Cidades

Aposta Milionária

Depois da Lotofácil, bolão de MS mira R$ 1 milhão em jogos na Mega da Virada

Organizador afirma comandar o maior bolão do Estado e prepara operação para reunir apostadores no concurso especial de fim de ano.

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Depois de mobilizar centenas de apostadores e ultrapassar a marca de R$ 100 mil em apostas na Lotofácil da Independência, o organizador de um bolão de Mato Grosso do Sul agora mira uma cifra bem maior: R$ 1 milhão em jogos para a Mega da Virada 2026.

A movimentação é um desdobramento do bolão mostrado nesta segunda-feira (14) pelo Correio do Estado. Fernando, responsável pelo Bolão Vamos Ganhar! e que afirma organizar o maior bolão de Mato Grosso do Sul, revelou à reportagem que já começou a preparar a próxima operação.

“Quero fazer R$ 1 milhão em jogos na Mega da Virada”, afirmou.

A dimensão do projeto também acompanha a expectativa em torno da premiação. Projeções para a Mega da Virada apontam para uma bolada que pode ficar na casa das centenas de milhões de reais e se aproximar de R$ 1 bilhão, mas o valor da edição de 2026 ainda não foi oficialmente confirmado pela Caixa Econômica Federal.

A Mega da Virada é realizada tradicionalmente em 31 de dezembro, encerrando o calendário anual das loterias. Neste ano, o concurso especial está previsto para 31 de dezembro de 2026, a partir das 21h, pelo horário de Brasília.

Diferentemente dos concursos regulares da Mega-Sena, a premiação principal não acumula: caso nenhuma aposta acerte as seis dezenas, o valor é destinado aos acertadores da faixa seguinte, conforme as regras da modalidade. 

O montante final depende, entre outros fatores, da arrecadação destinada ao concurso especial. No sorteio, são extraídas seis dezenas entre 1 e 60, e o prêmio principal é dividido entre as apostas que acertarem os seis números.

O projeto representa um salto de tamanho em relação às operações anteriores do grupo. Na Lotofácil da Independência, o bolão reuniu 875 participantes e arrecadou mais de R$ 101 mil.

A dimensão do próximo bolão, porém, deverá exigir uma estrutura diferente. Segundo Fernando, uma parceria com uma lotérica permitirá que os participantes façam o pagamento diretamente ao estabelecimento responsável pelo registro das apostas.

“Tenho uma parceria com a lotérica em que todos pagam diretamente para o lotérico. Isso é garantia para todos da realização dos jogos e transparência do processo”, explicou.

A estratégia, segundo ele, busca principalmente dar segurança aos participantes diante do volume de dinheiro que poderá ser movimentado.

Em vez de concentrar os pagamentos diretamente com o organizador, a proposta é vincular a operação ao estabelecimento lotérico responsável pelas apostas.

Vídeo vai explicar funcionamento

Com a perspectiva de reunir um número elevado de participantes, Fernando também preparou um vídeo para explicar como funcionará o bolão da Mega da Virada, desde a entrada dos interessados até a dinâmica de pagamento e registro das apostas.

Segundo o organizador, o material foi produzido para padronizar as orientações e tornar o processo mais claro para todos os participantes.

“São muitas pessoas, então o vídeo padroniza e ensina a dinâmica de tudo de forma transparente. Uso esse vídeo para orientar”, explicou.

No vídeo, Fernando detalha o funcionamento do bolão e orienta os interessados sobre as etapas previstas para participar da iniciativa.

O bolão é aberto a pessoas interessadas em participar. Segundo o organizador, as orientações sobre adesão, funcionamento e pagamento são repassadas diretamente aos interessados.

Fernando é o responsável pela organização do grupo e disponibilizou o telefone (67) 98145-9246 para contato e mais informações sobre o bolão da Mega da Virada.

A organização do grupo ocorre meses antes do sorteio da Mega da Virada e surge como continuidade do movimento registrado na Lotofácil da Independência.

O próprio histórico apresentado pelo grupo mostra que, apesar de ainda não ter conquistado o prêmio principal nos concursos destacados, o bolão já acumulou uma série de premiações menores.

Entre elas estão duas quinas e 17 quadras no concurso 3038 da Mega-Sena, que, conforme os dados fornecidos pelo organizador, somaram R$ 158,6 mil. Na Mega da Virada 2024/25, foram 76 quadras, com R$ 82,5 mil em prêmios.

Já na Mega da Virada 2025/26, o grupo registrou uma quina e quatro quadras, totalizando R$ 27,5 mil em prêmios. O histórico informado também inclui 14 acertos na Lotofácil, além de premiações na Quina de São João, Dupla de Páscoa e em outros concursos da Mega-Sena.

Os resultados ajudam a explicar o crescimento do grupo, mas não representam qualquer garantia para os concursos seguintes. Cada sorteio é independente e o aumento do volume apostado não assegura premiação.

De R$ 100 mil para uma meta de R$ 1 milhão

A dimensão pretendida para a Mega da Virada chama atenção principalmente quando comparada à mobilização mais recente.

Na Lotofácil da Independência, o material do grupo aponta arrecadação superior a R$ 101 mil, distribuída entre 875 participantes. Agora, para a Mega da Virada, Fernando pretende multiplicar por quase dez o valor destinado às apostas.

Caso a meta seja atingida, serão R$ 1 milhão efetivamente destinados à montagem e ao registro dos jogos, conforme o planejamento apresentado pelo organizador.

A quantidade de apostas e a forma como o montante será distribuído entre diferentes combinações ainda dependerão da estrutura final do bolão.

O documento elaborado pelo próprio grupo já antecipava que, depois da Lotofácil da Independência, a próxima grande mobilização seria justamente para a Mega da Virada 2026.

A expectativa apresentada era voltar a reunir um grande número de participantes para o concurso de fim de ano.

Agora, Fernando coloca um número nessa ambição: R$ 1 milhão em jogos.

A cifra transforma a Mega da Virada no maior projeto já planejado pelo grupo e, se concretizada, colocará o bolão em uma escala muito superior à operação organizada para a Lotofácil da Independência.

Lotofácil da Independência

Enquanto começa a planejar a operação milionária para a Mega da Virada, o grupo ainda vive a expectativa pelo resultado da Lotofácil da Independência.

Conforme os números atualizados repassados pelo organizador, o Bolão Vamos Ganhar! chegou a 875 participantes e arrecadou mais de R$ 101 mil para o concurso especial.

O concurso nº 3.780, que marca a 15ª edição da Lotofácil da Independência, será sorteado a partir das 21h desta terça-feira (15), pelo horário de Brasília. O prêmio principal está estimado em R$ 300 milhões, o maior já previsto para uma edição especial da modalidade.

Com a mudança no horário anunciada pela Caixa, as apostas individuais podem ser registradas até as 18h desta terça-feira. Já as cotas do Bolão Caixa continuam disponíveis até as 20h, exclusivamente pelo aplicativo e pelo portal Loterias Caixa.

Diferentemente dos concursos regulares, a Lotofácil da Independência não acumula na faixa principal. Caso ninguém acerte as 15 dezenas, o valor destinado ao prêmio máximo é repassado aos acertadores de 14 números e, se necessário, às faixas seguintes, conforme as regras da modalidade.

Para o grupo de Mato Grosso do Sul, o resultado desta noite encerra uma mobilização que ultrapassou R$ 100 mil e antecede um projeto ainda mais ambicioso.

Independentemente do desempenho na Lotofácil, Fernando já mira o próximo desafio: chegar a R$ 1 milhão em jogos na Mega da Virada 2026.

Desdobramento

Após interdição, Defensoria obtém decisão judicial contra clínica em Três Lagoas

Unidade já havia sido interditada pela Vigilância Sanitária após fiscalização noticiada pelo Correio do Estado

15/09/2026 15h30

Vitor Ilis/Defensoria Pública/MS

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A Estância Terapêutica Efésios 6, em Três Lagoas, voltou a ser alvo de medidas após a fiscalização realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. A unidade, que já havia sido interditada administrativamente pela Vigilância Sanitária após uma inspeção noticiada pelo Correio do Estado na semana passada, agora foi alvo de uma ação civil pública que resultou em uma decisão judicial com novas restrições para o funcionamento do local.

A fiscalização ocorreu nos dias 9 e 10 de setembro, coordenada pela Defensoria Pública por meio do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) e do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh). A ação também contou com Auditoria Fiscal do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal e Conselho Regional de Farmácia.

Na inspeção, a Defensoria identificou relatos e situações relacionadas à restrição da liberdade dos internos, contenção química e falta de atendimento médico adequado. Segundo o órgão, havia 42 pessoas na unidade, que funcionava sem autorização sanitária para atuar como clínica especializada.

“Há uma série de irregularidades como contenção química, pacientes dopados, sem suporte de vida, sem cuidado adequado, sem cuidado médico e um tratamento completamente desvirtuado do que deveria ser praticado”, afirmou a defensora Eni Maria Sezerino Diniz.

Justiça impede novas internações

A partir das irregularidades encontradas, a Defensoria ingressou com uma ação civil pública e obteve uma liminar contra a Estância Terapêutica Efésios 6.

A decisão determina que a unidade não receba novos moradores e proíbe a transferência de internos sem autorização judicial. Caso alguém seja retirado do local sem autorização, foi estabelecida multa de R$ 20 mil por pessoa.

A decisão também garante aos adultos que não possuem ordem de internação o direito de deixar a unidade voluntariamente, além do acesso aos próprios documentos e pertences. Em caso de descumprimento das determinações, a multa diária é de R$ 10 mil.

Segundo a Defensoria, os moradores deverão ser direcionados para serviços de saúde adequados, enquanto o Município foi acionado para organizar, por meio da assistência social, o contato com familiares e a saída daqueles que permanecerem no local.

“Aliás, vale dizer que pessoas com morbidades e doenças graves não deveriam estar em local sem o cuidado de que precisam”, afirmou a defensora Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante.

A operação também alcançou outra comunidade terapêutica de Três Lagoas, onde estavam 15 internos. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária por não possuir autorização sanitária e apresentar problemas relacionados às condições básicas de higiene.

Durante a fiscalização, a Auditoria Fiscal do Trabalho também identificou intermediação ilícita de mão de obra e retenção de 50% da remuneração recebida por internos que trabalhavam para terceiros. Segundo a Defensoria, a situação apresentou indícios do crime de redução à condição análoga à de escravo. O trabalho foi interrompido e determinada a restituição dos valores.

Uma terceira comunidade vistoriada apresentou irregularidades consideradas passíveis de correção e recebeu recomendação da Defensoria para adequações.

Para a Defensoria, a fiscalização também identificou problemas relacionados à liberdade religiosa. O órgão ressaltou que comunidades terapêuticas não podem impor determinada religião como condição para o tratamento ou impedir o acesso a medicamentos sob a justificativa de que a fé seria suficiente para a recuperação.

“É importante ter em mente que um local que se propõe ao tratamento e recebimento de pessoas não pode impor religião, uma vez que toda pessoa é livre no seu pensamento, nas suas crenças ou não crenças”, afirmou Thaisa.

A saída dos internos deverá ser acompanhada pelo poder público, com articulação entre assistência social, famílias e serviços de saúde. Segundo a defensora, a medida é necessária para evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade deixem a unidade sem qualquer retaguarda.

“O acionamento do Município para, por meio da assistência social, coordenar e organizar a saída, o retorno e o contato com as famílias, daqueles que ainda permanecerem, foi realizado judicialmente”, disse.

PROJETO SUCURIÚ

Arauco recebe as primeiras 108 máquinas para colher florestas

Previsão é que primeiro módulo de colheita inicie ainda neste ano, em dezembro

15/09/2026 13h00

Divulgação Arauco

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A multinacional chilena Arauco recebeu o primeiro lote da máquinas de colheitadeiras de eucalipto, principal matéria-prima para a produção de celulose de fibra curta no Brasil, e essencial para a estruturação das operações florestais do Projeto Sucuriú, localizado em Inocência, interior de Mato Grosso do Sul.

A chegada de 108 equipamentos marcam a transição da fase de planejamento para a de execução em campo, consolidando a montagem de uma das estruturas florestais mais modernas e avançadas do país.

A quantidade entregue é apenas uma parte inicial do aporte da ordem de R$ 500 milhões para 254 ativos de grande porte.

O lote inicial inclui 26 harvesters, que são máquinas para colheita de madeira, seis forwarders, máquinas para baldeio e 76 caminhões de apoio, que operarão em 10 módulos de colheita com potencial produtivo superior a 1,1 milhão de m³ de madeira por mês.

O diretor Florestal da Arauco, Ricardo Austin destaca que a aquisição valida a visão do Projeto Sucuriú a longo prazo e estabelecimento como referência global, além do compromisso com o desenvolvimento regional.

“Cada máquina representa um investimento no futuro da nossa operação e no desenvolvimento da região. Estamos construindo uma estrutura florestal de classe mundial, que alia tecnologia, segurança e pessoas qualificadas para garantir o abastecimento sustentável do Projeto Sucuriú e consolidar a presença da Arauco como referência global no setor florestal”.

Foto: Divulgação Arauco

A previsão é que a operação para o primeiro módulo de colheita dos 10 previstos inicie ainda em dezembro deste ano, e o segundo em fevereiro de 2027. Depois deste período os módulos devem iniciar atividade gradualmente entre 2027 e o início de 2028.

E quando estiverem em plena capacidade, o planejamento é de mobilizar cerca de 1,2 mil profissional para a colheita florestal, com operação de máquinas, mecânicos, motoristas, equipes de gestão e de suporte.

Devido a essa previsão, a Arauco já investe em qualificação profissional na mão de obra local. Em paralelo ao recebimento das máquinas, ocorre o Programa Colheita de Talentos, desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), John Deere e Komatsu, as duas das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas.

Ao todo serão 700 operadores e mecânicos florestais, e a estratégia de qualificar os profissionais busca aliar a tecnologia e eficiência operacional aos altos padrões de segurança do trabalho estabelecidos pela multinacional. O objetivo é garantir sustentabilidade e previsibilidade do abastecimento de madeira.

Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil e tem o investimento de US$ 4.6 bilhões. A construção inclui uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose por ano.

A área que está localizado ocupa 3.500 hectares, e fica a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência, interior de Mato Grosso do Sul, ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada oficial em operação é no final de 2027.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho, previstas para iniciar em breve devido à chegada dos maquinários.

Depois de iniciar a operação oficial, o Projeto Sucuriú prevê empregar cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de logística.

O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentar aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

A Arauco assegura que em todas as fases de desenvolvimento do Projeto, ocorrem de maneira contínua com monitoramento e respeito a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, e mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

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