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MEIO AMBIENTE

Imasul ganha mais 180 dias para definir limite de prédios no entorno do Prosa

Estudos vão estabelecer a altura máxima das edificações em parte da zona de amortecimento

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) terá mais 180 dias para concluir os estudos que vão definir a altura máxima permitida para edificações no Setor 1 da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande.

A prorrogação foi oficializada pela Portaria Imasul nº 1.762, publicada nesta quarta-feira (30) no Diário Oficial do Estado. O prazo adicional começa a ser contado a partir do encerramento dos 180 dias originalmente estabelecidos pelo Decreto Estadual nº 16.757, de 31 de março deste ano.

Na prática, a decisão adia por mais seis meses a definição das regras de altura para novas construções em uma parcela da área protegida no entorno do parque, justamente em uma região que vem sendo alvo de expansão imobiliária nos últimos anos.

Ao justificar a prorrogação, o Imasul cita a “complexidade técnica, ambiental e urbanística” dos estudos necessários e afirma que ainda precisam ser consolidados dados hidrogeológicos, aspectos relacionados à paisagem e informações sobre corredores utilizados pela avifauna e por outros animais silvestres.

A portaria também revela que estão em andamento tratativas para a contratação de serviço técnico especializado para a elaboração do estudo. Segundo o instituto, a extensão do prazo busca garantir “higidez, completude e segurança técnica” às diretrizes que serão estabelecidas para o Setor 1.

Regras em março

A Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Prosa foi regulamentada pelo governo estadual no fim de março, depois de anos de discussões sobre a ocupação urbana nas proximidades da unidade de conservação.

Como mostrou o Correio do Estado na época, o Decreto nº 16.757 estabeleceu uma área de aproximadamente 904,5 hectares, dos quais cerca de 135 hectares correspondem ao próprio Parque Estadual do Prosa e outros 769,5 hectares integram seu entorno protegido.

A regulamentação dividiu a zona de amortecimento em três setores e criou regras distintas para cada um deles.

O Setor 1, objeto dos estudos que agora tiveram o prazo prorrogado, é o maior dos três, com aproximadamente 472,3 hectares, abrangendo o anel mais periférico da zona de amortecimento e áreas localizadas nas porções Noroeste, Norte, Nordeste, Leste, Sudeste, Sul e Sudoeste.

Quando o decreto foi publicado, não foi fixado imediatamente um limite geral de altura para as edificações desse setor. Em vez disso, o artigo 30 determinou que o Imasul realizasse estudos técnicos para estabelecer a altura máxima das construções, inicialmente no prazo de 180 dias.

O próprio decreto, porém, já previa a possibilidade de uma única prorrogação por igual período, mediante portaria do diretor-presidente do instituto. 

Em outras partes da zona de amortecimento, o decreto já estabeleceu limites objetivos para as construções.

No Setor 3, que reúne aproximadamente 56,6 hectares em áreas adjacentes ao parque, empreendimentos multirresidenciais estão sujeitos à altura máxima de 15 metros, além de recuo mínimo de 20 metros destinado às pistas de desaceleração e aceleração.

A Avenida Poeta Manoel de Barros também recebeu tratamento específico e é considerada área especial de proteção independentemente do setor que atravesse. Para edificações situadas a até 30 metros da avenida, a altura máxima prevista é de 12 metros.

Já no Setor 1, a definição dependerá justamente do relatório técnico que o Imasul ainda está elaborando.

A discussão sobre a verticalização no entorno do Prosa ganhou força diante do avanço de empreendimentos imobiliários na região do Parque dos Poderes e de seu entorno. Entre os impactos considerados pelo Estado na elaboração das normas estão aumento do tráfego, atropelamentos de animais, ruídos, interferências nas rotas de aves, processos erosivos e possíveis impactos sobre nascentes.

Além das regras relacionadas à altura das construções, o decreto de março estabeleceu uma série de exigências ambientais para empreendimentos inseridos na zona de amortecimento.

Entre elas estão restrições à supressão de vegetação, medidas para proteção da fauna, controle da poluição sonora e manutenção de áreas permeáveis.

Também foram proibidos revestimentos de fachadas com acabamento espelhado ou altamente refletivo, medida destinada a reduzir o risco de colisões de aves. O decreto ainda impede intervenções em subsolo que provoquem rebaixamento permanente do lençol freático e o bombeamento permanente dessas águas.

A regulamentação ocorreu após uma série de discussões envolvendo o governo estadual, a Prefeitura de Campo Grande e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre a ocupação do entorno do parque.

amparo

Operação do MPMS fecha escola de educação infantil em Nova Andradina

Denúncias apontaram que crianças sofriam maus-tratos e até agressões na escola privada. Proprietária foi alvo de mandado de busca

30/09/2026 09h57

Escolinha de educação infantil alvo da operação do MPMS funcionava em uma residência na cidade de Nova Andradina

Escolinha de educação infantil alvo da operação do MPMS funcionava em uma residência na cidade de Nova Andradina

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Uma ação da Polícia Civil, com apoio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e Polícia Militar, cumpriu mandados de busca e apreensão no Espaço Tia Lú e em outros dois endereços, na manhã desta quarta-feira (30), em Nova Andradina. A suspeita, segundo nota do MPMS, é de que crianças tenham sofrido maus-tratos no local.

Conforme publicação do Jornal da Nova, as buscas também ocorreram na residência da proprietária do estabelecimento e na casa de uma funcionária. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam dispositivos eletrônicos, fichas de crianças e outros materiais que deverão ser analisados no decorrer da investigação.

A diligência no Espaço Tia Lú foi acompanhada pela proprietária e por seu advogado. Na semana passada, o estabelecimento passou por perícia e pessoas ligadas ao caso já t eriam sido ouvidas.

O Espaço Pedagógico Tia Lú, estabelecimento particular de Nova Andradina, suspendeu temporariamente as atividades após a divulgação de denúncias de supostos maus-tratos contra crianças e questionamentos sobre as condições de atendimento.

Imagens encaminhadas à imprensa mostram crianças deitadas sobre placas de EVA no chão, inclusive durante períodos de descanso, além de pisos, paredes, berços e outras estruturas com sinais de desgaste.

Há também registros de utensílios infantis próximos a produtos de limpeza. Relatos divulgados nas redes sociais mencionam supostas agressões e outras condutas inadequadas contra crianças. Também foram levantados questionamentos sobre higiene, condições das instalações e possíveis pendências trabalhistas envolvendo ex-funcionárias.

As acusações permanecem sob investigação e ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis. Na sexta-feira (18), equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar estiveram no estabelecimento para averiguar as denúncias. Posteriormente, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

Em nota divulgada anteriormente, o Espaço Tia Lú afirmou ter interesse no “integral esclarecimento dos fatos” e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A instituição também informou que decidiu suspender temporariamente suas atividades enquanto são adotadas as providências necessárias para esclarecer o caso.

Em nota, o MPMS informou que nesta quarta-feira desencadeou a Operação Amparo, destinada a apurar possíveis maus-tratos praticados contra crianças em um estabelecimento de educação infantil no município de Nova Andradina.

Ainda de acordo com o MPMS, durante a operação, foi dado cumprimento a mandados judiciais de busca e apreensão. Também foi determinada a suspensão judicial das atividades do estabelecimento, como medida de proteção às crianças.

As determinações foram expedidas, a pedido do Ministério Público e da Delegacia Civil, pela Vara Criminal e pela Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Nova Andradina.

(Informações do Jornal da Nova e do MPMS)
 

CAMPO GRANDE

Idoso morre em acidente entre moto e picape na Avenida Gury Marques

Devido ao forte impacto da batida, o motociclista faleceu ainda no local

30/09/2026 09h45

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian Reprodução

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Um acidente de trânsito vitimou um idoso, de 67 anos, identificado como Edson Moreira Salles, na manhã desta quarta-feira (30). A vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu contra a lateral de uma picape modelo Volkswagen Saveiro, a qual estava uma mulher, de 36 anos.

A colisão foi no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian, entrada do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. Edson trafegava pela avenida quando atingiu a lateral do carro conduzido pela mulher, que estava na Rua José Pedrossian.

O homem pilotava uma moto modelo Yamaha Fazer e, devido ao impacto da batida, morreu no local. Segundo informações preliminares, o condutor não possuía habilitação.

Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o motociclista seguia pela preferencial da Avenida Gury Marques quando o carro, vindo da estrada de terra, desrespeitou a sinalização de parada obrigatória, cruzou a pista e foi atingido pela moto.

Equipes do Batalhão de Trânsito, Polícia Civil e Perícia estiveram no local. A motorista da picape foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.

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