Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou a lei que autoriza a integralização do valor do Piso Nacional do Magistério na Capital.
Há anos a categoria luta por reajuste salarial e equiparação da remuneração correspondente ao Piso do Magistério.
Com isso, a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) atendeu ao pedido da classe e do sindicato e oficializou a repactuação da Lei do Piso.
Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), que possuem carga horária de 20 horas semanais, vão ganhar o Piso Nacional integral - correspondente a R$ 4.800,00 - até 2030.
O reajuste será dividido por ano, de 2026 a 2030. Confira:
- 2026: maio - reposição de 100% da correção anual do Piso Nacional, 2% de reajuste em janeiro e 3% de reajuste em setembro;
- 2027: maio - reposição de 100% da correção anual do Piso Nacional e 5% de reajuste em setembro;
- 2028: maio - reposição de 100% da correção anual do Piso Nacional e 5% de reajuste em setembro;
- 2029: maio - reposição de 100% da correção anual do Piso Nacional e 5% de reajuste em setembro;
- 2030: maio - reposição de 100% da correção anual do Piso Nacional e 5% de reajuste em setembro.
A incorporação da verba indenizatória dar-se-á tão logo os reajustes e reposições anuais atinjam a equivalência de 90% do piso nacional.
A Lei nº 7.523 foi publicada na manhã desta quarta-feira (19) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Ao Correio do Estado, o presidente da Associação Campo-grandense dos Professores (ACP), Gilvano Bronzoni, afirmou que o projeto foi aprovado em 22 de setembro em Assembleia na ACP, na quinta-feira (13) na Câmara Municipal e publicado nesta quarta-feira (19) em Diário Oficial.
Atualmente, o salário do Magistério é de R$ 4,1 mil. A Rede Municipal de Ensino (Reme) tem 205 escolas, 110 mil alunos e 8.000 professores que ministram aulas da Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental.



