Cidades

TRAGÉDIA EM FAMÍLIA

Mãe morre sete horas após filha ser atropelada e morta em Campo Grande

Ambas são veladas, uma do lado da outra, na manhã desta quarta-feira (29), no Cemitério Parque de Campo Grande

Continue lendo...

Leonilda Rodrigues de Oliveira, 82 anos, faleceu às 20 horas desta terça-feira (29), no Hospital Santa Casa de Campo Grande. Sua filha, Evanir Carvalho de Souza, 59 anos, morreu atropelada às 13h06min de ontem, no centro da Capital.

A mãe não soube do falecimento da filha e vice-versa. De acordo com informações de familiares, a filha estava a caminho do hospital para visitar a mãe, que estava intubada, quando foi atropelada.

Ambas são veladas, uma do lado da outra, na manhã desta quarta-feira (29), no Cemitério Parque de Campo Grande. O sepultamento será às 13h30min.

Evanir (filha) foi atropelada por um Renault Captur branco, na avenida Rui Barbosa, entre as ruas Antônio Maria Coelho e Mato Grosso, no centro de Campo Grande.

Ela chegou a ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

Segundo a Polícia Civil, ela teve parada cardiorrespiratória, poli traumatismo e traumatismo cranioencefálico.

O veículo transitava na faixa exclusiva para ônibus e a idosa atravessava a rua fora da faixa de pedestres.

De acordo com informações de populares, a motorista se negou a realizar teste de bafômetro.

Ela foi presa em flagrante, mas pagou fiança de R$ 7 mil e foi solta horas após o acidente. Ela não tem antecedentes criminais.

Leonilda (mãe) estava internada na Santa Casa desde sábado (25).

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa do hospital afirmou que a idosa deu entrada no pronto-socorro com inflamação das vias biliares.

Com agravamento do caso, foi transferida para o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e realizou procedimento cirúrgico no domingo (26).

Ela foi intubada e não teve sucesso ao protocolo de reversão do quadro, indo à óbito na noite desta terça-feira (28).

O Correio do Estado conversou com o motorista Emerson Carvalho de Souza, filho de Evanir, no velório de sua mãe e avó.

Abalado, disse à reportagem que estava preparado para receber a notícia de que sua avó viria a falecer, mas, que nunca imaginava que sua mãe também morresse no mesmo dia, até mesmo antes de sua avó.

Ele ainda relembrou a personalidade e trajetória da mãe. “Sempre foi uma pessoa muito guerreira, trabalhadora, cuidadosa com a casa, com os filhos, com os netos. Muito amorosa demais da conta. Os netos chegavam em casa e ela dava tudo o que eles queriam", disse. 

Leonilda deixa três filhos e Evanir dois.

NÚMEROS

Dados divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) apontam que três pedestres faleceram, vítimas de atropelamento, de janeiro à março de 2023, em Campo Grande. 

Foram registrados 12 óbitos de pedestres em 2022 e 13 em 2021. 

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a Gerente de Educação para o Trânsito, Ivanise Rotta, afirmou que atropelamentos ocorrem por velocidade excessiva ou inadequada por parte de motoristas. 

"A Capital tem um perfil traçado por meio da metodologia aplicada de um trabalho internacional junto ao Ministério da Saúde. Sendo assim, identificamos como principal fator de risco: a velocidade excessiva ou inadequada. Ou seja, campo-grandense morre porque não respeita os limites de velocidades regulamentos nas vias", explicou. 

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

Assine o Correio do Estado

MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

Continue Lendo...

Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).