Cidades

greve

Impasse sobre plano de saúde trava acordo e agências da Caixa seguem fechadas em MS

Greve começou no dia 10 de setembro e permanece por tempo indeterminado; nova rodada de negociação está prevista para esta quarta

Continue lendo...

Funcionários da Caixa Econômica Federal seguem em greve pelo sexto dia, com todas as agências de Mato Grosso do Sul fechadas, assim como ocorre a nível nacional. As negociações não resultaram em acordo devido a um impasse relacionado ao plano de saúde.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Maria Rodrigues, explicou que a reivindicação da categoria era de reajuste salarial pela inflação, mais 5% de ganho real, além do plano de saúde no esquema 70/30, em que o banco paga 70% e os trabalhadores arcam com o restante.

A contraproposta da Caixa foi de reajuste no índice da inflação, mais 0,6%.

Segundo Neide, o reajuste por si só não é um problema para os bancários, mas a falta de proposta com relação ao plano de saúde travou a negociação, com a contraproposta rejeita na última sexta-feira (11).

A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

"O que pega é o plano de saúde, queremos manutenção e não diferenciação para aposentados e diferenciação de idade", disse, explicando que os valores aumentam conforme a idade dos beneficiários.

Neide disse ainda que os bancários do Banco do Brasil aceitaram a proposta de reajuste, permanecendo apenas os da Caixa em negociação, que deve ser retomada nesta quarta-feira (16).

"O Banco do Brasil, a rede privada, já aceitaram o acordo, já fizeram a assinatura do acordo coletivo e estão ok, até porque não há a discussão do plano de saúde, diferente do acordo da Caixa", explicou.

Até então, sem acordo, a greve segue por tempo indeterminado. A paralisação teve início na última quinta-feira (10).

"Esperamos que amanhã tenha uma negociação que contemple os anseios da categoria, que é principalmente o plano de saúde", concluiu a presidente do sindicato.

Judicialização

Na sexta-feira, antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

três shows

João Bosco e Vinícius faturam R$ 600 mil de Governo do MS

Após embolsarem R$ 2,4 milhões do Estado no ano passado, os cantores somam três apresentações pagas pelos cofres públicos neste ano

03/11/2026 14h50

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Continue Lendo...

A dupla João Bosco & Vinícius, que iniciou a carreira no interior de Mato Grosso do Sul, em Coxim, recebeu até o momento do Governo do Estado o valor de R$ 600 mil durante o ano, dividido em três shows. Com mais de 30 anos de carreira, os cantores sertanejos retornam ao Estado ainda neste mês.

Divulgada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (03), a contratação dos donos dos sucessos 'Chora, me liga', 'Deixaria Tudo' e 'Amiga Linda' é a terceira no ano em Mato Grosso do Sul que aparece entre os registros do DOE.

Desta vez, a apresentação será em Paranhos, município com pouco mais de 12 mil habitantes, segundo o censo de 2022, e acontecerá em comemoração do 39º aniversário de Emancipação Política-Administrativa da cidade. O valor da contratação é de R$ 200 mil, mesmo valor para os outros dois shows realizados em abril e junho de 2026.

Em abril, o Governo destinou R$ 200 mil dos cofres públicos para a contratação da dupla em comemoração ao aniversário de Naviraí, conforme está no documento. Curiosamente, a cidade costuma comemorar em novembro, com festividades e até feriado no dia 11 pela emancipação político-administrativa, no entanto, em abril ocorreu a 30ª ExpoNavi, da qual a dupla fez parte das atrações do evento.

O segundo show do ano aconteceu em Dourados, em junho, na 47ª Festa Junina do município, também pelo mesmo valor. Ambas as contratações foram dentro do Projeto 'Ações Culturais para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul', e com duração de 1h30min.

Durante o ano passado, a dupla chegou a embolsar mais de R$ 2,42 milhão, com onze shows pelo Estado. Foram sete shows em comemoração a aniversários de cidades e emancipação política, e outros quatro para eventos públicos/privados que tiveram apoio do Governo.

Em março de 2025, o valor do show de João Bosco e Vinícius, com duração de 1h30min, era de R$ 180 mil, pago pelos cofres públicos em comemoração aos 81 anos de Emancipação Política de Ribas do Rio Pardo. Em abril, os cantores foram contratados pelo mesmo valor para os aniversários de Laguna Carapã, Coxim e Inocência e para a 26ª Expoad, em Deodápolis.

O valor manteve-se em maio e foi contratado para o 60º aniversário de Emancipação Política de Rio Negro e para o aniversário da cidade de Bodoquena.

Em junho e julho, o Estado patrocinou a vinda da dupla para o evento público-privado 'Brasileirão do Laço Comprido', em Campo Grande, e para a 23ª Feira Ecológica, Cultural, Indígena e Rural (FECIR), em Miranda, respectivamente.

Até então, a dupla embolsava R$ 580 mil, bancados pelos cofres públicos. Em agosto, o valor da apresentação subiu para R$ 200 mil, sendo contratada para outras duas vezes, para o aniversário de Aquidauana e para a 32ª edição da Expoac, no município de Caarapó.

De 2026 para 2025, o governo de Mato Grosso do Sul "economizou" cerca de R$ 1,8 milhão ao diminuir os números de contratações da dupla.

Todos os contratos, de ambos os anos, são financiados pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e contratados sem licitação, por meio de recursos públicos.

rotina jurídica

Defensoria Pública de MS contrata empresa por R$ 1,4 milhão para implementar Inteligência Artificial

O valor é de R$ 1,4 milhão e o objetivo é agilizar o fluxo de trabalho

03/11/2026 14h41

Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul

Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPGE/MS) fechou um contrato de R$ 1,41 milhão para adotar Inteligência Artificial na rotina jurídica do órgão.

A contratada é a empresa Justice AI LTDA, que vai fornecer uma plataforma voltada à elaboração automatizada de documentos e à integração com os sistemas processuais da instituição.

Conforme divulgado no Diário Oficial do Estado, desta terça-feira (3), a contratação tem como objetivo agilizar o fluxo de trabalho e andamento dos processos, automatizando a criação de petições e peças jurídicas.

Pelo valor global de R$ 1.417.920,00, a empresa disponibilizará o programa jAI/MinutaIA, banco de dados exclusivo e isolado para a Defensoria, suporte técnico, atualizações contínuas e treinamento para os servidores e defensores.

O contrato tem duração inicial de 12 meses, valendo a partir da assinatura das partes.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).