Cidades

Campo Grande

Igreja da "cura gay" devolve terreno milionário a empresa de telefonia

Comunidade evangélica não conseguiu levantar R$ 13,5 milhões e entregou área vizinha à Aliançados Arena, antiga casa de shows que virou templo da igreja

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A Comunidade Cristã Aliançados, de Campo Grande, a mesma igreja que há quase cinco anos foi alvo de investigação por promover cursos para “cura gay”, está novamente envolvida em uma polêmica que poderá comprometer seus planos, especialmente no mercado imobiliário.

A igreja evangélica devolveu o terreno que pretendia comprar da empresa telefônica Tim S.A., ao lado da Aliançados Arena, onde funciona sua sede, devido à dificuldade em honrar o contrato de compra da área por R$ 13,5 milhões. 

No Judiciário, está em andamento o imbróglio envolvendo a compra da área de 7,5 mil m² na Avenida Mato Grosso, ao lado da arena que aluga e próxima à seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS).

Entenda o processo

Após ingressar com uma “ação de rescisão de contrato cumulada com a devolução do valor pago” contra a Tim, a igreja obteve uma decisão favorável do juiz Thiago Nagasawa Tanaka, que concedeu uma liminar impedindo a Tim de continuar cobrando a igreja pela compra do terreno. O terreno, vale ressaltar, já estava em posse da comunidade cristã.

Na Justiça, a Comunidade Cristã Aliançados pede a devolução dos R$ 4 milhões já pagos pelo imóvel, além, claro, da rescisão do contrato sem que reste qualquer ônus a ela. 

Na época da propositura da ação, a igreja ainda devia à empresa telefônica duas parcelas de R$ 1 milhão e um pagamento de R$ 6,5 milhões.

No processo, o pastor Denilson Cordeiro da Fonseca, representante da igreja, alega que não conseguiu obter financiamento bancário para honrar o contrato porque o imóvel não estava livre e desembaraçado, algo que, segundo consta no processo, que não havia sido informado pela proprietária. Havia edificações no local, o que dificultou a liberação do crédito.

Curiosamente, o imóvel é uma grande área aberta, com apenas uma pequena construção e um galpão inacabado, ao lado da Aliançados Arena, espaço utilizado atualmente para cultos high-tech da igreja evangélica, ministrados pelo pastor Denilson.

O maior temor na Comunidade Cristã é a cláusula 5.1.2. do contrato de compra e venda do imóvel. Essa cláusula determina que, se a rescisão ocorrer por culpa da compradora, ela incorrerá em uma multa equivalente a 30% do preço, que seria retida pela vendedora em uma eventual devolução do imóvel.

Se a compradora não tiver saldo para pagar o terreno, como parece ser o caso, a vendedora não precisaria reembolsar nenhum outro valor pago até agora pela igreja.

Devolução do Terreno

No último dia 13, a Comunidade Cristã Aliançados devolveu a posse do imóvel à Tim. O fato já foi informado ao magistrado, que marcou uma audiência de conciliação para o próximo mês.

Histórico da Arena

O Diamond Hall foi planejado e inaugurado na década passada com a intenção de ser a maior casa de shows de Campo Grande. Até 2017, cumpriu esse papel, recebendo artistas consagrados nacional e internacionalmente.

Após a pandemia de Covid-19, a administração do espaço perdeu força, e o que era uma casa de shows transformou-se na igreja evangélica Aliançados Arena. A igreja é conhecida pela modernidade de seus equipamentos de som e vídeo, incluindo telões gigantes de alta definição em 4K.

Polêmica da Cura Gay

O episódio da cura gay ganhou notoriedade em 2019, quando um denunciante procurou o Ministério Público para informar sobre a ação enganosa do pastor, acusando-o de “usar discriminação contra LGBT, pregando a ‘cura gay’ mediante pagamento, contrariando a OMS que retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças, bem como o Código de Ética da Psicologia, que proíbe esses profissionais de induzir convicções de orientação sexual nos pacientes”, conforme a denúncia à época.

A “cura gay” era um curso chamado “Escola de Cura”, que promovia uma internação de três dias e garantia que os participantes alcançariam o objetivo desejado.

O curso era dividido em três módulos e custava R$ 970 por participante. A investigação no Ministério Público de MS acabou sendo arquivada.

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barbárie

Briga de trânsito após carreata política acaba em morte em MS

Adolescente de 16 anos teria feito uma séria de disparos depois de ver o pai sendo agredido depois da manifestação bolsonarista na região central de Bonito

25/10/2026 09h46

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu após ser atingido por três disparos sábado à noite em Bonito

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Atingido com pelo menos três disparos de revólver em meio a uma suposta briga de trânsito ao final de uma carreata bolsonarista na região central de Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, morreu na noite deste sábado (23) momentos depois de receber atendimento médico no hospital da cidade.

Um outro homem, identificado como Alex Machado Leite, também foi atingido e por conta da gravidade dos ferimentos teve de ser transferido para Campo Grande.  Conforme boletim de ocorrência da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 20 horas para atender uma briga generalizada nas imediações de um posto de combustíveis, na região central da cidade.

De acordo com as informações iniciais da Guarda Municipal e divulgadas pelo site Jardim Msnews, o caso teria ocorrido após o término da carreata, depois que uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizada, na qual vários pessoas participaram das agressões. 

Ao perceber que seu pai estava sendo espancado, um adolescente que teria 17 anos conseguiu pegar uma arma que estava no veículo do pai e fez uma série de disparos contra os supostos agressores. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e outro na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax. 

Depois de fazer os disparos, pai e filho teriam fugido em uma caminhonete e até o começo da manhã deste domingo eles não haviam sido localizados. Segundo boletim de ocorrência da Polícia Civil, o pai foi identificado como Márcio Cossari, de 47 anos. 

Embora não haja indícios de que tenha sido uma confusão com motivações políticas, nas redes sociais o caso descambou imediatamente para este lado.

“O povo mais feliz do mundo, se tornou em um povo agressivo e intolerante consumindo e reproduzindo discursos de ódio propagados pela extrema direita. Qual país você quer para os seus filhos?? Um país com armas entrando nas escolas, nas festas, na cintura do vizinho que vive irritado?? Escolham o lado do diálogo, dos livros, da ciência, do desenvolvimento pessoal através da educação e do trabalho. Ignorem quem promete melhorias atacando e difamando as minorias. Nós brasileiros queremos paz, amor e dignidade para todos”, escreveu internauta.

“O bolsonarismo é o suprassumo da violência e da intolerância. Armados e perigosos”, escreveu outro.

“Não foi durante a carreata, foi uma briga de trânsito após a carreata que terminou horas antes! A polícia já apresentou o BO, o menor que efetuou os disparos, foi buscar a arma após a primeira discussão, retornado ao local, iniciando nova discussão , briga e disparos. Que o pai seja responsabilizado como regem as Leis, e seu filho infelizmente terá apenas medidas “socioeducativas” , pois os mesmos que estão aqui esbravejando indignação, foram a mesma esquerda que votou contra a redução da maioridade penal, e deixarão mais esse criminoso impune! Quanto as “armas”, se houvesse uma única pessoa com direito ao porte legal, o “lírio do campo” que daqui a alguns meses estará solto ao completar 18 anos, talvez não teria essa chance não é mesmo?”, opinou outro internauta.

DEMOCRACIA

Apenas 5 urnas apresentam defeito no início da votação em MS

Em todo o Estado são pouco mais de 7,1 mil urnas eletrônicas e somente uma teve de ser substituída no início da votação do segundo turno

25/10/2026 08h48

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS Marcelo Victor

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Apenas cinco das 7,1 mil urnas eletrônicas instaladas para o início da votação em Mato Grosso do Sul apresentaram problemas logo no começo da votação, segundo boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relativo à contabilização feita até  08:00 horas.Porém, somente uma foi substituída. Nas demais foram feitos ajustes e a votação teve início com alguns minutos de atraso.

No primeiro turno, marcado pelas fortes chuvas, dez urnas eletrônicas apresentaram algum tipo de defeito logo no começo da votação.

Em todo o Estado são 6.990 seções, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, e a única urna que teve de ser trocada foi em Ivinhema. O teclado apresentou defeito e o equipamento foi substituído. No município de Camapuã, dois equipamentos não funcionaram. Em um deles foi feito ajuste na mídia e no outro, e reinicialização acabou resolvendo o problema.

Situação parecida aconteceu com uma urna em Nioaque e outra em Aparecida do Taboado. Em todo o Estado são em torno de 1,8 mil servidores do TRE que estão organizado a eleição. Além destes, porém, existem 27.960 mesários que desde a madrugada estão a postos para receber os eleitores. 

Apesar de haver previsão de chuva, nas primeiras horas da manhã ela não chegou a Campo Grande, onde foram criados 237 locais de votação  e instaladas 2.242 urnas. Na Capital estão cadastrados 640.453 eleitores, segundo o TRE.

Em todo o Estado, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar neste domingo (4), segundo o TRE. Em Campo Grande, onde está concentrado o maior eleitorado do, são 640.427 pessoas cadastradas.

No estado são em torno 860 urnas prontas para eventuais problemas. Todas elas passaram pelos procedimentos de preparação, carga e lacração e foram distribuídas aos locais de votação conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 7.272 seções. Os locais foram organizados com identificação das salas, sinalização e estrutura para receber os eleitores.
 

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