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Campo grande

Prefeitura descumpre acordo e tem 60 dias para reformar abrigo sucateado

Caso a administração municipal não cumpra o prazo, receberá multa diária de R$ 10 mil

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Decisão judicial, obtida pela 67ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), obriga a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) a reformar o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) em até 60 dias úteis, sob multa diária de R$ 10 mil.

O Centro POP, que abriga moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social em Campo Grande, está sucateado. 

De acordo com o MPMS, a sede do Centro POP apresentou diversos danos em sua infraestrutura, como:

  • rede de esgoto em situação precária, com entupimentos e acúmulo de dejetos
  • estrutura precária, sem manutenção adequada e insalubre
  • redução na equipe de funcionários
  • falta de higiene e limpeza nos banheiros
  • ausência de banheiros suficientes para atender a demanda - no local há apenas dois toaletes, sendo um masculino e um feminino, que são utilizados por cerca de 120 pessoas diariamente
  • lavanderia alagada, com água suja e pútrida por falta de drenagem
  • falta de acessibilidade

O Correio do Estado visitou as instalações do local em agosto de 2024 e também flagrou diversas irregularidades, como:

  • ausência de chuveiro em alguns banheiros
  • ausência de chuveiro elétrico, com água quente, em todos os banheiros
  • ausência de torneira na pia
  • ausência de papel higiênico
  • porta do banheiro quebrada
  • Vidros em portas quebrados
  • Falta de pintura
  • Falta de limpeza

Com isso, o Ministério Público alegou que o prédio precisa ser reformado urgentemente, com reparos em:

  • instalações sanitárias, na rede de esgoto e na drenagem
  • reparos nos chuveiros
  • ampliação da estrutura de banho
  • adaptações de acessibilidade
  • inclusão de novos profissionais
  • restabelecimento do serviço de fornecimento de passagens
  • implantação de nova residência inclusiva para pessoas com deficiência

MPMS e Ministério Público Federal (MPF) cobraram a Prefeitura de Campo Grande diversas vezes sobre a situação precária do Centro POP e obrigaram, em maio de 2024, que adotasse providências para melhorar a qualidade de vida a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Até então, a Prefeitura tinha se comprometido a realizar os reparos, mas não foi o que aconteceu. Em março de 2025, as autoridades visitaram novamente o prédio e constataram que a administração municipal não atendeu às exigências das autoridades e o Centro POP continua em situação insalubre.

“O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 67ª Promotoria de Justiça de Direitos Humanos de Campo Grande, obteve na Justiça determinação para que o Município de Campo Grande cumpra as obrigações contidas no Acordo Extrajudicial firmado e homologado com o MP em juízo. A decisão visa à adequação das condições de atendimento e da infraestrutura do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop).

Em maio de 2024, a 67ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ingressou com ação civil pública com a finalidade de obrigar o Município de Campo Grande a realizar melhorias na infraestrutura e na prestação de serviços no Centro Pop da capital. Durante a ação, foi firmado um Acordo Extrajudicial entre o MPMS e a Prefeitura de Campo Grande, que se comprometeu a cumprir diversas obrigações.

Tendo em vista a constatação do não cumprimento das obrigações assumidas pelo Município de Campo Grande, a 67ª Promotoria de Justiça ingressou com pedido judicial de cumprimento de sentença. A Justiça acatou o pedido do MPMS e estabeleceu que a Prefeitura cumpra as obrigações do TAC em até 60 dias úteis, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por dia de atraso”, informou o MPMS por meio de nota.

O Correio do Estado procurou a PMCG através de e-mail para prestar mais esclarecimentos sobre o assunto, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

CENTRO POP

O Centro POP é um serviço de assistência social prestado pela prefeitura que atende pessoas em situação de rua em Campo Grande. Abriga entre 100 e 120 pessoas.

É administrado pela Secretaria de Assistência Social (SAS), através da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Confira algumas fotos:

falsificação documental

Esquema de diplomas falsos é alvo da Polícia Civil em interior de MS

Suspeitos ofereciam 'serviço' de falsificação dos documentos e diziam a estudantes de escolas estaduais que não era necessário ir a aulas e provas

27/05/2026 11h30

Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas do ensino médio em duas cidades do interior do estado, Bataguassu e Santa Rita do Rio Pardo, a 310 e 242 quilômetros da Capital, respectivamente. Os investigados de comprar os documentos falsos são menores de idade.

A investigação iniciou após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por alguns estudantes. De acordo com as informações policiais os certificados de conclusão do ensino médio eram pagos por pix.

Para conseguir o serviço, os alunos contatavam um dos suspeitos, que prometia emitir os documentos sem necessidade dos alunos frequentarem a escola ou realizarem as provas.

Até o momento, a investigação apreendeu históricos escolares e certificados suspeitos, além dos comprovantes de pagamento feito nas negociações. A polícia aponta o envolvimento de mais de uma pessoa, mas não divulgou identificação e quantos são os envolvidos.

Porém, entre os envolvidos, há indivíduos de fora do ambiente escolar que também adquiriram outros documentos falsos, além de suspeitos maiores de idade, que agiam no contato e abordagem dos 'clientes' e em movimentações financeiras.

As duas cidades que ocorrem a investigação são vizinhas e apresentam distância de aproximadamente 68 quilômetros.

O caso segue em andamento para identificação completa dos envolvidos no esquema, assim como a organização e modus operandi da produção e comercialização da falsificação.

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Em MS

Mulher é condenada por ofensas racistas contra a ex-cunhada em Terenos

O caso aconteceu em 2023 e os insultos e ameaças foram feitos partir de áudios enviados via Whatsapp

27/05/2026 10h30

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças

A ré foi condenada à dois anos de prisão por injúria racial e um mês pelas ameaças Foto: Divulgação

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Após atuação do Ministério Público de Mato Grosso Sul (MPMS), uma mulher foi condenada em Terenos pelos crimes de ameaça e racismo (injúria racial equiparada), por ofensas direcionadas à ex-cunhada. A atuação aconteceu por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Terenos. 

O caso ocorreu em junho de 2023 e completará três anos no próximo mês, na época do acontecimento a ré encaminhou áudios por meio do Whatsapp para familiares da vítima e proferindo inúmeras ofensas verbais de cunho racista, ainda nos áudios foram feitas ameaças de violência física e morte. 

Entre os conteúdo dos áudios encaminhados à vítima constava ameaças como “não sairia viva” e ainda declarou que “cortaria o pescoço” dela e de seus filhos. Em depoimento a vítima confirmou os fatos e alegou ter sentido medo real das ameaças. 

A irmã da vítima confirmou o acontecido e afirmou ter recebido os áudios contendo insultos de cunho racial e ameaças à ofendida.

Já a defesa da ré negou parte dos fatos, sustentando o argumento que estava fazendo apenas um mero desabafo em um contexto de abalo emocional. Ela ainda alegou que não se recorda de ter feito as ameaças mencionadas na denúncia. 

Porém o Juízo recusou a alegação da defesa e acolheu a denúncia do MPMS, reconhecendo que as provas se mostraram coerentes e suficientes para a condenação. 

Por fim, a ré foi condenada a 2 anos de prisão, pelo crime de injúria racial equiparada e um mês de detenção pelo crime de ameaça, inicialmente ela irá cumprir em regime aberto. 

Ainda foi fixado pelo Juízo um pagamento de dez dias-multa, quando o condenado é obrigado a pagar uma quantia ao Fundo Penitenciário Nacional (FUMPEN), tendo em vista a gravidade das ameaças. 
 

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