Cidades

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Índice de gravidez na adolescência cai 27%

Índice de gravidez na adolescência cai 27%

diario do grande abc

06/01/2013 - 22h00
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O número de mães adolescentes até 20 anos diminuiu 27,5% no Grande ABC na última década. Os dados, comparados entre 2000 e 2011, foram divulgados ontem pela Secretaria Estadual da Saúde em parceria com a Fundação Seade.

Em 2000, das 44,6 mil crianças nascidas vivas, 17,1% eram de mães menores de 20 anos. Já em 2011, o número foi de 36,1 mil para 12,4% com idade inferior a 20 anos. O recuo de 27,5% é maior do que o registrado no Estado, quando de 1998 a 2011 a queda alcançada foi de 26,5%. O número é o menor em 13 anos.

Para a coordenadora do curso de Ciências Sociais da Universidade Metodista de São Paulo, Luci Praum, o levantamento é animador se as atuais condições da sociedade forem consideradas. "O indicador é animador e contraditório, uma vez que ainda acompanhamos comportamentos machistas na sociedade, inclusive entre adolescentes", observou.

Ainda segundo a socióloga, é preciso dar atenção contínua à causa com criação de campanhas de prevenção nas redes de Saúde. Luci associa a ausência de políticas públicas destinadas às adolescentes com o aumento da miséria. "Não é o causador, mas cria mecanismos de aprofundamento. Não se pode recuar. O problema social persiste."

Em todo o Estado, houve 86,4 mil adolescentes grávidas entre 15 e 19 anos em 2011 contra 143,4 mil em 1998.

O Estado mantém telefone para tirar dúvidas dos adolescentes sobre sexo seguro, anticoncepcionais e relacionamentos afetivos. Equipe formada por médicos, psicólogos e assistentes sociais atende jovens pelo telefone 3819-2022.

CENSO

Outra pesquisa foi divulgada em 2012 sobre índices de gravidez na adolescência. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que integram o Censo 2010, o recuo na maternidade precoce na região foi de 49% na década. As jovens mães inclusas no levantamento tinham entre 10 e 19 anos.

projeto de lei

Ministério Público imita TJMS e cria 354 novos cargos sem concurso público

Há ainda outros 100 cargos efetivos; Impacto financeiro com as novas vagas será de R$ 83,8 milhões anuais

03/08/2026 13h00

Ministério Público de Mato Grosso do Sul protocolou projeto de lei para criação de 454 novos cargos

Ministério Público de Mato Grosso do Sul protocolou projeto de lei para criação de 454 novos cargos Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) protocolou um projeto de lei que prevê a criação de 454 novos cargos no órgão, sendo 354 deles em comissão, sem a necessidade de concurso público. O projeto foi entregue à Assembleia Legislativa do Estado quatro meses após o governo sancionar proposta similar do Tribunal de Justiça, que criou 300 novos cargos comissionados no Judiciário em abril.

A matéria ainda passará por análise e votação dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa, que retorna do recesso parlamentar nesta terça-feira (4).  

De acordo com o projeto, os cargos a serem criados são para assessor jurídico adjunto e assessor de TI júnior, com remuneração base de R$ 4.562,75. 

 Além destes, o texto também prevê ampliação do quantativo de vagas efetivas e em comissão para outros cargos já existentes, cujo salário base varia de R$ 3,2 mil a R$ 20,7 mil, distribuídos da seguinte forma:

  • 100 cargos de Analista
  • 25 cargos de Assessor Jurídico
  • 250 cargos de Assessor Jurídico Adjunto
  • 10  cargos de Assessor de TI Júnior
  • 1cargo de Diretor de Secretaria;
  • 9 cargos de Chefe de Departamento
  • 9 cargos de Chefe de Divisão
  • 10 cargos de Chefe de Setor
  • 25 cargos de Chefe de Núcleo
  • 1 cargo de Assessor Militar
  • 1  cargo de Assessor Adjunto da Assessoria Militar
  • 10 cargos de Assistente Militar
  • 1 cargo de Assessor em Ciências da Terra
  • 2 cargos de Assessor de Inteligência

Apenas as 100 vagas de analista são efetivas, enquanto as demais são cargos em comissão, que não exigem concurso público.

Na justificativa, o Ministério Público afirma que diagnóstico institucional realizado no órgão demonstrou a necessidade da adequação na estrutura organizacional devido  à "crescente complexidade das atribuições constitucionais cometidas à Instituição e da necessidade de aperfeiçoamento de sua capacidade administrativa, técnica e de assessoramento, de modo a assegurar maior eficiência na prestação dos serviços
ministeriais".

O texto cita ainda que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul promoveu "expressiva reestruturação do seu quadro de pessoal", com a criação de 302 cargos em comissão e 150 cargos efetivos, e que a prpposta buscar adequadar a estrutura "preservando o equilíbrio institucional com o Poder Judiciário".

"Ocorre que o Ministério Público e o Poder Judiciário exercem, no âmbito do sistema de justiça, atividades essencialmente simétricas e complementares, ambos incumbidos constitucionalmente de assegurar a adequada prestação jurisdicional e a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis", diz a justificativa.

"Não seria razoável que apenas um dos partícipes dessa relação institucional promovesse o necessário reaparelhamento de sua estrutura de pessoal, enquanto o outro permanecesse alheio à evolução da demanda e ao incremento da complexidade das atribuições que lhe são correlatas", complementa.

Impacto financeiro

O MPMS afirma ainda que o provimento dos cargos propostos não ocorrerá de forma imediata, mas de maneira gradual ao longo dos próximos anos, conforme demanda e disponibilidade orçamentária de financeira do órgão.

Conforme relatório anexado ao projeto, o impacto anual com os novos cargos será de R$ 83,830 milhões. As despesas correrão à conta de dotação orçamentária própria, suplementada, se necessário.

O documento traz ainda que, considerando a despesa já executada neste ano, acrescida da despesa em análise e das demais despesas previstas para o exercício, estima-se que o total da despesa com pessoal em 2026 alcance aproximadamente R$ 415,459.000,00 milhões.

Já para o ano de 2027, caso haja o provimento integral de todos os novos cargos criados, a despesa total com pessoal saltaria para R$ 476,350 milhões, o que demandará previsão dos recursos correspondentes na proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano.

Quanto ao exercício de 2028, a estimativa orçamentária deverá considerar os valores projetados para 2027, ajustados pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), além de outros parâmetros macroeconômicos e fiscais.

vigilância

Campo Grande passa a ter três novos locais monitorados por câmeras de segurança

Novos pontos de videomonitoramento foram escolhidos por terem alto fluxo de pessoas e veículos, o que pode atrair condutas que comprometem a ordem pública

03/08/2026 12h31

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população

Novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população Foto: Divulgação

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O sistema integrado de videomonitoramento, operado pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) em conjunto com a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (Sesdes), foi expandido para três novos locais em Campo Grande.

De acordo com o Executivo Municipal, a cobertura foi expandida para a Rua 14 de Julho e para os acessos ao Aeroporto Internacional e ao Terminal Rodoviário. 

Os novos pontos de vigilância foram escolhidos a partir de pedidos da população.

Conforme a prefeitura, nestes três locais, o alto fluxo de pessoas e veículos atrai condutas que comprometem a ordem pública, como furtos ao comércio, atuação de transporte clandestino de passageiros e retenções de tráfego causadas por estacionamento irregular e paradas em fila dupla. 

"A expansão da rede de câmeras prioriza o combate imediato à criminalidade e a preservação de vidas no trânsito, atuando de forma preventiva para inibir atos ilícitos e destravar os gargalos viários", diz a prefeitura, em nota.

Como funciona

A tecnologia instalada nas ruas funciona sob o comando direto de profissionais qualificados e não opera de forma automatizada.

A partir de uma central de controle, agentes de trânsito e de segurança acompanham as transmissões em tempo real, avaliando o comportamento nas vias e o fluxo de pessoas. 

Ao identificar um veículo trancando a passagem de ambulâncias ou obstruindo a via principal, por exemplo, o agente analisa a situação na tela e adota as medidas cabíveis baseadas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Da mesma forma, movimentações suspeitas na área central acionam rapidamente as equipes de segurança. 

A estratégia com a ampliação da vigilância eletrônica tem foco central estabelecer a proteção do cidadão, a redução de sinistros e a construção de um ambiente ordenado, onde a população sinta segurança para caminhar, consumir e transitar livremente.

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