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justiça de MS

Juiza determina que prefeitura reajuste tarifa de ônibus sempre em outubro

Decisão saiu no dia 30 de outubro e prefeitura tem 15 dias de prazo para comprovar o reajustamento da tarifa

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Nesta segunda-feira (30), a justiça de Mato Grosso do Sul determinou que a prefeitura deve conceder o reajuste da tarifa de ônibus serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus sempre no mês de outubro de cada ano. 

O Consórcio entrou na justiça alegando que a prefeitura vem descumprindo o reajuste tarifário que tem como data-base, estabelecida em contrato, o mês de outubro de cada ano. 

Além disso, destaca que há o acúmulo mensal de déficit tarifário, decorrente da omissão de providências administrativas.

O Consórcio alega, ainda, que não há revisão ordinária desde 2019, afirmando que há "total descumprimento à cláusula 3.8 do Contrato de Concessão, bem como ausência de implementação prática do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) firmado perante o TCE/MS", informa o texto do processo. 

Logo, a empresa pediu na justiça para a prefeitura:

  • a) apresentar plano visando o afastamento do déficit tarifário, ou seja, se haverá aportes de subsídios complementares ou outras formas de financiamento para restabelecer o equilíbrio das receitas e despesas do serviço de transporte; 
  • b) reajustar a tarifa obedecendo-se o mês de outubro como data-base e 
  • c) divulgar ato deliberando sobre a revisão ordinária do contrato e cumprimento das obrigações entabuladas no TAG. 

Sobretudo, no processo que corre na justiça, o Consórcio alega omissão ilegal por parte da 
Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg). 

"É evidente que o mês de outubro deve ser o prazo final para que os REQUERIDOS [prefeitura] aprovem o reajuste tarifário, contudo, pelo que dos autos constam, no final do mês de setembro, o REQUERENTE [Consórcio Guaicurus] solicitou providências no que concerne ao reajuste à REQUERIDA AGEREG, porém não há notícias de resposta do órgão concedente, presumindo-se que há omissão ilegal da Administração, que não deve ser suportada". 

Procurada pela reportagem, a Agereg informou apenas que "a Procuradoria Geral do Município informa que o Município não foi notificado".

A reportagem solicitou números sobre porcentagem do reajuste. O Consórcio afirma que os números devem ser repassados pela Agereg, a qual não respondeu a esse questionamento. 

O que se sabe, conforme repassado pelo jurídico do Consórcio, é que outras questões também estão sendo solicitadas e avaliadas, como aumento de salário, insumos, impostos, inflação. Além disso, alegam que a tarifa está defasada há anos e que os prejuízos são imensos. 

Determinação da juíza

Diante de todas essas alegações, a juíza Cíntia Xavier Letteriello deferiu parcialmente os pedidos de tutela provisória antecedentes, determinando que a prefeitura deve, no prazo de 15 dias, comprovar o reajustamento da tarifa, obedecendo-se o mês de outubro como data-base.

Ficou determinado também que a prefeitura deve promover a divulgação de ato deliberando sobre a revisão ordinária do contrato e no cumprimento das obrigações entabuladas no TAG na cláusula 5ª.

A prefeitura terá, ainda, o prazo de 30 dias para apresentar resposta.

Saiba como é feito o reajuste 

No ano passado, o prazo para o reajuste da tarifa também não foi cumprido, o qual é calculado anualmente pela Agereg, com base em custos  como o valor atual do combustível, bem como os custos médios com manutenção dos veículos e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O último reajuste tarifário foi estabelecido em fevereiro deste ano, com o valor da passagem convencional em R$ 4,65, conforme mostram os dados disponíveis no portal do Consórcio Guaicurus.

Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 13h55

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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