Cidades

Enem 2022

Lideranças indígenas elogiam tema da redação do Enem

Primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio de 2022 foi realizada neste domingo

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Lideranças indígenas comemoraram nas redes sociais o tema da redação do Enem deste ano, que pediu aos candidatos para escrever sobre os "Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil".


O Enem começou neste domingo (13). O exame recebeu nesta edição o menor número de inscrições em 17 anos. Desde o início do governo Bolsonaro, alunos mais pobres, de escolas públicas, pretos e pardos foram os mais excluídos da prova.


Nas redes sociais, a deputada federal eleita, Sônia Guajajara (PSOL-SP), comentou que os direitos indígenas têm sido violados no país desde 1500, mas, sobretudo, nos últimos quatro anos.


"Desde a invasão em 1500 nossos direitos tem sido violados, sobretudo, nos últimos quatro anos onde declaradamente a atual gestão, que já derrotamos nas eleições, executava sua política de extermínio dos povos originários e comunidades tradicionais", disse Guajajara.


Célia Xakriabá (PSOL-MG), também eleita deputada federal, comemorou que o tema tenha entrado no Enem e disse esperar que a discussão se torne mais presente nas escolas.


"O tema da redação do enem hoje é a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil! É tempo de olhar para a nossa ancestralidade, para a nossa cultura e para nossos povos originários. Que isso entre nas escolas e no imaginário de todos os brasileiros e brasileiras", disse.


A Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) também elogiou a escolha do tema.


"Neste momento, milhões de estudantes estão pensando e escrevendo sobre os povos originários do Brasil", disse a entidade.
A escolha do tema é comemorada, sobretudo, após ataques do presidente Bolsonaro à prova e tentativas de interferência de seu governo na elaboração da prova.


No ano passado, Bolsonaro chegou a dizer que "se pudesse interferir, não teria questão ideologizada ali" ao comentar sobre a prova do Enem.


A política indigenista do país foi uma das mais afetadas durante o governo Bolsonaro, com uma série de retrocessos na área e o aparelhamento da Funai. Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu criar o Ministério dos Povos Indígenas.

 

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APREENSÃO

Polícia prende influencer que fatura milhões com rifas de carro

Eduardo Razuk e o irmão foram presos nesta terça-feira em operação que apura lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias

18/08/2026 10h00

 Eduardo Razuk foi preso nesta terça-feira (18), em Campo Grande, durante operação que investiga lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias

Eduardo Razuk foi preso nesta terça-feira (18), em Campo Grande, durante operação que investiga lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias Paulo Ribas

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O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva Razuk, conhecido nas redes sociais por exibir carros de luxo e promover rifas de veículos, foi preso na manhã desta terça-feira (18), em Campo Grande, durante operação da Polícia Civil. O irmão dele, Rafael Rezende da Silva Razuk, também foi preso. 

A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. A operação é coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), com cumprimento de mandados em Campo Grande e Dourados.

A dimensão financeira das rifas chama a atenção, de acordo com os carros que aparecem no perfil de Eduardo, estão modelos que ultrapassam R$ 1 milhão, enquanto a participação nos sorteios era oferecida aos seguidores por valores que, em alguns casos, ficam entre R$ 7 e R$ 8.

Razuk reúne mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais e construiu sua presença na internet principalmente em torno do universo automobilístico. Além dos sorteios, publicava vídeos de veículos de alto padrão, viagens e outros registros de uma rotina marcada pela exposição de bens de elevado valor.

Nesta terça-feira, equipes policiais estiveram em endereços ligados aos irmãos na região da Vila Carlota, Vilas Boas e Jardim Cruzeiro, em Campo Grande. Diversos veículos foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados e encaminhados para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (Defurv).

Entre os automóveis recolhidos estão modelos de alto valor. Um Volkswagen Arteon, veículo pouco comum no Brasil, tem valor estimado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil. Também estão entre os carros relacionados à operação um veículo da BMW avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão e uma RAM estimada em mais de R$ 600 mil. 

No endereço onde o irmão do influenciador foi preso, no Vilas Boas, uma Ford Ranger e um Mini Cooper também foram apreendidos.

Nas redes sociais e em página destinada aos sorteios, Razuk divulgava veículos de diferentes faixas de preço. Entre os modelos anunciados estava um Porsche 911, cujas versões podem ultrapassar R$ 1,2 milhão no mercado.

Horas antes da prisão o influenciador estava em Angra dos Reis, mesmo após a prisão, conteúdo relacionado às rifas continuou aparecendo em seu perfil no Instagram. Um vídeo publicado horas depois da operação apresentava um Volkswagen Golf GTI como um dos próximos veículos destinados a sorteio. 

As investigações também miram a movimentação financeira do irmão de Eduardo, uma empresa cuja atividade declarada estaria relacionada à construção civil e à coleta e tratamento de resíduos, teria sido utilizada para receber valores provenientes das rifas, apesar de não possuir atividade regularizada para exploração desse tipo de sorteio.

A suspeita sobre a forma como os recursos circulavam é um dos pontos que integram a investigação policial.

Problemas desde 2020

A prisão desta terça-feira ocorre anos depois de Eduardo Razuk ter sido alvo de questionamentos sobre sorteios realizados pela internet.

Em 2021, o Correio do Estado mostrou que uma rifa promovida pelo influenciador oferecia como prêmio um Ford Mustang Black Shadow que não pertencia a ele, mas a um lojista do Paraná.

Na ocasião, foram colocadas à venda 20 mil cotas por R$ 50 cada, o que representava potencial de arrecadação de R$ 1 milhão. O Mustang era avaliado, à época, em aproximadamente R$ 356,6 mil.

O veículo anunciado acabou não sendo entregue. Razuk afirmou posteriormente que teria oferecido ao vencedor a possibilidade de receber outro automóvel semelhante ou o valor correspondente em dinheiro. Segundo a versão apresentada pelo influenciador naquele momento, o ganhador teria escolhido o pagamento.

A reportagem também revelou naquele ano que Razuk já respondia a procedimentos administrativos relacionados à realização de sorteios sem autorização. Outro caso envolvia uma Volkswagen Amarok, em uma ação que teria movimentado cerca de R$ 500 mil sem que o veículo fosse sorteado conforme inicialmente anunciado.

Apesar das controvérsias, o influenciador voltou a promover rifas e ampliou seu público nos anos seguintes.

 Em abril de 2020, ele chegou a ser preso em Campo Grande por suspeita de receptação de um Toyota Corolla XRS com placas paraguaias.

O veículo havia aparecido em vídeos publicados pelo próprio influenciador e posteriormente foi localizado e apreendido pela Polícia Civil.

Razuk foi liberado no mesmo dia após pagamento de fiança de R$ 20 mil, enquanto o automóvel permaneceu apreendido.

No mesmo período, o influenciador também ganhou repercussão por vídeos em que aparecia dirigindo em alta velocidade pelas ruas de Campo Grande. Em março de 2020, durante as restrições impostas em razão da pandemia de Covid-19, ele publicou imagens circulando pela cidade durante o toque de recolher.

O episódio resultou em investigação sobre condutas como direção perigosa, desobediência e descumprimento das medidas sanitárias então vigentes.

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RODOVIAS

Ponte na MS-345 será interditada por 48 horas

Bloqueio começa às 6h desta terça-feira (18) e segue até a manhã de quinta-feira (20)

18/08/2026 09h00

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, ficará fechada ao tráfego durante 48 horas para serviços de recuperação e reforço da estrutura

Ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, ficará fechada ao tráfego durante 48 horas para serviços de recuperação e reforço da estrutura Divulgação

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Motoristas que utilizam a MS-345 entre Anastácio e Bonito terão de buscar rotas alternativas nesta semana. A ponte sobre o Rio Miranda ficará totalmente interditada por 48 horas para a realização de novos serviçoes de recuperação e reforço da estrutura.

Conforme informado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), a interrupção do tráfego começa às 6h desta terça-feira (18) e está prevista para terminar às 6h de quinta-feira (20).

A medida é necessária para permitir a execução dos trabalhos na ponte e, ao mesmo tempo, preservar a segurança dos usuários da rodovia durante a intervenção. 

A obra é gerenciada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e entra agora em uma nova etapa, com serviços voltados à recuperação e ao reforço da estrutura.

Durante o período de bloqueio, a orientação é para que quem pretende viajar para Bonito ou deixar o município programe o deslocamento com antecedência, já que será necessário utilizar outros caminhos.

Rotas alternativas

Uma das opções indicadas é seguir pela BR-419. Nesse trajeto, o motorista passa por Aquidauana, segue até Nioaque e Guia Lopes da Laguna e, posteriormente, acessa a MS-382 para continuar a viagem em direção a Bonito.

A segunda alternativa é pela MS-339. Neste caso, o trajeto começa em Miranda, passa por Bodoquena e segue até Bonito.

A recomendação é que os condutores considerem o desvio no planejamento da viagem, principalmente em razão do aumento da distância e do tempo de deslocamento provocado pela interdição.

A previsão é de que o tráfego na ponte sobre o Rio Miranda seja restabelecido a partir das 6h de quinta-feira (20), após o período reservado para execução dos serviços.

Obras

A obra de recuperação estrutural da ponte de concreto sobre o Rio Miranda, no distrito de Águas do Miranda, entre os municípios de Anastácio e Bonito, é executada pela Agesul, integrando as ações do Governo do Estado para a recuperação da estrutura.

Ao todo, a obra tem um investimento de R$ 3,3 milhões e inclui  o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequação técnicas para melhorar a estabilidade da ponte, que foi construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da rodovia ser pavimentada. 

Após cada interdição total, a ponte volta a operar com as restrições já adotadas no trecho, como sistema pare e siga, tráfego em meia pista e circulação limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas e passagem de um veículo por vez.

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