte chuva". O evento estava marcado para começar às 8h, desta quarta-feira (26), e teria cerca de 60 instituições desfilando pela rua 13 de Maio. As chuvas começaram às 2h da madrugada na Capital e, até o momento, segue de forma mais leve. 

Por conta do cancelamento, vias que estavam com o tráfego restrito na região central da cidades foram liberadas assim que a administração decidiu cancelar o evento. 

ANIVERSÁRIO DA CAPITAL

Mesmo sob chuva Corrida do Facho abre celebrações dos 127 anos de Campo Grande

Tradicional prova reuniu 24 equipes no Centro da Capital na manhã desta quarta-feira (26)

26/08/2026 09h15

Mesmo sob chuva, atletas participaram da tradicional Corrida do Facho na manhã desta quarta-feira (26)

Mesmo sob chuva, atletas participaram da tradicional Corrida do Facho na manhã desta quarta-feira (26) Marcelo Victor

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A chuva que marcou o início desta quarta-feira (26) não impediu a realização de uma das mais tradicionais provas esportivas de Campo Grande. A Corrida do Facho reuniu atletas civis e militares pelas ruas da região central como parte das comemorações pelos 127 anos da Capital. 

A competição começou às 6h, com a disputa feminina, seguida pela prova masculina, às 7h. A largada e a chegada ocorreram na Rua 13 de Maio, esquina com a Avenida Afonso Pena. De lá, os atletas seguiram pela Rua Dom Aquino e Rua 14 de Julho antes de retornarem à 13 de Maio. 

Ao todo, 24 equipes foram inscritas, sendo 12 no masculino e 12 no feminino. Entre os participantes estavam grupos de corrida, assessorias esportivas, Corpo de Bombeiros Militar e equipes formadas por corredores da Capital. 

Na disputa masculina, cada equipe pôde contar com até 12 atletas, sendo dez titulares e dois reservas. Foram dez voltas, com percurso aproximado de mil metros para cada corredor. No feminino, as equipes tiveram até sete integrantes, cinco titulares e duas reservas, e a disputa ocorreu em cinco voltas, também com aproximadamente mil metros percorridos por atleta. 

O percurso foi acompanhado por árbitros da Federação de Atletismo de Mato Grosso do Sul (FAMS) e fiscais de pista.

Para a educadora física Evelin Eich Ribeiro, a edição deste ano teve um significado especial. Ela participou da Corrida do Facho pela primeira vez e relatou que a chuva não prejudicou seu desempenho. Pelo contrário, o clima mais ameno tornou a experiência ainda mais agradável. 

“Foi a primeira vez que eu participei dessa corrida e eu achei muito legal”, contou Evelin. Segundo ela, a chuva não chegou a ser um problema durante a prova e o tempo mais frio até favoreceu seu desempenho.

A estreia terminou ainda melhor com a vitória da equipe. Evelin destacou que, em uma prova disputada coletivamente, o resultado individual fica em segundo plano e o objetivo passa a ser contribuir para o desempenho do grupo. 

“Eu fiquei muito feliz porque consegui ajudar a minha equipe. Nessa hora, a gente não pensa no nosso resultado, a gente pensa em fazer o máximo para conseguir ajudar a equipe”, afirmou.

A atleta disse ainda que procurou dar o máximo durante seu trecho para colocar a equipe em melhores condições na disputa e contribuir para a vitória.

As três primeiras colocadas de cada categoria recebem troféus, enquanto atletas e técnicos são premiados com medalhas. Os campeões também ficam com o Troféu Transitório, que volta a ser colocado em disputa na edição seguinte. A posse definitiva ocorre caso uma equipe conquiste a prova por três anos consecutivos ou cinco anos alternados.

Desfile cancelado

A Corrida do Facho estava programada para anteceder o tradicional Desfile Cívico-Militar em comemoração ao aniversário da cidade. O desfile, porém, foi cancelado na manhã desta quarta-feira.

Com isso, a corrida foi mantida como uma das atividades desta manhã no aniversário de 127 anos de Campo Grande. A programação comemorativa também prevê a tradicional distribuição de bolo à população.

 

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