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Influencer de MS com 1,2 milhão de fãs ignora investigação da PF e MP

Garota de 22 anos de Naviraí é investigada há dois anos por divulgar suposto esquema de pirâmide financeira. Mesmo assim, segue divulgado bets nas redes sociais

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Na mira da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público de Mato Grosso do Sul desde 2023 por conta de suas publicidades de sites de apostas digitais, a digital influencer Kemelly Garcia de Souza, que reside em Naviraí e tem 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, está literalmente se lixando para os investigadores e continua faturando alto com suas divulgações. 

Sua última postagem divulgando sites de apostas ocorreu na tarde desta segunda-feira (23), mesmo dia em que o Ministério Público divulgou a instauração de um inquérito civil para investigar a suposta existência de pirâmide financeira praticada pelos sites que a jovem de 22 anos divulga em seu Instagran, onde tem 698 mil seguidores, e no Tik-Tok, onde tem 511 mil fãs. 

Inicialmente, em 2023, ela foi investigada pela Polícia Federal de Naviraí, que encontrou uma infinidade de denúncias no site Reclame Aqui apontando que os sites que ela divulgada estavam aplicando golpes nos apostadores. 

As reclamações eram registradas em diferentes estados brasileiros, indicando que ela e outros influenciadores tinham amplo alcance. Porém, a Polícia Federal chegou à conclusão de que o caso não era de sua competência e encaminhou suas investigações à Polícia Civil. 

A polícia local levou o caso adiante e chegou a tomar o depoimento da jovem e de sua mãe, apontada como a administradora de seus contratos publicitários. Em setembro de 2023, a mãe afirmou à polícia que a garota recebia entre R$ 5 mil e R$ 15 mil por anúncio. Negou, porém, que ela recebesse algo a mais em caso de aumento no faturamento dos sites de apostas.

Depois, o caso também chegou ao Ministério Público local. Mas, por envolver vítimas de vários estados, tudo foi enviado ao Ministério Público em Brasília, que acabou devolvendo a investigação para ser levada adiante pela promotoria em Campo Grande. 

Agora, mais de dois anos depois das apurações iniciais, o caso finalmente acabou virando inquérito civil instaurado pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis e do Consumidor. 

Enquanto isso, porém, a jovem de Naviraí fez milhares de postagens evidenciando que segue faturando alto com a publicidade de sites de apostas e de rifas de carrões, principalmente. Nas redes sociais ostenta viagens a locais paradisíacos pelo Brasil e uma infinidade de outros países. 

Postagem no Instagram mostra que Kemelly Garcia completou 22 anos em abril 

Em maio, por exemplo, postou uma série de imagens durante passeios pelo Chile. Antes disso, em janeiro, passeou no chamado cruzeiro da cantora Ana Castela. A cantora, que segue Kemilly nas redes sociais, também é natural de Mato Grosso do Sul, da cidade de Sete Quedas, a cerca de 100 quilômetros de Naviraí. 

PANDEMIA NACIONAL

A própria investigação deixa claro que aquilo que Kemilly faz é feito por “celebridades” do país inteiro, chegando a citar o jogador Neymar Júnior como um dos exemplos que faturam milhões com a jogatina.

A suspeita, porém, é de que os sites divulgados por ela,  Cash Pay e Orion Tecnologia da Informação, não passem de esquemas fraudulentos de pirâmide financeira disfarçados de sites de apostas. 

Mas, mesmo que fosse um site de apostas “normal”, a promotoria também anexa documento evidenciando que as apostas se transformaram em uma uma espécie de pandemia nacional. A investigação cita, entre outros números, que 38% dos brasileiros já fizeram apostas em bets e que 63% comprometeram parte relevante de seus orçamentos somente no ano passado.

O documento anexado à investigação do Ministério Público também revela que nos oito primeiros meses de 24 os brasileiros torraram em torno de R$ 21 bilhões na jogatina eletrônica e que em torno de R$ 3 bilhões vieram do bolso de cerca de 5 milhões de beneficiários do programa Bolsa Família. 

FIGUEIRAS CENTENÁRIAS

Deputado pede que MP investigue a remoção de árvores históricas na Avenida Mato Grosso

A medida visa apurar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital

24/04/2026 10h30

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento

Soro com medicamentos foram injetados em figueiras centenárias no centro de Campo Grande para tratamento Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O deputado estadual Pedrossian Neto protocolou uma representação no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a apuração da remoção das figueiras centenárias (Ficus microcarpa), localizadas na Avenida Mato Grosso, em frente ao Colégio Dom Bosco. A medida visa investigar possíveis danos ao patrimônio ambiental e cultural da Capital.

Pedrossian Neto requer que a Prefeitura de Campo Grande e a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) apresentem a cópia integral do processo administrativo que autorizou a remoção das árvores. O pedido inclui a exigência de laudos e pareceres técnicos que justifiquem a ação, a identificação individualizada de cada exemplar e a documentação de compensação ambiental, caso tenha sido prevista.

Além disso, a representação propõe que o MPE recomende ou determine a suspensão imediata de qualquer nova retirada, poda drástica ou mutilação no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

Segundo o deputado estadual, o objetivo é evitar que novas intervenções ocorram antes de uma análise técnica aprofundada sobre a legalidade das ações executadas.

Se forem comprovadas as irregularidades ou a intervenção em bens especialmente protegidos sem o amparo legal, o documento pede que responsabilizem os órgãos públicos na esfera administrativa, por meio de multas e sanções; e na esfera civil, para a reparação do dano ambiental e paisagístico.

A denúncia baseia-se no Decreto Municipal nº 11.600, de 17 de agosto de 2011, que dispõe sobre o tombamento de 22 árvores da espécie e dos canteiros centrais da Avenida Mato Grosso, no trecho entre a Rua Pedro Celestino e a Avenida Calógeras.

De acordo com o acervo de bens tombados da Fundação Municipal de Cultura ( Fundac), esses exemplares são reconhecidos como patrimônio histórico e paisagístico do município de Campo Grande, o que impõe restrições a qualquer tipo de alteração.

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Números alarmantes

Em 2026 Chikungunya já acumula mais da metade das mortes da década

Mato Grosso do Sul já responde por 65% dos óbitos nacionais em meio à crise da arbovirose transmitida pelo vetor também da dengue e zika

24/04/2026 10h12

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores Foto: Arquivo/ Correio do Estado

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Após registrar a décima terceira morte em um período de quatro meses, os óbitos por Chikungunya de 2026 em Mato Grosso do Sul já ultrapassam mais da metade das vítimas totais da doença registradas na última década, como mostram os dados do último boletim atualizado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Referente à 15ª semana epidemiológica, o mais recente boletim divulgado ontem (23) pela SES relaciona a morte de mais um sul-mato-grossense vítima de Chikungunya, essa que trata-se de uma mulher de 87 anos, moradora de Bonito. 

Com hipertensão arterial como comorbidade, a vítima relatou o início dos sintomas no fim da primeira semana deste mês, em 08 de abril, com o óbito acontecendo em um intervalo de onze dias e confirmado como chikungunya na última segunda-feira (20). 

Diante isso Bonito registra a segunda morte por Chikungunya no município, sendo a 13ª no Mato Grosso do Sul até então, com o Estado já respondendo por 65% da letalidade da doença no País, uma vez que a arbovirose já fez 20 vítimas em todo o território nacional neste 2026. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, nota-se que a série histórica começa em 2015 com apenas um óbito registrado naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Vale lembrar que, Mato Grosso do Sul já terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado acumulou, inclusive, o dobro do total de óbitos da última década, sendo 17 mortes o total que marcam o pior índice para um período de 12 meses desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Em outras palavras, os 13 óbitos dos quatro primeiros meses de 2026 já passam da metade das mortes por Chikungunya da última década no Mato Grosso do Sul, sendo 25 entre 2015 e 2025.

Chikungunya em MS

Atualmente, Dourados é o "epicentro" da Chikungunya no MS - com 8 mortes na cidade até então - e já decretou situação de calamidade pública pelos próximos três meses, autorizando assim desde contratações emergenciais até o ingresso forçado em imóveis para fiscalização e limpeza contra os focos do Aedes aegypti.

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores, sendo justamente o tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito a diferença das demais doenças citadas, que na maior parte das vezes costuma ser fatal no intervalo de até três semanas.

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.

Mato Grosso do Sul já soma aproximadamente 7,6 mil casos prováveis de chikungunya em 2026, sendo que oito das 13 vítimas até então possuíam algum tipo de comorbidade, com mais dois óbitos ainda relacionados como "em investigação". 


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