Cidades

MATO GROSSO DO SUL

"Vamos atingir a imunidade coletiva na noite de hoje", diz Geraldo Resende

Secretário de Saúde se emocionou ao anunciar que o Estado deve ultrapassar 70% de vacinados com duas doses

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Mato Grosso do Sul deve alcançar a imunidade coletiva nesta sexta-feira (17), segundo o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

A imunidade coletiva é atingida quando 70% da população completa o esquema vacinal, com duas doses ou dose única de qualquer imunizante.

Resende chorou ao anunciar a marca, que segundo ele é um "marco histórico".

"Hoje nós vamos atingir a imunidade coletiva, na noite de hoje, com certeza vamos ultrapassar os 70% de imunizados com as duas doses ou dose única, e mais de 95% com uma dose de vacina", disse.

Entre lágrimas, o secretário justificou a emoção: "Me emociono porque eu luto pela vida".

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Resende destacou que a vacinação está avançada em Mato Grosso do Sul, já tendo sido aberta vacinação para pessoas a partir de 12 anos e aplicação de terceira dose em idosos.

Ele afirma que, com os públicos já imunizados com a primeira dose, o foco é a dose de reforço.

"Como já estamos acelerados, nós queremos inclusive avançar o processo de imunização nos adolescentes e fazer um apelo aos idosos a partir de 60 anos, precisamos avançar nos idosos com a dose de reforço", disse.

Contrariando orientação do Ministério da Saúde, que recomenda que a terceira dose seja aplicada seis meses após a aplicação da segunda, o governo de Mato Grosso do Sul baixou esse intervalo para quatro meses.

Para o secretário, o motivo é que há indicativos de aumento de mortes em idosos a partir de 60 anos.

"Nós aqui no Mato Grosso do Sul, pelo quadro epidemiológico, que está morrendo idosos a partir de 60 anos, mesmo que em quantidade menor, mas toda morte a gente tem que nos preocupar, nós haveremos de fazer o intervalo após 4 meses após a segunda dose", explicou.

Quando aos adolescentes, a vacinação também segue, mesmo com recomendação contrária do Ministério, que suspendeu a imunização de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades.

"Vai continuar. [A suspensão] não encontra respaldo em nenhuma sociedade, seja brasileira de Pediatria, Infectologia, de imunizações, de alguma área da saúde que tem como escopo o enfrentamento de doenças não só virais, as infecciosas, não existe ninguém que está acreditando nessa medida", disse.

Resende acrescentou que mais de 60% dos adolescentes do Estado já foram vacinados com uma dose e não foi registrado nenhum efeito adverso ou reações graves.

Para o público em geral que ainda não tomou nenhuma dose de vacina, o secretário fez um apelo, para que "se sensibilizem e tomem a vacina", para o Estado sair da pandemia.

Imunidade coletiva

A chamada imunidade coletiva é o termo usado para definir o cálculo que determina o percentual da população que deve estar protegida para frear o contágio por um vírus ou bactéria, interrompendo a cadeia de transmissão.

A infectologista Mariana Croda explicou anteriormente ao Correio do Estado que alguns estudos dizem que, para atingir a imunidade coletiva, é necessário que 70% da população tenha tomado a vacina, mas que isso depende das variantes.

Ou seja, a variante mais transmissível precisa de mais pessoas vacinadas.

O percentual varia de 70% a 90%.

Mato Grosso do Sul é o primeiro estado do país no ranking de aplicação da primeira dose e segunda dose, de acordo com dados do vacinômetro disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

frente fria

Chuvas derrubam temperaturas em MS e anunciam a chegada do frio

Frente fria chegou ao Estado e promete mínimas próximas a 4ºC até segunda-feira

08/05/2026 17h00

Chuva veio acompanhada de raios e rajadas de ventos, derrubando a sensação térmica

Chuva veio acompanhada de raios e rajadas de ventos, derrubando a sensação térmica FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Aguardada há semanas, as chuvas anunciam a chegada da frente fria na tarde desta sexta-feira (8) a Mato Grosso do Sul. Especialmente no centro-sul do Estado, já foram registrados acumulados superiores a 40 milímetros apenas nesta tarde. 

A queda nas temperaturas já é sentida desde o início da semana na parte da noite, mesmo com o calor durante o dia. A previsão indicava a diminuição das mínimas a partir de sábado (9), mas com as chuvas, a temperatura já caiu em vários municípios. 

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, em Aral Moreira, região sul do Estado, as temperaturas chegaram a 13,3ºC, resultado de 36 milímetros de chuva e rajadas de ventos de 51 km/h. Ainda no sul, houve registro de nevoeiro em Ponta Porã e temperatura de 13,7ºC.

Em Amambai, já choveu 44 milímetros nesta tarde e foram registrados ventos de 82,2 km/h, derrubando a temperatura para 14,5ºC. 

Em Bonito, foram registrados 41,8 milímetros de chuva e enxurradas no município. A temperatura registrada foi de 16,8ºC.

Na Capital, foram 8 milímetros de chuva nos quatro cantos da cidade e a temperatura caiu de 27ºC para 19ºC. 

Choveu bastante também em Mundo Novo (47 mm), Iguatemi (38 mm), Ponta Porã (22 mm) e Bela Vista (15,4 mm). 

"Há alerta para queda de temperaturas durante a noite e a madrugada deve ser mais fria. Amanhã cedo, é esperado nevoeiro em várias regiões", afirmou Natálio. 

Fim de semana

No sábado (9), o frio ganha força e transforma completamente o cenário climático no Estado. Nas regiões do pantanal, sudoeste, sul e cone-sul, as máximas não ultrapassam os 20ºC. Em Campo Grande, a mínima chega a 10ºC e a máxima fica em 23ºC. 

Já no domingo de Dia das Mães (10), a temperatura cai ainda mais, favorecendo grandes volumes de chuva e ocorrência de tempestades isoladas, especialmente durante a madrugada e o início da manhã. 

A máxima em todo o Estado varia entre 15ºC na região sul e do bolsão e 20ºC em Coxim. Na região sul, a mínima chega a 6ºC, especialmente na fronteira. Em Campo Grande, a mínima prevista é de 9ºC e a máxima, 15ºC. 

Na segunda-feira (11), a chuva para e se espera tempo firme, com sol e poucas nuvens em grande parte do Estado. 

Mas o sol não será o suficiente para espantar o frio. Ao longo do dia, são esperadas as menores temperaturas da frente fria, com valores entre 4ºC e 8ºC, especialmente nas regiões sul e sudeste. 

A combinação entre umidade e a queda brusca de temperaturas pode favorecer a formação de nevoeiros ao amanhecer. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas ficam entre 8ºC e 13ºC. No Bolsão, Norte e Leste, as máximas podem chegar a 26ºC e mínimas entre 7ºC e 13ºC. 

Em Campo Grande, a semana começa com mínimas entre 9ºC e 12ºC e as máximas variam entre 15ºC e 20ºC ao longo do dia. 

Recomendações

Diante desse cenário, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) orienta a população a adotar alguns cuidados simples, mas importantes, para enfrentar o frio com mais conforto e segurança:

  • Manter-se bem agasalhado, principalmente no início da manhã e à noite;
  • Beber bastante água, mesmo com a sensação de menos sede;
  • Evitar banhos muito quentes, que podem ressecar a pele;
  • Continuar utilizando protetor solar, mesmo em dias nublados;
  • Evitar ambientes pouco ventilados;
  • Hidratar a pele com frequência;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Evitar exposição prolongada ao frio.

Com a combinação de chuva, temperaturas mais baixas e possibilidade de mudanças rápidas no tempo, a recomendação é acompanhar as atualizações da previsão e se preparar para um fim de semana mais gelado do que o habitual em Mato Grosso do Sul.

Chegada do Frio

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio

Agência reforça medidas preventivas para evitar mortes de animais durante períodos de frio intenso em Mato Grosso do Sul

08/05/2026 16h56

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio

Iagro alerta para risco de hipotermia em rebanhos com frio Foto: Comunicação Semadesc

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Com a aproximação da primeira frente fria de 2026 e o início do período do ano marcado por quedas bruscas de temperatura, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (IAGRO) emitiu um alerta aos produtores rurais de Mato Grosso do Sul sobre os riscos de mortalidade de animais por hipotermia.

O comunicado foi divulgado por meio de nota técnica elaborada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

Segundo a agência, as mudanças climáticas bruscas e a ocorrência de frio intenso associado a chuvas e ventos fortes representam um dos principais desafios para os rebanhos mantidos a campo, especialmente os bovinos.

Em 2023 e 2024, a IAGRO recebeu diversas notificações de mortes de animais relacionadas à hipotermia em diferentes regiões do Estado. Já em 2025, conforme os dados oficiais, não houve registros desse tipo de ocorrência.

Fatores que aumentam os riscos de mortalidade

De acordo com a nota técnica, diversos fatores influenciam diretamente na resistência dos animais às baixas temperaturas. Entre eles estão:

  •  Estado nutricional do rebanho;
  • Escore corporal;
  • Idade dos animais;
  • Raça;
  • Ausência de abrigo adequado. 

A Iagro destaca que animais debilitados, magros ou mais jovens são os mais suscetíveis aos efeitos do frio extremo. O risco aumenta ainda mais quando há combinação entre queda acentuada de temperatura, chuva constante e incidência de ventos frios por períodos prolongados.

Medidas preventivas recomendadas pela Iagro

Para minimizar os impactos das intempéries e evitar perdas no rebanho, a agência orienta que os produtores adotem medidas preventivas de manejo antes da chegada das frentes frias.

Entre as recomendações estão:

  • Abrigo e proteção dos animais
  • Recolher os animais em piquetes com capões de mata;
  • Utilizar barreiras naturais ou artificiais para reduzir a incidência de ventos frios;
  • Evitar manter o rebanho próximo a corpos d’água;
  • Abrigar animais debilitados ou mais sensíveis em áreas de fácil acesso para acompanhamento e manejo.

Reforço na alimentação

A Iagro também recomenda reforçar a alimentação dos animais durante os períodos de frio intenso, oferecendo suplementação com:

  • Forragens;
  • Volumosos;
  • Concentrados.

Segundo a agência, a medida ajuda a compensar a redução da disponibilidade de pastagens e auxilia na recuperação dos animais submetidos ao estresse fisiológico provocado pelas baixas temperaturas.

Comunicação obrigatória em casos de mortalidade

Outro ponto destacado pela Iagro é a necessidade de comunicação imediata ao órgão em situações de mortalidade acima dos índices considerados normais.

Nesses casos, o Serviço Veterinário Oficial (SVO) deverá realizar inspeção veterinária para verificar as causas da morte e efetuar a baixa oficial do estoque animal.

Quando a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular para regularização junto ao órgão estadual.

Remoção rápida das carcaças evita doenças

A nota técnica também alerta para os riscos sanitários causados pela permanência de carcaças nos pastos. Segundo a agência, a remoção rápida dos animais mortos é fundamental para evitar problemas como:

  • Botulismo;
  • Contaminações ambientais;
  • Outras enfermidades relacionadas à putrefação.

A orientação é que os produtores realizem o descarte adequado o mais rapidamente possível para preservar a saúde dos rebanhos e evitar novos focos de doenças.

Canais de atendimento

A Iagro disponibilizou canais oficiais para orientações e notificações de ocorrências envolvendo mortalidade animal:

WhatsApp: (67) 99961-9205

E-mail: [email protected]

Plataforma: e-Sisbravet

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

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