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Jornalista Guilherme Filho morre vítima da Covid-19 na noite de quarta-feira

Ele estava internado desde o dia 8 de dezembro no hospital El Kadri

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Internado desde o dia 8 deste mês, lutando contra a Covid-19, faleceu aos 64 anos de idade, na noite de ontem (30), o jornalista Guilherme Villalba Zurutuza Filho.

Guilherme estava internado no hospital El Kadri, onde completou mais um ano de vida no dia 23 de dezembro.

O jornalista foi intubado em 15 de dezembro e chegou a apresentar melhoras, mas nesta quarta-feira apresentou agravo do estado de saúde.

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Além disso, ele havia apresentado quadro de anemia, o que mobilizou familiares e amigos em uma campanha de doação de sangue no Hemosul.

Filho de Guilherme Villalba Zurutuza e Adélia Nantes Zurutuza, deixou quatro filhos, Gabriela Carvalho Zurutuza, José Dias C. Zurutuza, Anahi Rocha Zurutuza e Andréia A.C. Leite.

A família informa que a despedida seguirá os protocolos de segurança impostos pela situação de pandemia e se solidariza com todas as outras que perderam seus amores para a doença.

“Nosso passarinho voou, foi assoviando em direção ao céu. Acometido pela Covid-19, ele lutou como um verdadeiro guerreiro, nas palavras dos médicos que comunicaram no findar da noite o falecimento. Um homem nobre, sem igual. Filho, pai, avô, marido, amigo, jornalista. Cumpriu todas as missões que lhe foram dadas neste plano. Agora, olha por nós lá do alto. Vai viver o novo ano e a eternidade cercado de anjos e ao lado de Deus”, publicou em suas redes sociais, a filha e também jornalista Anahi.

Jornalista

Guilherme Filho, como assinava, iniciou cedo sua carreira no jornalismo, aos 17 anos. Quatro anos depois, aos 21, já era editor em um dos principais jornais da época, o Diário da Serra, atualmente extinto.

O jornalista Adilson Trindade, que foi companheiro de redação de Guilherme ao longo dos anos, disse que ele “se foi, mas a sua história permanecerá viva!”

Eles se conheceram ainda em 1979, no Diário da Serra. De acordo com Trindade, ele era habilidoso na datilografia e conseguia fechar suas páginas em cerca de 2 horas.

“Guilherme fazia de tudo: era repórter, editor e diagramador. E em 1982, fui o seu primeiro repórter. Era ano da primeira eleição direta para governador de Mato Grosso do Sul depois da divisão do Estado de Mato Grosso. Ali começamos construir uma amizade forte. Guilherme, com a sua paciência, me ensinou sobre os bastidores da política”.

Em 1986, Guilherme assume o jornal O Panorama de Dourados e em fevereiro de 1992, começou a trabalhar no Correio do Estado, onde ficou até julho de 1996.

Já em 1995, os dois amigos se encontraram na redação do jornal, mas Guilherme logo saiu para comandar a equipe de comunicação da prefeitura, na gestão do André Puccinelli.

Ele também comandou o setor de comunicação do governo de Mato Grosso do Sul nas gestões dos ex-governadores Puccinelli e Wilson Martins.

“Mas voltamos a nos reencontrar na CBN este ano, 2020. Agora, novamente, como integrante da sua equipe. Guilherme sempre foi um grande incentivador dos jornalistas a aprimorar o seu trabalho. Era um apaixonado pelo jornalismo. Ele fará falta com a sua inteligência e capacidade de fazer leitura dos fatos. Perdi meu velho amigo, meu padrinho de casamento e meu incentivador”, lamentou Trindade.

O editor-chefe e apresentador do programa CBN Campo Grande, Ginez Cesar também prestou sua homenagem e disse que “Guilherme era um Mestre do Jornalismo”.

“Ensinou, com muita humildade, lições para os mais novos. Quanto ao ser humano Guilherme, poucos eram tão evoluídos quanto ele no trato e gentileza com as pessoas”, assegurou.

A equipe do Correio do Estado lamenta a morte do jornalista e solidariza com familiares a amigos.

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SELVÍRIA (MS)

A pedido de ex-governador, MP investiga danos ambientais em plantio de eucalipto

Plantação de eucalipto, destinada à produção de celulose, estaria provocando possíveis impactos ambientais negativos à fauna, flora e recursos hídricos em Selvíria, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Mutum e Pontal do Fala

08/07/2026 17h00

Plantação de eucalipto

Plantação de eucalipto Paulo Ribas

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Plantação de eucalipto entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O MPMS, por meio da comarca de Três Lagoas (MS), instaurou Inquérito Civil para investigar a monocultura de eucalipto em Selvíria, município localizado no leste de Mato Grosso do Sul, a 400 quilômetros de Campo Grande.

De acordo com o documento, a plantação de eucalipto, destinada à produção de celulose, estaria provocando possíveis impactos ambientais negativos à fauna, flora e recursos hídricos na região, compreendida por Selvíria, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Mutum e Pontal do Fala.

O parecer também traz potenciais impactos decorrentes da fragmentação da paisagem, da ausência de corredores ecológicos e da necessidade de verificação da regularidade ambiental dos empreendimentos.

A investigação foi solicitada pelo ex-governador e deputado estadual, José Orcírio Miranda, mais conhecido como Zeca do PT, em 12 de dezembro de 2025.

Plantação de eucalipto

Consultorias ambientais pedem a apuração dos supostos impactos ambientais e recuperação da área, com ações de mediação, fiscalização, preservação, compensação ambiental e implementação de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e proteção dos recursos naturais.

Com isso, o Ministério Público transformou a notícia de fato em inquérito civil, com objetivo de apurar possível dano ambiental decorrente de plantação de eucalipto destinada à produção de celulose, no leste de Mato Grosso do Sul.

Confira o trecho redigido publicado no Diário Oficial do MPMS:

Plantação de eucaliptoEscreva a legenda aqui

Dados do MapBiomas apontam que, em 2024, na região Centro-Leste de MS, a silvicultura equivalia a 893.320 hectares, a pastagem 4.961.905 hectares e a vegetação nativa 1.468.165 hectares.

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Mutirão

EMHA fiscaliza casas da antiga Comunidade Mandela em Campo Grande

Fiscalização alcança cinco loteamentos que receberam famílias após anos de ocupação, incêndio devastador e longa espera por moradia definitiva em Campo Grande

08/07/2026 16h49

Foto: Divulgação

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A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA) realiza nesta quarta-feira (8) um mutirão de notificações nas áreas destinadas ao reassentamento das famílias da antiga Comunidade Mandela, em Campo Grande.

A ação ocorrerá simultaneamente nos loteamentos José Tavares, Talismã, Oscar Salazar e Iguatemi I e II, onde vivem famílias contempladas pelos programas habitacionais implantados após um dos episódios mais marcantes da crise habitacional da Capital.

O objetivo da fiscalização é identificar imóveis desocupados, notificar mutuários inadimplentes e orientar os beneficiários sobre a proibição da venda, aluguel, cessão ou qualquer outra forma de negociação das unidades habitacionais destinadas por programas de interesse social.

De acordo com a EMHA, a iniciativa integra o trabalho permanente de acompanhamento dos empreendimentos habitacionais para garantir que as moradias continuem cumprindo sua função social e permaneçam ocupadas pelas famílias que efetivamente foram contempladas pelos programas públicos.

Durante a operação, as equipes também irão verificar se os beneficiários permanecem residindo nos imóveis e se estão cumprindo as cláusulas previstas nos contratos firmados com o município.

Caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser instaurados procedimentos administrativos que, em situações específicas previstas na legislação e nos contratos, podem resultar na retomada da unidade habitacional pelo poder público.

Vale ressaltar que os imóveis financiados ou concedidos por programas de habitação popular não podem ser comercializados nem utilizados para fins diferentes daqueles previstos nas regras do benefício, sob pena de sanções administrativas.

Uma comunidade marcada pela luta por moradia

A antiga Comunidade Mandela se tornou um dos maiores símbolos do déficit habitacional de Campo Grande.

Durante anos, centenas de famílias viveram em barracos improvisados, construídos em uma área ocupada irregularmente na região norte da Capital, enfrentando diariamente a falta de infraestrutura, saneamento básico, drenagem, energia elétrica regular e segurança jurídica sobre o local onde moravam.

Apesar das dificuldades, a comunidade também ficou conhecida pela mobilização constante dos moradores em busca do direito à moradia digna.

Ao longo dos anos, famílias participaram de reuniões, negociações com o poder público e reivindicações para conseguir uma solução definitiva para o assentamento.

A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos em dezembro de 2023, quando um incêndio de grandes proporções destruiu mais de 80 barracos da comunidade.

As chamas se espalharam rapidamente e atingiram cerca de 187 famílias, que perderam casas, móveis, documentos e praticamente todos os seus pertences.

Na ocasião, moradores relataram que o fogo começou por volta das 11h20 e tentaram conter as chamas utilizando baldes e mangueiras, mas não conseguiram impedir que o incêndio consumisse grande parte da favela.

Equipes do Corpo de Bombeiros mobilizaram quatro viaturas, além de uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Caminhões-pipa também foram enviados para reforçar o combate ao fogo em meio ao forte calor registrado naquele dia.

As causas do incêndio nunca foram oficialmente confirmadas, mas uma das hipóteses levantadas durante as primeiras apurações foi a de um curto-circuito.

Reassentamento trouxe esperança às famílias

Pouco mais de sete meses após a tragédia, teve início a entrega dos contratos das novas moradias destinadas às famílias atingidas pelo incêndio. O Jardim Talismã foi um dos primeiros loteamentos a receber os beneficiários.

Na época, as primeiras unidades habitacionais começaram a ser entregues enquanto outras permaneciam em construção. O processo marcou o início de uma nova etapa para dezenas de famílias que aguardavam havia anos por uma moradia regularizada.

O reassentamento foi posteriormente ampliado para outros empreendimentos, incluindo os loteamentos José Tavares, Oscar Salazar e Iguatemi I e II, formando o conjunto de áreas que hoje recebe o acompanhamento permanente da EMHA.

Fiscalização busca preservar política habitacional

O objetivo das visitas não é apenas identificar irregularidades, mas preservar uma política pública construída para atender famílias em situação de vulnerabilidade social.

A ocupação efetiva das moradias, o cumprimento dos contratos e o combate à comercialização irregular são considerados fundamentais para garantir que os imóveis continuem atendendo quem realmente necessita.

O mutirão desta quarta-feira terá como ponto de concentração o loteamento Iguatemi II, no cruzamento da Rua Pacajús com a Rua Júlio Baís, a partir das 13h30, enquanto equipes atuarão simultaneamente nos demais empreendimentos destinados às famílias da antiga Comunidade Mandela.

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