Cidades

INCÊNDIO E PÂNICO

Hospitais públicos de Campo Grande continuam sem alvará dos bombeiros

Santa Casa teve documento provisório até abril e tenta definitivo, já HU e Regional devem passar por vistoria

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Nenhum dos três hospitais públicos de Campo Grande, Santa Casa, Hospital Universitário e Hospital Regional, receberam certificação do Corpo de Bombeiros contra incêndio e pânico, ao menos não o definitivo.  

Em outubro do ano passado a Santa Casa conseguiu o provisório, com validade de três meses, em janeiro deste ano o documento foi renovado por igual período, mas ainda havia a necessidade de adequações na estrutura da unidade para conseguir o definitivo. 

A assessoria do hospital não soube informar, até o fechamento desta matéria, se o documento foi validado novamente.

No início deste ano, o Correio do Estado já havia informado a situação em reportagem publicada em janeiro. Dentro desses 10 meses, nenhum avanço em relação à certificação foi feita nas três unidades.

Desde 2013, Mato Grosso do Sul tem código de segurança contra incêndio, pânico e outros riscos que delimita todas as obrigações em prédios, instalações e áreas de risco. 

Neste ano, algumas adequações neste documento foram feitas, mas a obrigatoriedade dele permanece.

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UNIVERSITÁRIO

No caso do Hospital Universitário, a burocracia é um dos motivos de o centro médico não ter o documento. 

Segundo o comandante do 1º Grupamento de Bombeiros, tenente-coronel Waldemir Moreira Júnior, responsável pela vistoria no local, na segunda-feira (26) foi feita uma reunião com a direção da unidade.

a previsão é de que ainda nesta semana uma vistoria seja realizada no local para que possa ser emitido o documento.

“Será feita uma vistoria para apontamentos das medidas mitigatórias para buscar essa certificação”, afirmou à reportagem o tenente-coronel.

Em contato com a assessoria e imprensa da unidade, o Correio do Estado foi informado de que o processo de compra para a aquisição de placas refletivas a serem colocadas nos corredores, com previsão para sair este ano, não foi efetuado.

Segundo o hospital, a compra seria realizada com outra unidade administrada pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), mas, com a pandemia, muitas compras atrasaram. E ainda não há previsão para que essa seja feita.

Mesmo assim, o hospital já fez as outras adequações que eram necessárias, como a criação de uma brigada de incêndio entre servidores da unidade. O centro médio, porém, nunca teve essa certificação.

REGIONAL

No caso do Hospital Regional, a vistoria também fica a cargo do 1º Grupamento de Bombeiros e, segundo Moreira, será marcada uma reunião com a diretoria para tratar sobre o tema.

Hoje, esse é o hospital público mais atrasado nas tratativas com o Corpo de Bombeiros sobre as adequações para conseguir a certificação da corporação. 

O prédio possuía um projeto aprovado, entretanto, em vistoria feita no ano passado, foi encontrado incongruências entre o que estava no projeto e o que havia realmente na unidade.

Segundo os bombeiros, isso ocorreu por mudanças feitas na unidade, entre reformas e ampliações.  

SANTA CASA

O maior hospital de Mato Grosso do Sul, a Santa Casa, estava há seis anos sem conseguir a certificação, o que mudou no ano passado, quando a unidade conseguiu o documento de forma provisória, já que várias medidas ainda precisavam ser feitas.

Em outubro do ano passado o jornal detalhou que o hospital não tinha rampas entre os andares, o que poderia impossibilitar, em caso de incêndio, a retirada dos pacientes que precisariam continuar em macas, já que o uso dos elevadores não é recomendado.

Outro problema grave apontado é de que as portas corta-fogo, usadas para impedir que incêndios avancem ou que a fumaça se alastre para outros cômodos, ficavam constantemente abertas, segundo servidores da unidade.

Agora, a assessoria da unidade garante que regularmente são feitas simulações de incêndio no prédio, que possui brigada 24 horas. Nas simulações, ainda conforme o hospital, é checada a situação das mangueiras e dos alarmes de incêndio.

Em julho de 2017, um princípio de incêndio que ocorreu em uma sala de descanso da equipe – no terceiro andar do prédio do hospital, no setor da maternidade – mobilizou funcionários e acompanhantes. 

Em fevereiro de 2019, outro princípio de incêndio assustou pacientes do Prontomed, que atende usuários de planos de saúde.

A única estrutura dentro do complexo hospitalar da Santa Casa que tem liberação é a Unidade de Trauma, inaugurada em março de 2018 e que passou a receber pacientes em setembro daquele ano.

PARTICULARES

No caso dos hospitais particulares de Campo Grande também há dificuldade em obter o documento definitivo. 

As unidades da Cassems e da Unimed informaram que tem o certificado contra incêndio e pânico provisório, mas que estão em processo para conseguir o definitivo.

“O Hospital Cassems de Campo Grande informa que, no momento, possui o alvará provisório contra incêndio e pânico e que está realizando adequações em sua estrutura física para cumprir todas as normas de segurança exigidas pelo Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso do Sul. Assim que as adequações forem feitas, haverá nova vistoria”, informou a Cassems, em nota.  

Já a Unimed disse que o “Hospital Unimed Campo Grande é totalmente equipado e capacitado para prestar o melhor atendimento, seguindo todos os protocolos exigidos pelo Corpo de Bombeiros Militar”.  

“O hospital tem certificado de vistoria provisória desde 2015, quando iniciou o seu projeto de ampliação, que ocorre até os dias atuais”, completou a nota. 

Tragédias mostram necessidade do documento

A busca por um alvará em unidades hospitalares têm se mostrado cada vez mais importante, com as recentes tragédias que ocorreram em unidades de outros estados. Ontem, duas pessoas morreram em um incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, na zona norte do Rio de Janeiro. 

Uma delas era uma mulher de 42 anos que estava em estado grave da Covid-19 e faleceu durante o processo de transferências dos pacientes para o Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari. A unidade incendiada não tinha alvará do Corpo de Bombeiros.

As chamas de ontem começaram no prédio 1 da unidade, no qual estão as enfermarias e o Centro de Tratamento Intensivo (CTI). Ao todo, 162 pacientes deixaram o local, sendo que 66 foram removidos para outros hospitais com o auxílio do Samu.  

Oito pessoas diagnosticadas com Covid-19 foram transferidas para o Leblon, na zona sul, e para Acari, incluindo a mulher que morreu.  

No ano passado Hospital Badim, também no Rio de Janeiro, pegou fogo, o que resultou em 19 pessoas mortas, em sua maioria, idosos. O incêndio aconteceu no dia 12 de setembro de 2019 e começou com um curto-circuito no gerador, que ficava no subsolo da unidade.  

A fumaça se espalhou rápido nos andares superiores do centro médico e os pacientes  internados tiveram de ser retirados às pressas do local. (Com Estadão Conteúdo)

SOLIDARIEDADE

Asilo promove bazar com centenas de itens a preço único de R$ 10

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local

31/07/2026 12h00

Dia 8 de agosto é a oportunidade de comprar roupa bonita, barata e ainda ser solidário

Dia 8 de agosto é a oportunidade de comprar roupa bonita, barata e ainda ser solidário Divulgação/Asilo São João Bosco

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Asilo São João Bosco promove o bazar “Saldão do Bem”, em 8 de agosto de 2026 (sábado), das 8h às 17h, na avenida José Nogueira Vieira, número 1900, bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local. O preço único é de R$ 10. As peças são oriundas de doações da comunidade e estão em excelente estado de conservação.

Portanto, dá para adquirir itens lindos e ainda ser solidário ao mesmo tempo.

O valor da arrecadação será destinado integralmente a despesas da instituição, como água, luz, alimentação, medicamentos, fraldas, produtos de higiene e outros cuidados com os idosos.

O evento também pretende incentivar a população a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo asilo, que atua no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social, há décadas, em Campo Grande.

COMO AJUDAR?

A população pode colaborar por meio de:

  • Comprando no bazar
  • Doações financeiras (pix: [email protected])
  • Destinação de parte do Imposto de Renda
  • Doação por meio da conta de energia elétrica
  • Doações de alimentos
  • Doações de produtos de higiene
  • Doações de medicamentos
  • Doações de fraldas geriátricas
  • Doações de materiais de limpeza
  • Doações de frutas
  • Trabalho voluntário
  • Visitas aos moradores

ASILO SÃO JOÃO BOSCO

Asilo São João Bosco foi fundado em 23 de outubro de 1923 em Campo Grande (MS).

É uma instituição filantrópica de longa permanência para idosos em situação de vulnerabilidade social, que não possuem condições de permanecer com a família ou com vínculos familiares fragilizados.

Atualmente abriga mais de 90 idosos, que precisam de cuidados contínuos. No total, mais de 1.500 idosos já foram acolhidos na instituição.

Oferece atendimento 24 horas, acolhimento integral, assistência médica, psicológica, fisioterapia, nutrição, enfermagem, fonoaudiologia, atividades recreativas, atividades lúdicas, atividades sociais, acompanhamento pedagógico e apoio espiritual.

A missão é promover, resgatar, restaurar e defender a dignidade da pessoa idosa, oferecendo atendimento integral nas dimensões biológica, psicológica, social e espiritual.

O asilo recebe eventualmente repasse financeiros da Prefeitura de Campo Grande e Governo de Mato Grosso do Sul.

Atualmente, 44% dos recursos financeiros são oriundos do Poder Público e os outros 56% dependem da solidariedade da população.

PROIBIÇÃO TEMPORÁRIA

Para evitar incêndio florestal, MS suspende queima controlada

Nota técnica aponta a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) em intensidade forte a muito forte, favorecendo a ocorrência de queimadas

31/07/2026 11h45

Queima controlada está proibida em Mato Grosso do Sul

Queima controlada está proibida em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Imasul

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Em publicação no Diário Oficial do Estado (DOE), desta sexta-feira (31), o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc),  suspendeu a prática e queima controlada, no período entre 1º de agosto e 30 de novembro de 2026. Nas áreas do Pantanal, a suspensão permanece em vigor até 31 de dezembro.

A medida foi adotada em razão das condições climáticas previstas para os próximos meses, que aumentam o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais. A resolução considera, entre outros fatores, a Nota Técnica do Cemtec/Semadesc que aponta a possibilidade de atuação do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) em intensidade forte a muito forte, favorecendo a ocorrência de queimadas.

Durante a suspensão, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) deixará de conceder novas autorizações para queima controlada, inclusive nos processos já protocolados. Com isso, o prazo de vigência das autorizações ambientais existentes ficará interrompido e voltará a ser contado após o término do período.

A resolução foi assinada pelo secretário da Semadesc, Arthur Henrique Falcette, e pelo diretor presidente do Imasul, André Borges de Barros.

Exceções

A resolução prevê exceções para situações específicas, desde que observadas as autorizações e normas aplicáveis. Entre elas estão:

  • ações de capacitação promovidas por instituições integrantes do Comitê Interinstitucional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais;
  • queima de palhada resultante da colheita mecanizada de sementes;
  • atividades previstas em Planos de Manejo Integrado do Fogo aprovados pelo Imasul,
  • pesquisas científicas autorizadas;
  • queimas autorizadas por órgão federal competente;
  • e práticas tradicionais de povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais, conforme previsto na legislação.

Os períodos de suspensão poderão ser antecipados, prorrogados ou alterados caso novas notas técnicas indiquem mudanças nas condições meteorológicas e ambientais.

Caso haja o descumprimento da resolução, o responsável está sujeito às penalidades previstas na legislação ambiental vigente, sem prejuízo da adoção de outras medidas administrativas e judiciais cabíveis.

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