Cidades

Concurso

Mais de 21 mil candidatos disputam prova objetiva da Polícia Civil neste domingo (14)

São oferecidas 300 vagas para Investigador de Polícia Judiciária e 100 para Escrivão de Polícia Judiciária e o salário inicial é de R$ 6.569,53

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O Governo de Mato Grosso do Sul aplica neste domingo (14) a prova objetiva do concurso da Polícia Civil para o cargo de Agente de Polícia Judiciária. O certame é organizado pela SAD (Secretaria de Administração) e Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública).

Ao todo, 21.422 candidatos estão aptos a participar. São oferecidas 300 vagas para Investigador de Polícia Judiciária e 100 para Escrivão de Polícia Judiciária. O salário inicial é de R$ 6.569,53.

A prova será realizada em Campo Grande, com duração de 5 horas. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, impreterivelmente, no horário oficial de Mato Grosso do Sul. O início do exame está marcado para 30 minutos após o fechamento dos portões.

Segundo informações do Instituto Avalia, responsável pela aplicação, o Cartão de Informação do Candidato deve ser consultado e impresso para informar o local da prova. No total, 18 locais foram disponibilizados para receber todos os candidatos.

Os inscritos devem chegar com antecedência mínima de 60 minutos antes do fechamento dos portões. É obrigatório apresentar o cartão de informação impresso, caneta esferográfica azul ou preta fabricada em material transparente e documento original de identificação com foto.

Somente serão aceitos documentos originais físicos previstos no edital. Protocolos, cópias autenticadas ou documentos digitais acessados online fora de aplicativos oficiais do Governo Federal não serão aceitos.

Mais informações sobre o concurso podem ser consultadas no Edital de convocação, disponível no Portal de Concursos ou no Diário Oficial Eletrônico n.º 11.933, de 8 de setembro de 2025.

Veja o cronograma dos próximos passos do concurso

Gabarito

Gabarito preliminar: será divulgado em 15 de setembro de 2025. A publicação marca o início do prazo para que os candidatos entrem com recursos contra as respostas oficiais.

Prazo para recursos contra o gabarito preliminar: dias 15 e 16 de setembro. 

Gabarito definitivo: será publicado em 25 de setembro, após análise dos recursos.

Resultado da prova objetiva

Resultado preliminar: será divulgado também em 25 de setembro de 2025.Para ser aprovado, o candidato deve obter mínimo de 60% da nota total e não pode zerar nenhum grupo de questões.

Recursos contra o resultado preliminar: podem ser enviados nos dias 25 e 26 de setembro.

Resultado da prova objetiva: será publicado em 1º de outubro.

Os candidatos aprovados na prova objetiva avançam para as próximas etapas do concurso, que incluem outras avaliações eliminatórias e classificatórias. 

Etapas seguintes

  • Convocação para envio de documentos: 15 de outubro de 2025;
  • Prazo para envio de documentos: de 15 a 22 de outubro. O resultado da fase deve ser divulgado em 27 de novembro;
  • Convocação para avaliação psicológica: 15 de outubro
  • Avaliação psicológica: 26 de outubro. O resultado deve sair no mesmo dia.
  • Exames médico-odontológicos: de 12 a 14 de novembro. O resultado preliminar deve ser divulgado em 27 de novembro.

Após serem aprovados nas etapas de exames médicos, os candidatos seguem para o Teste de Aptidão Física (TAF) conforme o calendário abaixo:

O TAF será aplicado nos dias 22 e 23 de novembro. A convocação será publicada em 15 de outubro. Os candidatos devem apresentar atestado médico comprovando aptidão física e cardíaca. A prova inclui flexão de braço, abdominal e corrida de 12 minutos. O resultado preliminar sai em 27 de novembro.

A investigação social ocorre durante todo o concurso. O formulário deverá ser preenchido entre 15 e 22 de outubro. O resultado preliminar dos inabilitados será divulgado em 27 de novembro.

A classificação preliminar dos candidatos será divulgada em 11 de dezembro de 2025. Os recursos poderão ser enviados nos dias 11 e 12. A versão final sai no dia 17. 

Essa classificação define quem será convocado para o Curso de Formação, com matrícula online que ocorrerá de 17 a 22 de dezembro. O curso, com no mínimo 600 horas/aula, será realizado de 20 de janeiro a 15 de maio de 2026, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), em Campo Grande. A etapa é eliminatória e exige frequência obrigatória e dedicação exclusiva.

Classificação final e homologação

A classificação final e a homologação do concurso serão publicadas em 25 de maio de 2026. A pontuação final será composta pela soma da prova objetiva e da prova de títulos, obtidos no Curso de Formação.

Nomeação e posse

Os candidatos aprovados dentro do número de vagas serão nomeados pelo Governador, que deve ocorrer em até 30 dias após a publicação da nomeação.

Antes disso, os nomeados passarão por exame médico admissional, realizado pela Perícia Médica da Agência de Previdência Social de Mato Grosso do Sul (Ageprev/MS).


 

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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testemunha-chave

Chaveiro aponta que Bernal pode ter dado 'tiro de misericórdia' em fiscal

Em depoimento disse que ocorreu apenas um disparo assim que o ex-prefeito entrou no imóvel. O fiscal tributário, porém, morreu atingido por dois tiros

25/03/2026 18h28

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que  le deve permanecer na prisão

Nesta quarta-feira Alcides Bernal passou por audiência de custódia e o juiz entendeu que le deve permanecer na prisão Marcelo Victor

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O depoimento do chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, testemunha-chave do assassinato do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, contradiz as declarações de Alcides Bernal e pode comprometer a tese da legítima defesa, que é o principal argumento dos advogados para tentar tirar da prisão o ex-prefeito de Campo Grande. 

O crime ocorreu no  começo da tarde de terça-feira (24) e ao se apresentar à polícia, dizendo que acreditava estar sendo perseguido, o ex-prefeito afirmou que fez dois disparos contra o fiscal tributário, que acabou morrendo no interior da casa que motivou o assassinato. 

Bernal alegou que fez os disparos para se defender, pois teria se sentido ameaçado, já que os dois homens já haviam aberto o portão social que fica no muro do imóvel e estavam tentando abrir a porta que dá acesso à casa, localizado na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande. 

O chaveiro, porém, dá outra versão em seu depoimento prestado horas depois do crime. Conforme o documento oficial da Polícia Civil, o chaveiro "afirmou, de forma veemente, ter presenciado um disparo efetuado contra o senhor Roberto, relatando que ficou extremamente abalado com a situação. Declarou recordar-se de apenas um disparo ocorrido enquanto ainda se encontrava no local, não podendo, contudo, informar se o autor realizou novos disparos após sua saída da residência."

Em outro trecho o documento que que ele "informou que, de forma cautelosa, afastou-se lentamente do autor, enquanto o autor ficou vidrado na vítima Roberto, até conseguir alcançar o portão, momento em que empreendeu fuga, pois temia por sua vida, acreditando que o autor poderia também atentar contra si, especialmente após ter sido ordenado que se deitasse de bruços. Acrescentou que, após deixar o local e alcançar uma distância segura, entrou em contato com seu filho, DIEGO, comunicando o ocorrido e solicitando que acionasse a polícia". 

Diego é Guarda Municipal e, segundo as informações prestadas pelo pai, também faz bico como chaveiro e no dia anterior seu filho teria sido contactado pelo fiscal tributário para prestar o serviço de abertura da casa. Porém, o guarda teria repassado o serviço para o pai. Os advogados de Bernal dizem, porém, que o guarda também teria participado daquil que chama de invasão da casa. 

O revólver calibre 38 entregue por Bernal à polícia estava com três projéteis intactos e dois deflagrados. No corpo do fiscal tributário havia três perfurações. E, segundo a perícia, um dos disparos entrou pela parte frontal das costelas e saiu pelas costas. O outro, atingiu a região da cintura. 

Pelo fato de os policiais terem indagado ao chaveiro se ele escutou um segundo disparo depois que fugiu do local, os investigadores deixam claro que suspeitam que Bernal tenha dado o que se chamam de "tiro de misericórdia" contra Roberto Mazzini depois que este já estava imobilizado e depois que a testemunha-chave havia deixado o imóvel.

E, caso isto se confirme, a tese de legítima defesa cairia por terra. As versões diferentes sobre o exato momento em que foram efetuados os disparos podem ser esclarecidas pelas imagens das câmeras internas da mansão.

Estas imagens, apesar de os advogados de defesa de Alcides Bernal garantirem que existem, não haviam chegado às mãos do juiz que nesta quarta-feira decidiu manter o ex-prefeito na cadeia. O magistrado entendeu que não estava claro se realmente ocorreu legítima defesa. 

Em seu despacho, o juiz diz que "a defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o  reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento".

Logo na sequência, diz o magistrado, "destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho". 

Além disso, ressalta o juiz, "o  custodiado (Bernal), ao ser informado de possível invasão, poderia ter acionado os órgãos de segurança pública, como Polícia Militar ou Polícia Civil, ao invés de dirigir-se ao local armado e efetuar disparos sem oportunizar esclarecimentos. A conduta, portanto, revela elevada gravidade concreta, tratando-se de crime doloso contra a vida, praticado com violência extrema."

MANSÃO

Com quase 680 metros quadrados de área construída e um terreno de 1,4 mil metros quadrados, a casa foi arrematada pelo fiscal tributário por pouco mais de R$ 2,4 milhões em novembro do ano passado. Desde então ele tentava tomar posse. Conforme advogados de Bernal, o fiscal já havia participado de pelo menos 25 leilões e conhecia as normativas para tomar posse destes imóveis. 

Segundo nota emitida por familiares de Roberto Mazzini na manhã desta quarta-feira (25), o fiscal chamou o chaveiro para abrir o imóvel porque o cartório responsável pelo registro havia informado que a casa estava vazia e por conta disso Roberto teria ido ao local para tomar posse, já que havia comprado a mansão em um leilão realizada pela Caixa Econômica Federal. 

CARREIRA POLÍTICA

Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos e em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos. Em 2012 candidatou-se a prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Giroto, que tinha o apoio dos principais caciques políticos da época, como André Puccinelli e a família Trad.  

Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo. 

Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.

Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas nem mesmo chegou ao segundo turno. O pleito foi vencido por Marquinos Trad.  

Ele havia comprado a casa em 2016, já perto do fim do seu mandato como prefeito. Porém, por conta por conta de uma dívida da ordem de R$ 900 mil na Caixa, o imóvel acabou sendo levado a leilão. 

 

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