Cidades

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Líder de greve da PM é internado após infarto em presídio

Líder de greve da PM é internado após infarto em presídio

Folhapress

04/05/2014 - 12h45
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O vereador de Salvador, Marco Prisco (PSDB), líder de greves da Polícia Militar na Bahia, foi internado em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) após sofrer um infarto ontem, no presídio da Papuda, em Brasília.

Prisco foi preso dia 18 de abril deste ano, um dia após o anúncio do fim da última greve da PM na Bahia, entre os dias 16 e 17. Neste período, Salvador registrou 52 homicídios.

A Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares da Bahia), entidade que Prisco preside, divulgou nota informando que o infarto ocorreu após "tentativa frustrada de fuga de internos" da unidade prisional, onde o vereador está preso por supostos crimes durante a greve da PM de 2012.

Segundo a Aspra, Prisco sentiu fortes dores no peito e está sendo tratado pela médica plantonista da UPA, São Sebastião, como vítima de infarto, após ser ameaçado de morte pelos internos e ser acusado de "informante".

Ainda segundo a associação, "agentes federais conseguiram impedir a iniciativa e, conforme informações, outros presos passaram a ameaçar o vereador por acreditar que, por ser representante de policiais militares, teria indicado a iniciativa de evasão para os federais".

Para a Aspra, Prisco tem de ser transferido para outro local que dê atendimento mais adequado.

"Na unidade médica, o advogado Leonardo Mascarenhas [da Aspra] foi informado pela médica plantonista de que o vereador está sendo tratado como caso de infarto e a unidade médica não tem condições e atendê-lo da forma adequada".

Ainda não há perspectivas de transferência de Prisco. Ele tentou derrubar no STF (Supremo Tribunal Federal) a decisão judicial que o mantém preso preventivamente por 90 dias, mas o ministro Ricardo Lewandowiski negou o pedido.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal) da Bahia, autor do pedido de prisão, na greve de 2012 Prisco "afiançava atos de vandalismo voltados a inspirar terror na população e obter influência nas negociações, chegando ao cúmulo de se valer de manobras e táticas militares para atingir seu escopo".

Dentre os supostos crimes cometido pelo ex-PM estão "a tomada de assalto de prédios públicos (quartéis e o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia), a paralisação dos serviços policiais e a interdição em rodovias federais que passam pelo estado (BRs 101 e 116 próximo à Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus)".

A defesa de Prisco nega os crimes e, sobre a ocupação na Assembleia Legislativa da Bahia, diz que ela não ocorreu, tendo os policiais acampados do lado de fora da Casa. "Em nenhum momento os policiais e bombeiros militares impediram o funcionamento do Legislativo", diz a defesa. 

SAÚDE

Em crise, Santa Casa restringe serviços a atendimentos emergenciais

O hospital só atenderá pacientes que forem encaminhados pelo Complexo Regulador Estadual (CORE)

15/10/2026 12h45

Dr. Luiz Alberto Kanamura, superintendente hospitalar da Santa Casa

Dr. Luiz Alberto Kanamura, superintendente hospitalar da Santa Casa Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O Hospital Santa Casa de Campo Grande informou que, dentro de 24 horas, os serviços serão restritos a casos de emergência e os pacientes serão atendidos apenas com a apresentação de uma oficialização emitida pelo Complexo Regulador Estadual (CORE). De acordo com o superintendente hospitalar, Dr. Luiz Alberto Kanamura, essa medida de eliminar a "porta aberta" tem como objetivo preservar os recursos para as emergências mais graves.

Os pacientes que não precisam de atendimento emergencial, serão transferidos ou atendidos em outras unidades hospitalares da rede. Estas medidas ocorrem após a Santa Casa não ter aceitado o acordo com o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande sobre um novo contrato. 

"Apesar da parte técnica ter evoluído, nós não chegamos a uma definição, uma adequação da parte financeira do hospital. Para apresentar e atender aquele contrato, o hospital precisaria de uma adequação financeira, coisa que não se chegou a um acordo. Por conta de não haver esse acordo, a equipe técnica e a decisão foi de não assinar o contrato. A expectativa é que se tenha um contrato com paridade financeira para que nós não estejamos sempre na situação de estar devendo, de estar restringindo, de estar achando que esse dinheiro seja mau gasto", disse o superintendente hospitalar.

Ainda de acordo com o Dr. Luiz Alberto Kanamura, foi solicitado pelo Estado e pelo Município que a Santa Casa se adeque ao orçamento e diminua o número de leitos e serviços, focando em sete áreas de alta complexidade e referência estadual: politraumatizados graves, neurocirurgia clínica e cirúrgica, ortopedia, cardiologia clínica e cirúrgica, cirurgia vascular e grandes queimados.

Ele também destaca que o déficit financeiro está causando a saída de profissionais, que não recebem o salário.

"Não é novidade que nós estamos num déficit financeiro e com vários fornecedores, equipe médicas em atraso. Esse atraso está gerando várias equipes solicitando a saída do corpo clínico. Nós temos hoje falta de OPM (Órteses, Próteses e Materiais Especiais) em várias áreas, por exemplo". 

Exemplos de áreas com este problema são a de hemodinâmica, ortopédicas e de cirurgia vascular. Kanamura disse que por conta disso, a gestão está formalizando ao juiz, secretário municipal de saúde, estadual e Ministério Público que serão restritos, dentro de 24 horas, somente atendimentos em estados emergenciais.

A dívida total da Santa Casa é de R$ 810 milhões, com um passivo circulante mensal de aproximadamente R$ 180 milhões. Os gastos mensais estimados são de R$ 54 milhões. O hospital recebe, por mês, cerca de 32 milhões dos órgãos públicos, sendo que R$ 5 milhões já eram descontados na fonte. Somados com o que recebe do setor privado, são recebidos R$ 35 milhões.

O superintendente também informou que há risco de não ter mais serviços, até o fim do mês, de algumas especialidades devido ao atraso no pagamento, como a anestesiologia. Isto foi até mesmo formalizado na Justiça.

FIM DO ISOLAMENTO

Sinal de celular deve cobrir toda BR-163 antes do previsto em MS

Política nacional de conectividade anunciada nesta quinta-feira (15) prevê que a rodovia tenha o sinal em toda extensão até o fim do próximo ano

15/10/2026 12h20

Atualmente, sinal de celular está disponível só perto das áres urbanas e concessão exige cobertura total somente em agosto de 2028

Atualmente, sinal de celular está disponível só perto das áres urbanas e concessão exige cobertura total somente em agosto de 2028

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (15) a política nacional de conectividade para rodovias. O plano consiste em um conjunto de iniciativas para levar a cobertura de telefonia e internet móveis para uma extensão total de 72,3 mil quilômetros de estradas federais e estaduais até 2030. 

Nas estradas federais, a meta é levar o sinal para mais 29,9 mil quilômetros, ampliando a cobertura dos atuais 27,2 mil para 57,1 mil quilômetros - o correspondente a cerca de 77% de toda a malha federal no País. O cronograma prevê que já em 2027 sejam conectados 16 mil quilômetros de vias.

No final desse processo, haverá cobertura integral de seis rodovias federais consideradas prioritárias: BRs 101, 16, 135, 163, 242 e 364. A BR 101, por exemplo, é uma das rodovias mais importantes do País, ligando o Nordeste ao Sul, com 4,8 mil quilômetros de extensão.

No contrato de repactuação do Governo Federal com a Motiva, assinado em agosto do ano passado, está previsto que até o final do terceiro ano de concessão (agosto 2028) os usuários dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul tenha acesso ao serviço. 

Agora, se o programa do Governo Federal sair do papel, a disponibilização do serviço ficará disponível com pelo menos oito meses de antecdência. 

RODOVIAS ESTADUAIS

Já nas rodovias estaduais, o plano prevê a cobertura em mais 42,4 mil quilômetros.

Para atingir essas metas, a política nacional considera uma série de medidas, sendo que a principal delas é a obrigação imposta para as operadoras abrirem o sinal de internet entre si, via compartilhamento das redes. Dessa forma, o usuário de uma operadora poderá se conectar ao sinal de outra empresa.

Essa obrigação definida para as empresas será o grande motor da política nacional de conectividade, sendo responsável por levar internet para 13 mil quilômetros de rodovias federais e 42,4 mil quilômetros (100%) das estaduais.

Apesar da obrigação imposta, as operadoras não serão compensadas, pois a expectativa do governo é que os custos de cada uma com a cessão da rede sejam compensados pelo ganho com o uso da infraestrutura das demais.

Além disso, a política se apoia em outras medidas que já haviam sido pactuadas e estavam em andamento. Entre elas está o leilão da faixa de 700 Mhz realizado no primeiro semestre, que determinou às operadoras a contrapartida de levar o sinal para 6,4 mil quilômetros de rodovias e áreas rurais.

Outra parte da cobertura, de 4,3 mil quilômetros, será providenciada pela Claro. Essa cobertura foi colocada como contrapartida pelo contrato assinado com a União, meses atrás, para adaptar os contratos de concessão de telefonia da companhia

A política nacional prevê ainda que 1,3 mil quilômetros virão das próximas concessões de rodovias, que já terão a conectividade como obrigação.

"Estamos reorganizando todos os instrumentos disponíveis, regulatórios, tecnológicos e financeiros, para garantir internet ao longo de praticamente toda a malha nacional", afirmou o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filha, durante entrevista em São Paulo, para lançamento da nova política pública.

Ele destacou que a telefonia e a internet nas rodovias vão facilitar medidas diversas, como chamadas de emergência e uso de aplicativos, com benefícios para motoristas, passageiros e comunidades ao redor das estradas. São esperados também ganhos de produtividade para o agronegócio, a logística e os transportes, apontou.

A conectividade também deve apoiar serviços de cobrança automática de pedágios (o chamado free flow) e outros serviços, como pesagem de veículo de carga sem paradas.

 

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