Cidades

Queimadas

Intensidade do fogo no Pantanal exige medidas de controle prévio para evitar queimadas

Em 2020, o Pantanal registrou recorde no número de incêndios, com 4,2 milhões de hectares destruídos pelas chamas

Continue lendo...

Tal qual a cheia de 1974, que pegou os pantaneiros de surpresa após mais de uma década de seca, matando milhares de bovinos e animais silvestres, a falta de chuvas em 2020 foi precedida de um volume de incêndios florestais nunca registrado no Pantanal.

Segundo cálculos de várias instituições, mais de 4,2 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo, representando 30% dos pantanais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

A seca intensa no ano passado, que deve refletir nas condições climáticas neste ano, acendeu o alerta: é preciso estar preparado para combater os milhares de focos de calor em uma região extensa e de difícil acesso.

Os esforços dos governos estadual e federal, criando uma força-tarefa com centenas de bombeiros, brigadistas e voluntários, foram fundamentais para controlar as chamas. Porém, as ações devem ser permanentes – e com infraestrutura.

A proporção do fogo e a devastação que deixou criaram também um cenário de indignação mundial e prognósticos nada animadores para a fauna, que sofreu o grande impacto ambiental.  

O fogo gerou polêmicas, como a tese do “boi bombeiro”, defendida pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Na teoria, o boi, ao pastar, reduziria a quantidade de matéria orgânica que favorece a propagação do fogo em campos inundáveis.

Chuvas insuficientes

Além da pandemia de coronavírus, 2020 ficará marcado como ano sem precedentes em termos de destruição do bioma pantaneiro pelo fogo. Ocorreu o maior registro de focos de calor (mais de 21 mil, o dobro em relação a 2019) desde a década de 1990, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a monitorar a região.  

Estudos indicam que as chuvas ajudaram a extinguir o fogo, mas novos focos ressurgiram em dezembro.

Após o rastro de destruição, ficou clara a necessidade de se criar brigadas permanentes e fixas para combate prévio – medida tomada pelo Estado, que decretou situação de emergência e teve o apoio do governo federal, da Marinha e dos estados do Paraná e Santa Catarina e do Distrito Federal na Operação Pantanal. Também foi ampliada a moratória do fogo, proibindo queimadas controladas.  

Ultimas noticias

Por último, articulações do governo estadual garantiram aos pantaneiros uma linha de financiamento no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) de R$ 180,5 milhões, para auxiliar na recomposição das atividades econômicas da região prejudicadas pela estiagem severa e queimadas. 

O recurso será utilizado por 5,8 mil produtores, responsáveis pela criação de 3,2 milhões de cabeças de gado, em nove municípios.

Incêndios florestais  

Os incêndios florestais ocorrem anualmente no ecossistema, contudo, em uma escala controlável, ao contrário das proporções a que chegaram em 2020. 

A seca do ano passado, a maior dos últimos 50 anos, provocou um estopim. Investigações responsabilizaram alguns fazendeiros, enquanto reservas particulares se eximem do fogo que destruiu parte dos seus territórios intocáveis. Suspeitas também recaem sobre as comunidades ribeirinhas.

O fogo destruiu 98 mil dos 108 mil hectares da RPPN do Sesc, em Mato Grosso, no entanto, a instituição afirmou em nota no mês de novembro que os incêndios não se iniciaram dentro da reserva. 

Rescaldo Chuva

Sem energia após temporal, Bioparque suspende atendimento nesta sexta-feira

Estrutura funciona com geradores priorizados para os sistemas que mantêm os aquários

11/09/2026 13h30

Bioparque Pantanal

Bioparque Pantanal FOTO: GERSON OLIVEIRA

Continue Lendo...

O Bioparque Pantanal suspendeu temporariamente o atendimento ao público na tarde desta sexta-feira (11) devido à interrupção no fornecimento de energia elétrica. O espaço informou que está operando com geradores, mas toda a capacidade disponível foi direcionada aos sistemas essenciais para a segurança e o cuidado dos animais.

Com isso, a visitação ficou suspensa no período vespertino. Segundo o Bioparque, os geradores mantêm em funcionamento os sistemas considerados indispensáveis, principalmente os equipamentos de suporte à vida dos aquários. A medida foi adotada para garantir o funcionamento da estrutura necessária à manutenção dos animais enquanto o fornecimento de energia não é normalizado.

A suspensão ocorre um dia depois de Campo Grande ser atingida por um forte temporal, que provocou estragos em diferentes regiões da Capital e deixou bairros sem energia.

Temporal

A chuva que atingiu Campo Grande no fim da tarde de quinta-feira (10) durou menos de meia hora, mas foi suficiente para deixar um rastro de estragos pela cidade. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontaram rajadas de vento de quase 84 km/h, enquanto o Correio do Estado registrou quedas de árvores, postes, danos em imóveis e estruturas, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Na manhã desta sexta-feira, os reflexos do temporal ainda eram sentidos. A Energisa informou que 77% dos consumidores afetados já haviam tido o fornecimento restabelecido até as 5h30, enquanto equipes, inclusive reforços de outros estados, continuavam mobilizadas para reparar os danos na rede elétrica.

Os estragos também afetaram serviços públicos e a rotina da cidade. A Prefeitura suspendeu as aulas da Rede Municipal de Ensino no período da tarde, enquanto equipes seguem trabalhando na remoção de árvores, galhos e outras estruturas derrubadas pela ventania. O Correio do Estado contabilizou mais de 100 registros de árvores caídas até o início da manhã desta sexta-feira.

 

Tempestade

Mais de 18 horas após tempestade, semáforos continuam apagados na Capital

Danos provocados pelas rajadas de até 90 km/h afetaram a rede elétrica e comprometeram a sinalização em vários cruzamentos

11/09/2026 13h00

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande Foto: João Pedro Zequini / Correio do Estado

Continue Lendo...

Após a tempestade que atingiu Campo Grande na tarde da última quinta-feira (10), diversos semáforos continuam sem funcionar, causando transtornos no trânsito em vários pontos da Capital.

Além da forte chuva, o temporal foi acompanhado por rajadas de vento entre 86 km/h e 90 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A ventania danificou a rede elétrica e comprometeu o funcionamento da sinalização semafórica.

A Avenida Mato Grosso está entre as vias mais afetadas. No sentido Centro–Bairro, no trecho entre as ruas Rui Barbosa e Itiquira, apenas o cruzamento com a Rua Rio Grande do Sul permanece com o semáforo desligado.

No sentido Bairro–Centro, a situação é mais crítica. Entre a Rua Itiquira e a Avenida Calógeras, vários cruzamentos continuam sem sinalização semafórica.

Os semáforos seguem desligados nos cruzamentos da Avenida Mato Grosso com as ruas Alagoas, Espírito Santo, José Alencar, Bahia, 25 de Dezembro, Arthur Jorge, 13 de Junho, José Antônio, Rio Grande do Sul, Padre João Crippa e Rui Barbosa. 

Os equipamentos dos cruzamentos com as ruas Pedro Celestino, 13 de Maio e 14 de Junho funcionam normalmente.

Na Avenida Calógeras, também foram registrados pontos sem sinalização semafórica nos cruzamentos com as ruas Maracaju e Cândido Mariano.

Mais de 18 horas após a tempestade, equipes ainda trabalham para reparar os danos provocados pela queda de árvores, postes e cabos da rede elétrica. 

Enquanto os equipamentos não são restabelecidos, motoristas devem redobrar a atenção e reduzir a velocidade ao passar pelos cruzamentos afetados.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).