Cidades

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Índia será o 1º emergente a abrir vagas para bolsistas do Brasil

Índia será o 1º emergente a abrir vagas para bolsistas do Brasil

agência brasil

23/03/2012 - 03h00
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Brasil e Índia devem assinar um acordo de cooperação no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, que financia bolsas para estudantes brasileiros em instituições estrangeiras de ensino superior. A parceria será formalizada na visita que a presidente Dilma Rousseff fará à Índia, no dia 29 de março, para participar da quarta reunião dos chefes de Estado do Brics - bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Além da reunião do bloco, Dilma visitará a presidente da Índia, Pratibha Patil, e o primeiro-ministro, Manmohan Singh. "No caso da Índia, é a primeira vez que implementaremos o programa com um país em desenvolvimento - e um país do Brics. Já aprofundamos as discussões e já identificamos as instituições que deverão participar do programa, que estão nas cidades de Nova Delhi, Mumbai e Bangalore", informou a subsecretária-geral de Política do Itamaraty, embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.

Ainda não está definido o número de estudantes que devem participar do programa com a Índia, mas os bolsistas serão selecionados para estudar em centros de ensino voltados às áreas de ciência e tecnologia, engenharia genética, ciências e tecnologia aeroespacial.

Os dois países também devem assinar acordos nas áreas de meio ambiente, cultura, relações consulares, promoção da igualdade de gênero e tecnologia e inovação.

ENERGIA RENOVÁVEL

UEMS recebe R$ 5,2 milhões da Itaipu para projetos de energia solar

Recurso será aplicado em ações de geração fotovoltaica e integra programa de quase R$ 102 milhões que contempla instituições públicas

07/08/2026 09h00

Investimento da Itaipu prevê instalação de sistemas fotovoltaicos e melhorias na infraestrutura elétrica de instituições públicas de ensino

Investimento da Itaipu prevê instalação de sistemas fotovoltaicos e melhorias na infraestrutura elétrica de instituições públicas de ensino Divulgação

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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) contará com R$ 5,2 milhões para implantação de projetos de geração de energia voltaica. O recurso publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (7), faz parte de uma iniciativa da Itaipu Binacional voltada à ampliação do uso de fontes renováveis em instituições públicas de ensino superior e técnico do Paraná e de MS. 

O repasse à UEMS é de R$ 5.211.899,52, conforme o extrato do Instrumento de Repasse. O documento foi assinado no dia 31 de julho pela universidade e pela Caixa Econômica Federal, que atua como representante da Itaipu.

Conforme o instrumento, os recursos serão destinados à implementação das ações previstas no plano aprovado pela Itaipu para apoiar projetos de geração fotovoltaica em instituições públicas de ensino.

O investimento destiado à UEMS integra um programa mais amplo da Itaipu, que prevê aplicação de quase R$ 102 milhões em projetos de energia renovável em instituições dfe ensino dos dois estados.

Ao todo, 15 instituições foram contempladas pelo edital IPES/2025. Os projetos alcançam 91 campi universitários e técnicos e incluem, além da instalação de sistemas fotovoltaicos, modernização da infraestrutura elétrica e estruturação de laboratórios destinados à pesquisa na área de energia.

Do montante total previsto pelo programa, aproximadamente R$ 20 milhões serão destinados a projetos em oito municípios de Mato Grosso do Sul.

Entre as instituições do Estado contempladas estão a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que receberá R$ 10,6 milhões; a UEMS, com R$ 5,2 milhões; a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), com R$ 2 milhões; e o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), também com aproximadamente R$ 2 milhões.

O Paraná ficará com a maior parcela dos investimentos, aproximadamente R$ 82 milhões, distribuídos entre instituições localizadas em 39 municípios.

Considerando os dois estados, R$ 63,5 milhões serão destinados a universidades federais e outros R$ 38,5 milhões a instituições estaduais e uma universidade municipal.

Pesquisa e inovação

De acordo com o portal Canal Solar, a previsão é de instalação de aproximadamente 16,5 megawatts (MW) de potência em painéis fotovoltaicos. Segundo estimativa divulgada pela Itaipu, os módulos ocuparão, somados, uma área equivalente a cerca de oito campos de futebol.

Com a geração própria de energia, a expectativa é que as instituições beneficiadas reduzam conjuntamente suas despesas com eletricidade em aproximadamente R$ 10 milhões por ano.

A economia poderá liberar recursos dos orçamentos das universidades e institutos para outras áreas, entre elas assistência estudantil, expansão das atividades acadêmicas e desenvolvimento de pesquisas.

O programa também prevê investimentos na infraestrutura científica das instituições beneficiadas. Aproximadamente R$ 25,3 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos para 39 laboratórios universitários ligados ao setor energético.

A proposta é ampliar a capacidade de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em áreas relacionadas à energia renovável, transição energética, sustentabilidade e armazenamento de energia.

Com a assinatura dos planos de ação, as instituições contempladas ficam autorizadas a avançar nos procedimentos necessários para contratação dos serviços e implantação dos projetos.

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Engajamento

Violência extrema impulsionava grupos on-line de automutilação

Investigação sobre o suicídio de uma adolescente em Naviraí levou a polícia a descobrir essa rede

07/08/2026 07h50

Delegada Anne Trevisan, da DEPCA, falou sobre a investigação

Delegada Anne Trevisan, da DEPCA, falou sobre a investigação Marcelo Victor/Correio do Estado

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“Quanto mais violento é o grupo, melhor é o grupo, porque mais pessoas querem entrar naquela panela”, detalhou a delegada Anne Karine Sanches Trevisan Duarte, titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), sobre investigação de grupos on-line de automutilação que teriam obrigado uma adolescente de 13 anos a cometer suicídio em Naviraí neste mês.

Conforme Anne Trevisan, a investigação dessa organização começou no dia 22 de julho, quando a polícia tomou conhecimento que o suicídio de uma adolescente havia sido transmitido ao vivo por plataformas de comunicação.

“Durante a investigação, a gente verificou que não foi um suicídio, mas foi realmente um homicídio. Com isso, nós identificamos os alvos, os autores, ao todo cinco adolescentes e um adulto, em vários locais do País. Nós representamos pela prisão e apreensão deles e a busca domiciliar”, declarou a delegada.

A investigação resultou na Operação Lívia, deflagrada na terça-feira, que cumpriu mandados de busca a apreensão em seis locais distintos no Rio de Janeiro, no Ceará, em Minas Gerais, no Pará e em Mato Grosso do Sul contra jovens de 14 a 18 anos.

A polícia descobriu que adolescentes e um jovem de 18 anos faziam parte de grupo que utilizava diferentes plataformas para localizar as vítimas, conquistar sua confiança e exercer controle sobre elas. 

Entre as práticas identificadas estão desafios cada vez mais violentos, automutilação, humilhações, exposição degradante e outras formas de violência psicológica, que em casos extremos culminavam na indução ao suicídio.

“Nós podemos falar que existem escravos virtuais. Isso acontece principalmente com as meninas. Então, dentro dessa organização criminosa, eles têm aquelas pessoas que vão captando vítimas, fazem uma engenharia social. Os adolescentes, eles deixam, muitas vezes, suas redes sociais abertas, então, eles começam a procurar pela família, onde estudam e, diante de todas aquelas informações, se passam por outra pessoa”, explicou a delegada em coletiva de imprensa ontem. 

“É importante frisar que nenhuma rede social dessas pessoas condizia com a foto delas. Era sempre outra foto, outro tipo de pessoa, outro tipo de sexo. Então, é realmente para trazer o adolescente e a criança. Existem crianças vítimas também”, completou Anne Trevisan.

No dia da morte de Lívia, o grupo teria ficado cerca de duas horas pressionando a jovem até que ela decidisse cometer o suicídio, que teria sido um “castigo” por não ter cumprido uma tarefa passada pelos administradores do que eles chamavam de “panela”.

A jovem teria que fazer o que eles chamam de “luz”, que seria matar o próprio gato. Com a recusa dela de machucar o animal, os administradores e também expectadores, segundo a delegada, teriam pressionado a jovem a cometer suicídio.

“É como se eles estivessem jogando um videogame, tem que passar de fase. Então, assim, é uma frieza muito grande, é uma violência muito grande, é desconsiderar a vida humana de forma absurda. Eles têm satisfação com esse resultado. Várias pessoas assistindo e incentivando que praticassem a automutilação, em outros casos, a morte mesmo em si”, contou a delegada.

Anne Trevisan ainda afirmou que outros suicídios também são investigados por ligação com esses grupos, mas não quis detalhar o estado onde eles teriam acontecido.

Ainda conforme a delegada, o adolescente infrator de 14 anos apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi que determinou “todas as coordenadas” que a adolescentes que morreu em Naviraí devia seguir para se suicidar.

Durante o caso de MS, outro “evento”, como eles chamam esses episódios, era transmitido simultaneamente em outro estado.

* Saiba 

Os investigados e apreendidos na Operação Lívia devem responder pelos crimes de organização criminosa, homicídio qualificado e maus-tratos a animais.

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