Cidades

21º RELATÓRIO ANUAL

Mais caro do país, juiz de MS custa 196% mais que na "terra dos marajás"

Dados do relatório Judiciário em Números, divulgado nesta terça-feira pelo CNJ, mostram que o custo médio mensal dos magistrados estaduais foi de R$ 120,354 em 2023

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A 21ª primeira edição do relatório “Justiça em Números”, divulgado nesta terça-feira (28) pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), revela que os juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul são os mais caros do país e custam 195,9% a mais que os últimos colocados deste ranking, que são os magistrados do estado de Alagoas.

Em Alagoas, berço eleitoral de Fernando Collor, que na década de 80 do século passado virou presidente da República por conta de sua “caçada aos marajás” do serviço público, um magistrado custa R$ 40.673,00 por mês aos cofres públicos.

Enquanto isso, em Mato Grosso do Sul esse valor é de R$ 120.354,00. Estar no topo deste ranking não chega a ser novidade. No ano passado, os magistrados daqui estavam em segundo lugar, ficando atrás apenas de Minas Gerais. Agora, a segunda posição coube ao vizinho Mato Grosso, onde o custo médio mensal é de R$ 116.622,00. 

FONTE: CNJ

Em média, o custo dos magistrados estaduais no Brasil no ano passado foi de R$ 73.777,00. Ou seja, os juízes de Mato Grosso do Sul custam 63,1% acima da média nacional aos contribuintes locais.

O relatório explica que nestes custos estão incluídos os “pagamentos de remunerações, indenizações, encargos sociais, previdenciários, imposto de renda, despesas com viagens a serviço (passagens aéreas e diárias), o que não corresponde, portanto, aos salários, tampouco aos valores recebidos pelos(as) servidores(as) públicos”. 

O relatório do CNJ mostra que o Estado tinha, no período em que a coleta de dados foi realizada, 219 magistrados e 5.258 servidores ativos. E quando o assunto é servidores, a situação é um tanto diferente. 

Com custo médio mensal de R$ 20.607, os servidores dos fóruns e do Tribunal de Justiça daqui estão em 11º lugar no ranking nacional dos mais bem pagos. A primeira colocação, segundo o relatório, está com Minas Gerais, onde o custo é de R$ 27.454,00.  

Mesmo assim, os servidores de MS recebem acima da média nacional, que no ano passado foi de R$ 18.119,00. Porém, a diferença é de apenas 13,7%, o que é bem menos que os 63,1% dos juízes.  

JUSTIFICATIVAS

Para o presidente do CNJ, Luiz Roberto Barroso, a atuação do Poder Judiciário tem valor inestimável porque entrega à sociedade a possibilidade de uma vida melhor. 

“Correção de injustiças, pacificação social, punição de crime, reparação de danos, eleições limpas, proteção do consumidor, do meio ambiente e da saúde, entre outras, são utilidades sociais que fazem a vida e o mundo melhores. Coisas que têm valor, mas não têm preço”, disse Barroso no artigo “Quanto vale o Poder Judiciário?”

O relatório mostra, ainda, que o Poder Judiciário como um todo custou em 2023 R$ 132,8 bilhões, que equivalem a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ou 2,38% dos gastos da União, Estados, Distrito Federal e municípios. 
O Judiciário arrecadou ainda para os cofres públicos R$ 68 bilhões, em custas, taxas, imposto e execuções fiscais e previdenciárias, entre outros. A arrecadação para o Poder Público representa metade do custo da Justiça.

 Além disso, aponta o estudo, aproximadamente metade dos processos no país tramita com gratuidade, ou porque são do poder público ou porque são de pessoas sem condições financeiras. Se tal pagamento fosse feito, a Justiça poderia recolher aos cofres públicos mais do que gasta no ano e ser superavitária.

 

PROCURADO

PCMS procura "Ney", membro da quadrilha que furtava Hilux e SW4 na chave de fenda

Investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado

07/05/2026 11h35

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria Reprodução/PCMS/Montagem-C.E

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Identificado como Vanderley Rodriguez Lopez, de 35 anos, o indivíduo conhecido como "Ney" é procurado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, acusado de integrar a organização criminosa especializada em furtar Hilux e SW4 na chave de fenda. 

Conforme repassado pela Polícia Civil, em nota, esse homem possui uma série de mandados de prisão em aberto, por crimes que passam por associação criminosa, tráfico de drogas e furto qualificado. 

Sem maiores informações, as investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado divididas apenas pela avenida internacional. 

Esse é um dos acusados no esquema criminoso especializado em furtos de caminhonetes na região de fronteira, e a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria, sendo necessário o acionamento das forças de segurança pública. 

Qualquer informação sobre o paradeiro de "Ney" pode ser repassada, de forma anônima, inclusive, à Seção de Investigações Gerais (SIG) de Dourados através do telefone: (67) 99987-9826.

Entenda

Durante as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (07), por volta de 05h, uma megaoperação policial foi deflagrada com intuito de "quebrar" uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes no Mato Grosso do Sul, acusados de furtarem Hilux e SW4 na chave de fenda

Essa megaoperação para desarticular a organização criminosa envolveu cerca de dez delegacias, sendo mais de 70 agentes da segurança pública em campo para o cumprimento de: 8 mandados de prisão; 3 de busca e apreensão de adolescentes; e 10 de busca domiciliar. Além desses mandados, houve ainda o registro de duas prisões em flagrante delito.

Os alvos dessa organização criminosa, segundo a PCMS, concentravam-se principalmente na região sul do Estado, em um esquema considerado "estruturado e altamente coordenado". 

Esses furtos ocorriam na região de Mundo Novo, distante aproximadamente 463 quilômetros da Capital, bem como em demais municípios vizinhos no extremo sul do MS. 

"Após a subtração, os veículos eram levados ao Paraguai, indicando a atuação de um grupo com características transnacionais", complementa a PCMS em nota.

Em uma investigação de aproximadamente três meses, as apurações policiais foram capazes de detalhar o passo-a-passo dos criminosos. 

Aproveitando de uma vulnerabilidade no sistema de abertura desses veículos, os indivíduos conseguiam entrar nas caminhonetes com o uso de uma chave de fenda, sem que isso acionasse, inclusive, os respectivos dispositivos de segurança. 

Em seguida, já no interior das Hilux e SW4, os criminosos faziam uso de decodificadores digitais para dar partida nos automóveis. Entre adultos e adolescentes, mais de dez indivíduos foram identificados como pertencentes à cadeia criminosa, tendo cada um sua devida função. 

 

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Acidente Fatal

Motociclista morre após colidir com canteiro central de avenida, em Corumbá

O ocorrido aconteceu na Avenida Rio Branco e o motorista faleceu local no do acidente

07/05/2026 11h15

A vítima seguia no sentido Ladário para Corumbá, quando se chocou com o canteiro central

A vítima seguia no sentido Ladário para Corumbá, quando se chocou com o canteiro central Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar

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Na madrugada desta quinta-feira (7), um motociclista de 35 anos morreu após colidir com canteiro central e uma árvore na Avenida Rio Branco, em Corumbá. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o acidente aconteceu por volta das 2h da manhã, próximo à um posto de combustível localizado no bairro Universitário. 

A equipe de Força Tática foi acionada para dar suporte ao Corpo de Bombeiros, que já estava no local realizando os primeiros socorros, com chegada dos policiais o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), também foi acionado. A médica de plantão, Dra. Yasmin, confirmou óbito ainda no local do acidente. 

Com a morte do condutor constatada, a Polícia Científica foi acionada para a realização da perícia, acompanhada pela Delegada Renata Aguiar. 

As investigações iniciais apontaram que o motociclista estava sentido Ladário/Corumbá, quando por algum motivo, que ainda não foi apurado, se chocou com o canteiro e logo em seguida colidiu com a árvore, causando a morte do rapaz.  

No local do acidente a vítima não possuía nenhum documento que possibilitasse a identificação, porém foi percebido diversas tatuagens no tórax, braços e pernas, além de uma camiseta encontrada em sua mochila, que pertencia ao Barco Hotel Millennium, o que poderia ser algum indicativo de que ele teria algum vínculo com o local. 

A motocicleta do acidente foi encaminhada à 1ª Delegacia da Polícia de Corumbá. O veículo ainda estava com a chave na ignição e não apresentava restrições administrativas ou criminais, porém sofreu danos significativos devido à colisão. 

As investigações sobre as circunstâncias do levaram ao acidente ainda estão em andamento. 
 

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