Cidades

transferidos

Líderes de facções no RS
chegam a Campo Grande

Foram necessários o empenho de 3 mil agentes na operação

RODOLFO CÉSAR

28/07/2017 - 16h33
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Integrantes de quadrilhas que atuam no tráfico de drogas, ordenamento de execuções e roubos a banco no Rio Grande do Sul foram transferidos hoje para presídios federais.

Para Campo Grande, pelo menos quatro presos que estavam na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas, na região metropolitana de Porto Alegre, e na Cadeia Pública de Porto Alegre desembarcaram na base aérea na tarde de hoje. Não foram divulgados os nomes dos presos que ficarão na unidade prisional federal da cidade.

Ao todo, 27 homens foram transferidos. Eles atuam em facções criminosas e o governo daquele estado tenta desarticular os grupos que mesmo com integrantes presos, continuavam agindo. Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) fez a transferência para a Capital, Porto Velho (RO) e Mossoró (RN).

" Eles são líderes de várias facções e comandavam o tráfico de drogas, ordenavam execuções, roubos a bancos e arquitetavam crimes de dentro dos presídios", divulgou nota do Ministério da Justiça.

Somadas, as penas de todos os réus somam 1,2 mil anos, conforme divulgou o G1. Para garantir segurança na operação chamada de Pulso Firme, foi necessário o empenho de 3 mil agentes. O trabalho foi realizado pelo Departamento Penitenciário do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em Campo Grande, o esquema de segurança foi feito com agentes da Polícia Federal e o pouso do avião aconteceu na base aérea para evitar que os apenados tivessem contato com passageiros do Aeroporto Internacional.

No Presídio Federal da Capital, os detentos são submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), que dificulta o acesso deles com pessoas de fora do sistema penitenciário. Por conta de ameaças a agentes e a morte de três servidores neste ano, o Ministério da Justiça também suspendeu as visitas íntimas para aumentar o isolamento de líderes de facções.

LISTA DOS TRANSFERIDOS

Caio Cezar Pereira da Silva (Caio Loco);

Dezimar de Moura Camargo (Tita);

Cristiano Feijó Madrile (Cabelo);

Juliano Biron da Silva (Biron). Acusado de ter matado o fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, 23 anos, em Canoas, em julho de 2015. Biron foi preso em Santa Catarina em janeiro de 2016;

Tiago Benhur Flores Pereira (Benhur);

Fabrício Santos da Silva (Nenê);

Daniel Araújo Antunes (Patinho);

Tiago Gonçalves Prestes (Pasteleiro);

José Marcelo Reyes Morales (Camarão);

Marcos José Viotti (Mineiro);

Fábio Luis da Silva Mello (Fábio do Gás);

Cássio Alexandre Ribeiro (Vida Loka);

Vanderlei Luciano Machado (Lelei);

Fábio Fogassa (Alemão Lico);

José Carlos dos Santos (Seco). Um dos principais assaltantes de bancos e carros-fortes no Rio Grande do Sul. Em 2014, foi condenado a 205 anos de prisão;

Márcio Oliveira Chultz (Alemão Márcio);

Diego Moacir Jung (Dieguinho);

Letier Ademir Silva Lopes (Letier). Traficante. Teria ordenado a morte de pelo menos 28 pessoas, segundo a Polícia Civil;

Milton de Melo Ferraz (Milton Tinga);

Jonatha Rosa da Cruz (Vick);

Wagner Nunes Rodrigues (Minhoquinha);

Leonardo Ramos de Souza (Peixe);

Anderson Bueno Martins (Fofo);

Risclei Bueno Martins (Risclei);

Adriano Pacheco Espíndola (Baiano);

Carlos José Machado dos Santos (Cacaio);

Eder Souza dos Santos (Edinho).

TRAGÉDIA

Um ano após morte da irmã, ciclista morre durante prova de mountain bike em MS

Homem passou mal durante o percurso e foi encontrado já em óbito por outros competidores; irmã morreu em acidente ocorrido há exatamente um ano

07/06/2026 17h33

Empresário participava de competição de moutain bike

Empresário participava de competição de moutain bike Foto: Reprodução / redes sociais

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O empresário Marcelo Costa de Souza, 42 anos, morreu após passar mal durante uma prova de mountain bike neste domingo (7), em Nova Andradina. A morte ocorreu um ano após a morte da irmã do ciclista, que faleceu em acidente de trânsito no dia 6 de junho do ano passado.

De acordo com informações do site Nova News, o ciclista, conhecido como Pitú, morava em Ivinhema e estava em Nova Andradina para participar da competição.

Ele fez a largada normalmente, junto aos demais competidos. Durante o percurso, alguns colegas perceberam a ausência do colega e retornaram parte do trajeto para procurá-lo, encontrando o ciclista caído.

Souza utilizava um equipamento de GPS e monitoramento e, no momento em que foi encontrado, os amigos perceberam que não havia mais registro de batimentos cardíacos.

Equipes de socorro que trabalhavam no evento realizaram os primeiros socorros e militares do Corpo de Bombeiros fizeram o transporte da vítima até um hospital. 

Foram feitas manobras de ressuscitação por cerca de 40 minutos, mas não houve reação e foi constatado o óbito.

As causas e circunstâncias da morte serão investigadas, mas a suspeita inicial é de que ele tenha sofrido um mal súbito e parada cardiorrespiratória durante a prova.

Segundo o site Vale do Ivinhema, Marcelo Costa de Souza era empresário no ramo automotivo e bastante conhecido na cidade.

Morte da irmã

No dia 6 de junho do ano passado, uma das irmãs do empresário, Marciele Costa de Souza,36 anos, morreu em um acidente na BR-376, próximo ao distrito de Vila Amandina.

Na ocasião, Marciele era passageira de um Corolla, que tinha como motorista um rapaz de 23 anos. Conforme informações divulgadas pela PRF na época, por motivos desconhecidos, o motorista perdeu o controle da direção, o carro saiu da pista e capotou diversas vezes.

Durante a capotagem, Marciele foi arremessada para fora do veículo e morreu na hora. Já o condutor teve ferimentos considerados leves e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros.

Empresário participava de competição de moutain bikeMarciele Souza morreu em acidente ocorrido no dia 6 de juno de 2025 (Foto: Iviagora / Arquivo)

luto oficial

Pré-candidato a deputado federal e ex-prefeito de cidade de MS morre aos 50 anos

Produtor rural foi prefeito de Camapuã de 2017 e 2020 e atualmente morava no interior de São Paulo

07/06/2026 17h01

Delano Huber foi prefeito de Camapuã de 2017 a 2020

Delano Huber foi prefeito de Camapuã de 2017 a 2020 Foto: Reprodução

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O produtor rural e ex-prefeito de Camapuã, Delano Huber, morreu na madrugada deste domingo (18), aos 50 anos. Atualmente, ele residia no município de Tupi Paulista, interior de São Paulo, e era pré-candidato a deputado estadual no estado vizinho pelo partido Democracia Cristã (DC).

O falecimento foi comunicado através de postagem nas redes sociais do agropecuarista, feita por familiares.

"É com profundo pesar e o coração apertado que comunicamos o falecimento de Delano Huber, ocorrido na madrugada deste domingo, 7 de junho de 2026. Agropecuarista dedicado, homem de fé, pai orgulhoso e um dos mais entusiasmados defensores do interior paulista, Delano deixa um legado construído com trabalho, respeito e amor genuíno pela sua terra e pela sua gente", diz a publicação.

Segundo o site camapuense Navega MS, o ex-prefeito foi vítima de infarto e o corpo será sepultado em Camapuã, atendendo a desejo manifestado em vida por Huber.

Delano Huber foi eleiro como prefeito de Camapuã nas eleições municipais de 2016, pelo PSDB, com 55,15% dos votos válidos, ficando a frente do Executivo Municipaçl de 2017 a 2020. Ele não concorreu a reeleição.

O atual prefeito do município, Manoel Nery, decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento.

"Delano deixou sua marca na história do nosso município por meio do trabalho, da dedicação à vida pública e do compromisso com o desenvolvimento de nossa cidade", diz nota publicada nas redes sociais da Prefeitura de Camapuã.

 

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