Cidades

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Lixão é a base da economia de três bairros

Lixão é a base da economia de três bairros

Redação

24/02/2010 - 06h49
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Cerca de seis mil famílias tiram da reciclagem o sustento da família, que também movimenta de forma indireta a economia de Campo Grande. Na região das proximidades do lixão da Capital, há uma média de R$ 1,5 milhão gerada mensalmente por meio do que é reciclado. A quantia movimenta a economia dos bairros Dom Antônio Barbosa, Lageado e Parque do Sol. São supermercados, padarias, vendedores ambulantes, bares, lanchonetes e até mesmo bicicletaria que sobrevivem graças às compras feitas pelos catadores. “Aqui o dinheiro se movimenta”, enfatiza o comerciante Sidney Freitas. Dono de um mercado no bairro Dom Antônio, ele considera o lixão essencial para manter a arrecadação do estabelecimento. “Eu posso assegurar que quase todos os meus clientes ou são catadores ou da família de catadores do lixão”, diz. Apesar de não declarar a renda mensal, Freitas acredita que, caso o lixão feche, o comércio da região será afetado e a mesma medida terá de ser adotada pelos comerciantes, “Imagine se fechar o lixão. Estamos todos fritos, com certeza nossa renda cairá em uns 90%”, contabiliza. Medo Os comerciantes temem que o possível fechamento do lixão – em consequência da ativação do aterro sanitário – cause prejuízos e até o fechamento de alguns estabelecimentos, caso os catadores não sejam empregados em outras funções. Loir Vasconcelos, 59 anos, é dono de uma bicicletaria na região e arrecada em média de R$ 1,2 mil com o conserto de câmaras e pneus dos carrinhos de bicicletas. “As pessoas falam que o lixão faz mal. Pode até prejudicar na questão do meio ambiente, mas em outros aspectos, se não fosse o lixão muita gente não teria o que comer”, enfatiza. Ele teme a possibilidade de fechamento do lixão. “Até porque não vai só gente daqui (região próxima) catar, mas também de outros bairros, como Centenário, Aero Rancho e Los Angeles. Tenho certeza de que, se esse pessoal ficar sem o lixo, a criminalidade vai aumentar”, lamenta. A mesma preocupação é do serralheiro Deir Rocha, 46, que credita 80% de seu faturamento ao lixo. “Se não fossem os catadores, nós não teríamos movimento. Aqui na serralheria, eles procuram desde o conserto de carrinhos até a fabricação dos ganchos para a catação”, explica. O gancho vendido a R$ 6 é feito sob encomenda e os carrinhos servem para transportar os bags (sacos) do lixão até os depósitos. Para Rocha, lixo é uma oportunidade de quem não tem estudo ou nem mesmo documento ter um salário digno. “O povo aqui precisa do lixo e nós dependemos dos catadores”.

APREENSÃO

DOF apreende mais de 400kg de drogas transportadas em comboio de carros

Quatro veículos realizavam o transporte da carga do interior de Mato Grosso do Sul para à Capital Paulist; os quatro motoristas foram presos em flagrante

08/06/2026 12h15

Divulgação/DOF

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Durante a última quinta-feira (04) de feriado, policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) preenderam quatro pessoas em flagrante que realizavam transporte de quase 415 kg de drogas em um comboio de carros. A prisão aconteceu em rodovia estadual no interior de Mato Grosso do Sul.

Próximo a uma estrada vicinal da MS-286, na zona rural de Aral Moreira a 405 qulômetros de Campo Grande, os militares realizavam patrulhamento quando quatro carros em seguida passaram em alta velocidade. Apesar da tentativa de abordagem o comboio desobedeceu a ordem de parada.

Depois de cercar os carros e interceptar inicialmente um Jeep Renegade e um VW Polo, os policiais localizaram fardos de maconha e haxixe marroquino dentro dos veículos. Os outros dois veículos, um Honda Civic e um VW Virtus estavam junto e realizavam a função de "batedores", fiscalizando possíveis ações policiais.

Foto: Divulgação/DOF

Os presos, três homens e uma mulher possuem idade entre 30 e 44 anos, e são moradores de São Paulo (SP). Eles confessaram terem sidos contratados para transportar a droga e os veículos até a capital paulista. O serviço pagaria a eles valores entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

Foto: Divulgação/DOF

A apreensão dos 414,1 quilos de drogas e os quatro carros foi encaminhada à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) de Dourados, cidade a 150 quilômetros do município.

No local foi realizado a pesagem dos tabletes, resultante em 412 quilos de maconha e 2,1 quilos de haxixe marroquino. Conforme o DOF o montante de toda a apreensão foi estimado no valor de R$ 1,5 milhão.

A ação de apreensão e prisão em flagrante dos envolvidos aconteceu em parceira com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), dentro do Programa de Brasil Contra o Crime Organizado.

O DOF relembra a população que é possível realizar denúncias anônimas por meio do telefone 0800 647-6300.

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Comidas juninas

Procon aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

A pesquisa realizada em 13 supermercados de Campo Grande inclui especiarias juninas a bebidas alcoólicas utilizadas para fazer quentão

08/06/2026 11h20

Divulgação

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Em pesquisa realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), itens alimentícios de festa junina apresentaram variação de mais de 260% em 13 redes de mercados diferentes de Campo Grande. De amendoim a bebidas para quentão, a recomendação é comparar os preços na hora de montar o cardápio.

A instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) realizou a pesquisa dos alimentos durante o período de dois dias, em 25 e 26 de maio deste ano. Ao todo, a pesquisa divulga o 803 produtos que foram pesquisados e disponibilizados em uma tabela.

Conforme ánalise, a canela em pó de 10g de determinada marca foi o item que apresentou maior disparidade entre os 13 supermercados, com a variação de 266% nos valores de um estabelecimento para outro. O maior preço em um determinado supermercado foi de R$ 5,49, enquanto no de menor preço o valor era de R$ 1,50.

A busca realizada pelo Procon inclui produtos com gramas, marcas e versões diferentes. A segunda maior variação na categoria de temperos da especiaria canela é a da versão em casca de 10g. Seu menor preço é de R$ 2,75 enquanto o maior possui valor de R$ 5,49, com uma variação de 99,64% entre um supermercado e outro.

Os consumidores também deve voltar a atenção a um dos queridinhos das comidas típicas, o milho verde de bandeja registrou a variação de 73,20% de um estabelecimento para outro, de R$ 7,50 a R$ 12,99. O coco ralado adoçado de 100g também aparece entre as grandes variações no preço, com 116,63% de R$ 4,15 a R$ 6,01.

Já o fubá mimoso de 500g, de seis marcas diferentes pesquisadas algumas não apontaram nenhuma variação de preço de um mercado para outro, enquanto outra teve 100,29% diferença, com menor preço em R$ 3,49 e maior em R$ 6,99.

Outras oscilações que destacam-se são a de amendoim cru de 400g, com 146,43% de mudança nos preços, canjica amarela de 400g, com 118,81%, e canjica branca de 400g, com 100,99% de variação.

Entre as variações nas bebidas alcoólicas, a cachaça de 965ml apresentou a maior variação entre os mercados de 101,37%, com o menor preço em R$ 13,90 e o maior em R$ 27,99 e o vinho tinto suave de 750ml com 85,27%, variando os preços de R$ 15,95 a R$ 29,55.

Aqueles que desejam organizar as compras em base dos valores médios, a tradicional paçoca rolha de 210g aparece com preço médio de R$ 10,38, enquanto as canjicas amarela e branca de 500g estão cerca de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

O Procon ressalta que os produtos estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade dos consumidores compararem os preços antes de fazer as compras de festas juninas. Além de manter a atenção em prazos de validade e emissão da nota fiscal. A sugestão é que a compra seja feita em comércio local para reduzir custos com deslocamento.

Outros produtos que são utilizados na produção de alimentos típicos da festa como leite, arroz, leite condensado, molhos e temperos podem ser conferidos na Tabela de Pesquisa de Itens para Festa Junina.

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