Cidades

PRF

Infrações por excesso de peso aumentam
em rodovias federais de MS

Danos à malha viária são a principal consequência deste tipo de irregularidade

TAINÁ JARA

25/12/2018 - 18h19
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou aumento no número de infrações por excesso de peso de caminhões na rodovias federais de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e final de novembro de 2018 foram registradas 773 ocorrências. São 46 notificações a mais em relação ao mesmo período do ano passado, quando 727 caminhoneiros descumpriram a lei. 

Em quilos, isto representa 100 a mais do que em 2017, quando foram transportados irregularmente 2,7 toneladas de produtos. Nos primeiros onze meses deste ano, o valor foi de 2,8 toneladas. Durante todo o ano passado, foi registrado total de 788 notificações e excesso de 3,1 toneladas.

O principal dano causado pela excesso de peso é às rodovias. Buracos e fissuras causados por esta irregularidade, além de representar mais gasto de dinheiro público com manutenção de malha asfáltiva, aumenta o risco de acidentes. 

AUTUAÇÕES

Todos os veículos de carga acima de 3,5 toneladas devem receber aferição de pesagem. As autuações podem ser por dois motivos. O primeiro se refere ao excesso de Carga Total Bruta (CTB) comparado ao peso total transportado. A tolerância, neste caso, é de 5% do total bruto. Isto é, se um veículo tem por limite de carga 40 toneladas, o peso total bruto não pode exceder a 42 mil quilos (o peso bruto + 5%).

O segundo motivo é o excesso de peso na distribuição por eixos do veículo, contado a partir do eixo de tração. Neste caso, a quantidade de CTB deve ser distribuída igualitariamente pelo número de eixos, numa tolerância de 7,5% do total bruto.

De acordo com a PRF, a fiscalização de peso é realizada de duas formas: pela nota fiscal comparado à tara e a capacidade de tração do veículo e também por balanças do Departamento Nacional de Trânsito (DNIT).

 

SAÚDE

Hospital São Julião recebe R$ 9,4 milhões para realizar 2,5 mil procedimentos

Bancada federal de MS e vereadores de Campo Grande destinaram verba no Programa Vira CG Saúde

10/07/2026 16h00

Recepção do Hospital São Julião, em Campo Grande

Recepção do Hospital São Julião, em Campo Grande Foto: Comunicação/Hospital São Julião

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Acabou a espera de pacientes que aguardam por atendimentos especializados, exames, cirurgias, tratamentos e procedimentos hospitalares, via Sistema Único de Saúde (SUS).

Hospital São Julião, localizado em Campo Grande, está oficialmente integrado ao Programa Vira CG Saúde, que vai reduzir a fila de espera de pacientes, facilitar o acesso aos serviços de saúde e agilizar o atendimento de pessoas que aguardam por procedimentos.

Assinatura do convênio, da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) com o Hospital São Julião, ocorreu nesta quinta-feira (9) na rua Lino Villacha, número 1250, bairro Nova Lima, em Campo Grande.

Ao todo, 2.580 procedimentos serão realizados nas áreas de oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral, endoscopia, colonoscopia e cirurgia oftalmológica.

O investimento é de R$ 9,4 milhões, proveniente de verba da bancada federal de Mato Grosso do Sul e emendas de vereadores de Campo Grande.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), a expectativa é eliminar filas de espera de pacientes que estão aguardando há meses por um procedimento.

"Campo Grande atende não apenas sua população, mas também pacientes de dezenas de municípios de Mato Grosso do Sul. Isso exige planejamento, investimentos e parcerias sólidas. O Dia D Vira Saúde representa um esforço coletivo para ampliar o acesso aos procedimentos especializados, reduzir o tempo de espera e oferecer um atendimento mais digno e eficiente para quem mais precisa".

A superintendente de Gestão do Hospital São Julião, Jéssyka Mendes, ressaltou a importância da parceria entre prefeitura e hospital.

"Essa parceria representa muito mais do que a ampliação dos atendimentos. É o reconhecimento da capacidade técnica, da credibilidade e do compromisso que o Hospital São Julião construiu ao longo de décadas. Temos equipes altamente qualificadas, estrutura preparada e uma gestão comprometida em transformar recursos públicos em atendimento humanizado, reduzindo filas e levando mais qualidade de vida à população".

As autoridades presentes no evento foram:

  • Prefeita Adriane Lopes
  • Senadora Tereza Cristina
  • Deputado federal Dagoberto Nogueira
  • Deputado estadual Lidio Lopes
  • Vereador Landmark
  • Vereador Wilson Lands
  • Secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela;
  • Diretor técnico do Hospital São Julião, Augusto Afonso Brasil Filho
  • Diretora clínica Aurelly Fabiana Pereira Rodrigues
  • Outros convidados

Em 15 de junho de 2026, o Hospital do Câncer Alfredo Abrão (HCAA) recebeu R$ 7,5 milhões da bancada federal para realização de 2.313 procedimentos, via Sistema de Regulação (SISREG) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

ÍCONE DO SÃO JULIÃO

Presidente de Honra do Hospital São Julião, Irmã Silvia Veccelio, de 93 anos, foi homenageada por autoridades municipais, nesta quinta-feira (9), durante a solenidade de incorporação do Hospital ao Programa Vira CG Saúde, realizada na rua Lino Villacha, número 1250, bairro Nova Lima, em Campo Grande.

A irmã possui uma trajetória de cinco décadas na instituição, cuja história é confundida com a própria história do hospital.

Silvia dedicou sua vida para cuidar de quem mais precisa e ajudou a transformar a instituição em uma referência nacional de atendimento humanizado.

Sua presença resultou em aplausos, olhares emocionados e reconhecimento de gerações que a consideram como exemplo.

A senadora Tereza Cristina relembrou dos tempos em que foi aluna da religiosa. "Irmã Silvia foi minha professora de Matemática e também uma grande inspiração de humanidade. Aprendi muito com ela dentro e fora da sala de aula. É uma honra reencontrá-la e poder agradecer por tudo o que fez e continua fazendo pelas pessoas".

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Denúncia

Vizinho é preso após mulher denunciar estupro dentro de quitinete em MS

Mulher esperou a chegada do companheiro para relatar a violência; suspeito foi localizado pela Polícia Militar na residência ao lado e encaminhado à delegacia

10/07/2026 15h52

Foto: Divulgação

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Uma mulher de 53 anos denunciou ter sido vítima de estupro dentro da própria residência na tarde desta quinta-feira (9), em Dourados, município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

O suspeito, um homem de 47 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar poucas horas após o crime e encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde permaneceu à disposição da Justiça.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava sozinha em casa, em um conjunto de quitinetes localizado na Rua Guanabara, na Vila São Francisco, quando foi surpreendida pelo vizinho.

Conforme o relato prestado à polícia, o homem bateu à porta e, ao ser atendido, passou a insistir para que os dois mantivessem relações sexuais.

Mesmo diante das sucessivas negativas da mulher, o suspeito teria forçado a entrada no imóvel. Segundo a denúncia, ele retirou as roupas da vítima e praticou o estupro.

Após a violência, a mulher permaneceu no local e aguardou o retorno do companheiro, que estava trabalhando. Assim que ele chegou à residência, ela contou o que havia acontecido e os dois acionaram a Polícia Militar.

As equipes se deslocaram até o endereço e encontraram o suspeito na quitinete vizinha à da vítima. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à Depac para os procedimentos legais.

Ainda conforme o registro policial, a vítima informou que o crime ocorreu por volta das 16h. No entanto, o acionamento da polícia aconteceu apenas no início da noite, depois que o companheiro retornou do trabalho.

O caso foi registrado como estupro e será investigado pela Polícia Civil, que deverá colher novos depoimentos, analisar eventuais provas periciais e esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Pela legislação brasileira, o crime de estupro é previsto no artigo 213 do Código Penal e consiste em constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso sem consentimento.

A pena pode variar de seis a dez anos de reclusão, podendo ser aumentada conforme as circunstâncias apuradas durante a investigação.

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