Cidades

FRAUDE

Homem finge ser funcionário da Shopee e desvia R$ 19 mil em golpe

Em Campo Grande, uma mulher recebeu mensagem de um contato, acreditando ser uma amiga, mas sofreu golpe por atender ligação de vídeo do indivíduo

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Uma mulher, de 51 anos, foi vítima de golpe aplicado por um homem durante uma ligação por vídeo chamada, em Campo Grande, na tarde desta terça-feira (7). O prejuízo causado foi no montante de R$ 19.780, tendo como beneficiário uma pessoa chamada Vinicius Corrêa Machado.

A mulher conta que recebeu uma mensagem em seu celular, onde o suspeito utilizou o número de telefone e a foto de sua amiga para informar que iria postar um produto para venda na plataforma Shoppe e que havia dado o contato dela para as pessoas ligarem e ela dar informações sobre o seu perfil.

Em seguida, a vítima recebeu uma ligação de vídeo, onde o suspeito relatou que era da Shopee e que precisaria confirmar algumas configurações para inserir o produto da amiga na plataforma.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher ficou algumas horas com o suspeito na ligação, sendo que para finalizar a configuração e autorizar a venda do produto da amiga na plataforma, ela teria que fazer o reconhecimento facial.

Nesse momento, ela abriu o aplicativo bancário do Banco do Brasil em seu celular e, imediatamente, desligou a ligação. Na sequência, seu celular ficou com tela preta, sem comando nenhum . A vítima perdeu todos os seus dados, e-mail pessoal, funcional e Whatsapp.

Diante dos fatos, ela se encaminhou à uma agência do Banco do Brasil e, ao  verificar sua conta poupança, visualizou que o suspeito fez um TED no valor de R$ 19.780,00. Além disso, também realizou uma compra através do aplicativo do Magazine Luiza no valor de R$ 71,00 e um saque no montante de aproximadamente R$ 4.700,00 reais, mas houve um alerta de fraude e o banco não autorizou a transação.

Ela foi orientada a apresentar os extratos bancários comprobatórios das transações. O caso foi registrado na 5ª Delegacia Policial de Campo Grande, como furto qualificado com abuso de confiança, ou mediante fraude ou escalada e destreza.

audiência de custódia

Servidores e empresários envolvidos em esquema de fraude milionária têm prisão mantida

Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos e organização criminosa teria recebido cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos

08/07/2026 11h29

Investigação apontou crimes contra a administração pública

Investigação apontou crimes contra a administração pública Foto: Paulo Ribas

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Servidores e empresários presos em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por envolvimento em esquema criminoso através de contratos fraudulentos de livros, tiveram a prisão convertida em preventiva em audiências de custódia realizada nesta quarta-feira (8).

Na operação Gutenberg, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Pela manhã, passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas:

  • Ed Carlo Britto Burgatt
  • Olívia Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Paulo Rogerio de Melo
  • Douglas Henrique de Melo
  • Gabriel Taquino de Paula

Ainda não passaram pela audiência de custódia Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, Jésica Burgatt e Rossana Jafar, que tiveram a audiência designada para a quinta-feira (9).

Esquema

O esquema desmantelado pelo Gaeco consistia na promessa de vagas em hospitais em troca de contratos fraudulentos de livros paradidáticos. A organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos.

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

O MPMS constatou ainda, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

Alvos

Um dos presos é Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Conforme apurado pelo Correio do Estado, ele seria o mediador do esquema, já que se utilizaria do seu cargo para “oferecer” vantagem na regulação hospitalar para prefeitos.

Em troca das vagas, era solicitado que uma empresa parceira fosse contratada pela administração municipal para “fornecimento de livros paradidáticos”, uma cortina de fumaça para dividir os lucros do contrato assinado.

Essa empresa seria a Gráfica Alvorada, que está ligada diretamente a Olívia e Rossana Jafar, que foram presas nesta operação e teriam assumido o comando da livraria após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19. Em tese, elas teriam continuado o esquema que já existia desde antes da pandemia.

Além de Rossana e Olívia Jafar e Ed Carlos Burgatt, há a confirmação de que foram presos Felipe Paroschi Jafar, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogerio de Melo e Jéssica Burgatt, filha do coordenador do Core.

Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e que atualmente ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP), também foi alvo da investigação.

FRONTEIRA

Morre de tornozeleira homem envolvido em execução de policial em 2018

Robson Dantas Moreira estava sob monitoramento eletrônico e cumpria pena em regime semiaberto por envolvimento na emboscada Wescley Vasconcelos Dias há quase uma década

08/07/2026 10h33

Ação faz parte do programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã

Ação faz parte do programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã Reprodução/PCMS

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Ligado e respondendo pela participação em um crime de 2018, Robson Dantas Moreira, de 35 anos, foi morto na manhã desta quarta-feira (08), durante ação do chamado programa Brasil contra o crime organizado, na Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã. De tornozeleira eletrônica, o indivíduo foi condenado por envolvimento na execução do investigador de Polícia Judiciária Wescley Vasconcelos Dias, em 2018. 

A ação policial aconteceu dentro da operação coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), que é vinculada à Coordenação-Geral de Fronteiras (CGFron) e, por sua vez, faz parte da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Conforme a Polícia Civil em nota, na última segunda-feira (06) equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) deslocaram-se da Capital do Mato Grosso do Sul rumo ao município de Ponta Porã, que é fronteiriço com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero (PJC). 

Esses agentes localizaram hoje (08) na cidade fronteiriça com o Paraguai um dos condenados por envolvimento na morte do investigador de Polícia Judiciária Wescley Vasconcelos Dias, argumentando que Robson teria reagido à abordagem e utilizado arma de fogo na ação, morrendo após intervenção da equipe policial. 

Segundo a PC em nota, a presença dos agentes da Derf no município fronteiriço com o Paraguai têm o objetivo de “intensificar ações de repressão à criminalidade na região de fronteira”. Nesse sentido, ainda na noite de terça-feira (07) teriam recebido informações de inteligência sobre um homem com substâncias entorpecentes e armas em um endereço. 

Com isso os agentes se deslocaram até a casa que fica na Vila Ministro Salgado Filho em Ponta Porã, distante aproximadamente 3,5 quilômetros do popular Shopping China. Ao tentarem a abordagem, os policiais teriam recebido uma reação do indivíduo que portava uma arma de fogo, que foi considerada uma agressão suficiente para uma intervenção fosse necessária. 

“Logo após a ação, os próprios policiais prestaram imediato socorro ao autor, que foi encaminhado ao hospital da cidade. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu aos ferimentos”, complementa trecho da nota divulgada pela Polícia Civil.

Com o deslocamento imediato da Perícia Criminal e do delegado plantonista da Polícia Civil de Ponta Porã, arma e entorpecentes foram apreendidos e devem ser devidamente periciados. 

Relembre

Identificado posteriormente como Robson Dantas Moreira, atualmente com 35 anos, esse indivíduo em questão foi condenado por fazer parte do homicídio de Wescley Vasconcelos Dias, investigador de Polícia Judiciária natural de Brasília (DF) morto a tiros de fuzil Ak 47 e 7.62 em 06 de março de 2018, enquanto se deslocava de carro com uma estagiária da delegacia. 

De acordo com a base consultada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos, Robson cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

A morte de Wescley foi alvo de grande repercussão há cerca de oito anos, noticiada pelos principais veículos de comunicação, crime esse descrito como "execução após emboscada", em uma região à época comandada pelo terror imposto por criminosos.

Após a execução do policial que dirigia uma viatura descaracterizada, uma força-tarefa foi montada em busca dos responsáveis, resultando inclusive na morte de Kleber da Silva Rodrigues, vulgo "Klebinho", que teria inclusive velório e ônibus para transportar seus familiares até o enterro custeados pela facção criminosa por supostamente ser integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). 

Além desse, entre os principais nomes buscados pela polícia à época estava o de Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como 'Minotauro', acusado de ser o principal mentor da execução do investigador da Polícia Civil em Ponta Porã. Até mesmo um laboratório de cocaína foi estourado pela Polícia Nacional do Paraguai na busca por esse indivíduo. 

Entretanto, ainda que tenham usado mais de um carro na execução do crime, o "pistoleiro" em questão seria um indivíduo identificado como Edson de Lima, que teria recebido ordens de "Minotauro" para matar o policial em retaliação aos trabalhos investigativos na região de fronteira. 

Para auxiliar a família do investigador, o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) chegou a abrir campanha em busca de arrecadar doações para custeio da mudança da mulher e do filho de Wescley, que morreu quando o pequeno ainda tinha apenas cinco anos.

 

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