Cidades

TRAGÉDIA

Jovem colombiano morre afogado após mergulho no rio Paraguai, em Corumbá

Vítima, de 23 anos, desapareceu nas águas próximo ao Porto Geral; Corpo de Bombeiros localizou o jovem durante as buscas, mas ele não resistiu

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Um jovem colombiano de 23 anos morreu afogado na tarde deste sábado (18), no rio Paraguai, nas proximidades da Prainha do Porto Geral, em Corumbá. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.

Conforme informações publicadas pelo Diário Corumbaense, o jovem, identificado pelas iniciais J.A.V.H., passava o dia acampado às margens do rio acompanhado do irmão, de 20 anos, quando decidiu entrar na água.

Testemunhas contaram que, em determinado momento, ele deixou a parte mais próxima da margem e seguiu em direção a embarcações que estavam atracadas no local. Ao tentar passar de um barco para outro, acabou caindo em um trecho onde o rio possui cerca de quatro metros de profundidade.

Pouco depois do salto, o rapaz começou a se debater na água. Uma pessoa que estava nas proximidades chegou a tentar socorrê-lo, mas precisou interromper a tentativa de resgate após ser agarrada pela vítima, evitando que ambos se afogassem. Em seguida, o jovem desapareceu nas águas a cerca de 15 metros da margem, em uma região utilizada para atracação de embarcações de grande porte.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h50. Mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas e localizaram a vítima poucos minutos depois. Conforme a corporação, a estimativa era de que o jovem já estivesse submerso havia cerca de 20 minutos.

Após a retirada do corpo da água, os bombeiros realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada da equipe do Samu. Apesar dos esforços, o médico responsável pelo atendimento confirmou o óbito ainda no local.

Alerta

Após a ocorrência, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para que a população evite entrar em rios sem conhecer as condições do local. A recomendação é não realizar mergulhos ou saltos em áreas de profundidade desconhecida e manter distância de embarcações, locais onde há maior risco de acidentes

COPA DO MUNDO

Espanha marca na prorrogação, vence acovardada Argentina e conquista sua segunda Copa do Mundo

Partida foi para a prorrogação e teve gol anulado, cartão vermelho e 1x0 para a Espanha

19/07/2026 18h00

Divulgação/X/@SEFutbol

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A maior Copa do Mundo de todos os tempos consagrou a Espanha e seu jogo coletivo. A seleção espanhola conquistou o Mundial da América do Norte neste domingo, 19, com vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford. O atacante Ferran Torres balançou a rede na prorrogação depois do empate sem gols no tempo normal e foi o herói improvável do título que premiou o único time que jogou futebol nos arredores de Nova York.

Foi a segunda Copa do Mundo que conquista a seleção espanhola, premiada por seu paciente futebol de toque de bola. O título ficou com a equipe que mais quis jogar futebol e que só não ganhou nos 90 minutos por causa do desempenho notável do goleiro argentino Dibu Martínez, salvando a Argentina, que adotou postura extremamente defensiva e acovardada, como não havia tido no Mundial.

A Espanha voltou ao topo após 16 anos sem renunciar à sua identidade, mas reinventando-a. O toque de bola continuava ali, agora acompanhado por uma verticalidade quase cruel, por uma juventude que não conhecia o medo e por um talento capaz de acelerar o jogo sem perder a beleza, castigando o jogo pobre ofensivo dos argentinos.

É tão paciente e gosta de ter a bola esse time como a Espanha campeã do mundo de 2010, mas menos monótona e um pouco mais dinâmica e agressiva, comportamento que mostrou neste domingo diante de 80 mil torcedores, alguns deles ilustres, casos de Ronaldinho, Ronaldo, Xavi e Iniesta.

A taça é resultado do bem-sucedido projeto desenvolvido dentro da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), com integração entre as categorias de base e a equipe principal, e que teve Luis de la Fuente como a mais importante figura.

O técnico de trato afável ingressou na estrutura da RFEF em 2013, após ter comandado as categorias de base do Sevilla e a academia do Athletic Bilbao.

Passou pela seleção sub-19 e pela sub-21 e olímpica antes de chegar à equipe principal. Neste caminho, perdeu a final da Olimpíada de Tóquio para o Brasil, há cinco anos, mas ganhou a Eurocopa em 2024 e foi determinante no desenvolvimento de alguns dos mais importantes atletas da agora equipe campeã do mundo, como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino.

Sem tantos astros, os espanhóis derrubaram seleções estreladas: deram fim à jornada de Cristiano Ronaldo e Portugal nas oitavas, eliminaram a favorita França de Kylian Mbappé nas semifinais e agora impediram o sonho do bicampeonato da Argentina de Lionel Messi, este que encerra sua trajetória em Copas com um título e dois vices em seis participações.

COMO FOI A FINAL DA COPA DO MUNDO

A Espanha foi deixando seus rivais para trás na Copa com um ritmo cadenciado, paciência e segurança defensiva. No primeiro tempo, teve tudo isso, mas faltaram agressividade e finalizar melhor.

Rodri capitaneou uma Espanha que não sofreu, comandou as ações a partir do meio de campo e criou para ter vantagem. Não teve porque Yamal foi bloqueado na melhor finalização da etapa inicial, aos cinco minutos; Oyarzabal parou em Dibu Martínez e Cucurella arriscou chute cruzado para fora.

Em um jogo estudado, os espanhóis dominaram os argentinos, que sequer finalizaram, para fora ou em direção à meta, nos primeiros 45 minutos, algo raro em uma final de Copa. Messi, sempre rodeado por mais de um marcador, nada fez.

Lisandro Martínez foi determinante para manter o placar inalterado. O zagueiro argentino fez bem seu papel. Saiu da área para "caçar", adiantando-se nos botes, e usou a falta para impedir contra-ataque do adversário, lance que lhe rendeu amarelo. No fim, o defensor saiu lesionado e foi substituído pelo veterano Otamendi.

Scaloni, em sua escalação inicial, havia sacado Paredes para dar lugar a Nico Gónzalez, responsável por impedir as subidas de Lamine Yamal. Até funcionou, mas ele mudou de ideia e trocou o atacante do Atlético de Madrid pelo meio-campista do Boca Juniors no intervalo, restaurando a formação que começara a partida anterior, das semifinais.

Com Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, a Fifa imitou o que fazem a NFL e os grandes espetáculos americanos de entretenimento ao promover um show do intervalo no meio dos dois tempos.

Entre as muitas celebridades no gramado, os únicos ex-jogadores que apareceram na cerimônia foram Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo, além de um vídeo de Pelé, retirado de um discurso que deu o Rei do Futebol em 1977. A cerimônia emulou um passado de glória da seleção brasileira que contrasta com os recentes fracassos das últimas gerações.

ESPANHA INSISTE E EMPURRA A ARGENTINA, QUE TERMINA SEM FINALIZAR

Embora os técnicos tenham alterado as equipes, o panorama seguiu o mesmo. Os primeiros minutos do segundo tempo foram a repetição do primeiro. Domínio espanhol, muito volume de jogo, mais de 500 passes trocados, mais de 10 finalizações e os argentinos acuados

Mas a seleção europeia não levava tanto perigo. Rondava a área, encontrava espaços e usava muito os lados do campo, sobretudo o direito, com Yamal. Faltavam efetividade e mais intensidade no jogo dos espanhóis, que, quando chegavam, paravam em Dibu.

Até os 35 minutos, foram quatro importantes intervenções do goleiro argentino, em dois cabeceios de Ferran Torres e Laporte e outros dois arremates de Dani Olmo e Pau Cubarsí. Quando não apareceu foi porque o time espanhol disparou para fora, com Ferran Torres e Rodri.

A Argentina, retraída, limitou-se a se defender e terminou os 90 minutos sem fazer Unai Simón trabalhar. Não produziu nada ofensivamente a equipe comandada por Lionel Scaloni e cometeu faltas em excesso, algumas violentas. Duas delas renderam amarelos e a consequente expulsão de Enzo Fernández no acréscimo do jogo.

Não fosse Dibu, a Argentina teria sido derrotada nos 90 minutos. O goleiro, que rejeitou passar por cirurgia na mão para poder jogar o Mundial, viu valer a pena o seu sacrífico. No acréscimo, apareceu mais duas vezes e voou no canto esquerdo para impedir o que seria um golaço de falta de Yamal.

Mais 30 minutos de pressão espanhola

Não foram 90 minutos de pressão espanhola. Foram mais de 100. Na prorrogação, o roteiro se repetiu, com a insistência dos europeus no ataque, lançando mão de todos os recursos que tinham diante de um rival fragilizado e com inferioridade numérica.

A rede balançou com Nico Williams no primeiro tempo da prorrogação, mas o árbitro esloveno Slavko Vincic enxergou falta em Otamendi antes de o atacante finalizar. Dibu seguiu defendendo o que podia, e a defesa albiceleste fazendo seu papel com competência.

Seria um castigo se a Espanha não marcasse sequer um gol na decisão em que apenas ela atacou e se aproximou do gol. Não foi porque, depois de 105 minutos, a seleção europeia pôs o pé na forma e deixou eufóricos os espanhóis nas arquibancadas.

O herói do título que premiou o único time a jogar foi Ferran Torres, que entrara na etapa final. O atacante estava no lugar e no momento certos quando viu Nico Williams ajeitar de cabeça para ele acertar chute com violência no meio do gol e correr para celebrar. Os argentinos, claro, decidiram atacar depois do gol sofrido. Na pressão, sem organização, criaram três chances e não fizeram. Não havia tempo para buscar o empate. A taça mudou de dono e voltou para a Espanha após 16 anos.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 1 x 0 ARGENTINA

ESPANHA - Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Lamine Yamal, Oyarzabal (Ferran Torres) e Álex Baena (Nico Williams). Técnico: Luis de la Fuente

ARGENTINA - Dibu Martínez; Montiel (Molina), Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; De Paul (Simeone), Enzo Fernández, Mac Allister e Nico González (Paredes); Messi e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.

GOL - Ferran Torres, a um minuto do segundo tempo da prorrogação

CARTÕES AMARELOS - Lisandro Martínez, Romero, Scaloni, Mac Allister.

CARTÃO VERMELHO - Enzo Fernández.

ÁRBITRO - Slavko Vincic (Eslovênia).

PÚBLICO - 80.663 torcedores.

LOCAL - MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

Previsão

Ventania e calor continuam mas chuva chega na quarta-feira em MS

Tempestades devem chegar durante a quarta e a quinta-feira dessa semana, com acumulados podendo chegar a 50 milímetros no dia

19/07/2026 16h30

Tempestades chegam na quarta-feira em MS

Tempestades chegam na quarta-feira em MS FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A previsão do tempo para essa semana em Mato Grosso do Sul mostra dias de calor e vendaval, acompanhando a tendência observada nos últimos dias. 

A atuação do fenômeno Jato de Baixos Níveis, que é um corredor de ventos fortes soprando na parte baixa da atmosfera (entre 1 e 3 km de altura) favorece a ocorrência de ventanias, que chegaram a quase 50 km/h em Campo Grande nos últimos três dias. 

Pelo menos 53 municípios nas regiões oeste, sudoeste, centro-sul e sudeste do Estado continuam em alerta para vendavais, com possibilidade dos ventos chegarem a 100 km/h até a terça-feira (21). 

Paralelo aos ventos, a bolha de ar quente continua no Estado, mantendo as temperaturas altas e a umidade do ar em níveis baixos, variando entre 10% e 30%. 

Diante deste cenário, o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) recomenda o reforço na hidratação e que sejam evitadas exposições prolongadas ao sol nos períodos mais quentes do dia, além de cuidados adicionais com crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e com os animais. 

Em Campo Grande, as máximas ficam na casa dos 30ºC entre segunda-feira e terça-feira, e as mínimas chegam a 23ºC. 

Em Ponta Porã, mesmo com nebulosidade, as máximas também variam entre 29ºC e 30ºC e as mínimas não passam dos 22ºC. 

Em Corumbá, as temperaturas chegam a 34ºC na próxima terça-feira (21) e as mínimas chegam a 24ºC. 

Em Três Lagoas, as máximas ficam entre 32ºC e 34ºC até a quarta-feira (22) e as mínimas variam entre 19ºC e 20ºC. 

Tempestades

A partir de quarta-feira (22), são esperadas chuvas em grande parte do Estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestades a partir dessa data, com acumulados podendo chegar a 50 milímetros diários. 

Na Capital, são esperadas chuvas fortes na quinta-feira (23), com acumulados podendo ultrapassar os 28 milímetros no dia. A temperatura cai e chega a 22ºC de máxima.

Em Três Lagoas e região, há uma queda brusca de temperatura a partir de quinta-feira, saindo de 34ºC para uma máxima de 25ºC na próxima quinta-feira (23), com acumulados de 25 milímetros. 

Na região do Pantanal, deve começar a chover a partir da próxima quarta-feira (22), com acumulados de aproximadamente 20 milímetros até a próxima quinta. 

Em Ponta Porã, chove forte na quarta-feira, com previsão de temporal durante a tarde e a noite. Os acumulados podem chegar a 14,6 milímetros. 

Após essa semana, não são esperadas mais chuvas até o fim do mês de julho no Estado. 
 

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