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Mais de 30 marcas de creatina são reprovadas em fiscalização; confira lista completa

Anvisa liberou nesta quinta-feira (24), estudos que aprovaram apenas uma marca do suplemento

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu a análise de 41 suplementos alimentares de creatina disponíveis no mercado brasileiro, apontando que quase a totalidade apresenta algum tipo de falha na rotulagem. A inspeção envolveu produtos de 29 empresas e teve como foco três critérios: teor de creatina, adequação de rotulagem e presença de matérias estranhas.

A coleta de amostras foi realizada no segundo semestre de 2024, com foco nas embalagens de 300 gramas — as mais vendidas no país. As amostras foram recolhidas nas fabricantes, com exceção do estado do Rio de Janeiro, onde a Vigilância Sanitária estadual realizou a coleta em estabelecimentos varejistas. Também participaram da ação os estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo, seguindo a concentração do mercado.

Para garantir a confiabilidade dos resultados, cada produto foi coletado em triplicata, conforme determina a Lei 6.437/77, que rege a análise fiscal. Os testes foram conduzidos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os resultados apontam que 40 dos 41 produtos avaliados apresentaram algum tipo de erro de rotulagem, o que pode comprometer a clareza das informações prestadas ao consumidor. Entre as principais falhas estão alegações indevidas sobre os efeitos da creatina, uso de termos em línguas estrangeiras sem tradução adequada e ausência de dados obrigatórios nas tabelas nutricionais, como número de porções, quantidades de açúcares e frequência de consumo recomendada.

Apesar disso, a Anvisa afirmou que as incorreções não representam risco imediato à saúde pública, o que dispensa, neste momento, medidas adicionais de fiscalização. Ainda assim, os fabricantes poderão ser notificados para corrigirem as irregularidades.

No que diz respeito ao teor de creatina declarado, apenas uma marca apresentou valor abaixo do permitido, o que caracteriza infração sanitária. A legislação vigente determina que o suplemento deve conter variação máxima de 20% em relação ao valor indicado no rótulo, respeitando o mínimo de 3.000 mg da substância.

A única amostra com teor irregular está sob análise administrativa e, por isso, sua identidade não foi divulgada. Já o suplemento Creatine Monohydrate - 100% Pure, da marca Atlhetica Nutrition, fabricado pela ADS Laboratório Nutricional Ltda., obteve desempenho satisfatório em todos os ensaios laboratoriais.

A Anvisa reforça que os suplementos alimentares devem estar regularizados conforme as normas estabelecidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 843/2024 e pela Instrução Normativa (IN) nº 281/2024. A partir de 1º de setembro de 2025, todos os suplementos — inclusive os lançados antes da nova legislação — deverão estar cadastrados e notificados junto à Agência para permanecerem em circulação no mercado.

Confira a lista completa:

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Tensão

Vice-cacique é assassinado em área tensa de conflitos entre indígenas e policiais em MS

Givaldo Santos, de 40 anos, teria sido abordado por dois homens em uma moto e recebido, pelo menos, quatro tiros.

03/05/2026 08h15

Velório aconteceu no último sábado (2)

Velório aconteceu no último sábado (2) Aldeia Aty Guasu

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O vice-cacique das tribnos Kaiowá e Guarani, Givaldo Santos, de 40 anos, foi morto a tiros no início da noite da última sexta-feira (1) na Reserva Taquaperi, na região entre Coronel Sapucaia e Amambai. 

De acordo com relatos locais, ele foi abordado por dois homens em uma moto enquanto esperava o irmão voltar do trabalho em uma espécie de parada na MS-289 chamada Chapeuzinho. 

Em protesto, indígenas ameaçaram começar um movimento na rodovia, mas, após negociações com a Polícia, o movimento foi desfeito. 

Segundo a esposa de Givaldo, ele não nutria desavenças internas ou externas, nem havia recebido ameaças recentes. 

Pelo relato, dois homens teriam aparecido na residência da família perguntando por "Nivaldo". Como ele já havia saído, os homens seguiram seu caminho. Após o ocorrido, outras famílias relataram terem sido abordadas pelos mesmos homens durante o dia perguntando sobre outros indígenas. 

Velório aconteceu no último sábado (2)Escreva a legenda aqui

Indígenas que estavam próximos ao local da execução afirmaram que ouviram, pelo menos, quatro disparos. Um deles, atingiu a cabeça de Givaldo, que morreu no local antes da chegada do socorro. 

“Nos matam feito animais, não respeitam a nossa vida. Givaldo era pai de cinco filhos. Como ficam essas crianças agora? Será que temos de aceitar calados que nos matem, nos abatam como bichos? Cadê as autoridades para mostrar que existem leis nesse Brasil? Tudo isso logo depois da polícia fazer uma guerra na [Reserva] Limão Verde”, afirmou um indígena. 

Conflito policial

A região onde ocorreu o assassinato do vice-cacique Kaiowá-Guarani tem sido alvo de conflitos recentes entre indígenas e policiais. No dia 25 de abril, a comunidade da aldeia realizou a retomada da Fazenda Limoeiro, situada na Reserva Limão Verde, entrando em conflito entre funcionários da fazenda e a força policial. 

O embate resultou na prisão de cinco indígenas (dois homens e três mulheres), acusados de crimes como invasão, depredação e incêndio. Duas indígenas tiveram a prisão convertida em domiciliar por teres filhos pequenos. O caso segue investigado pela Justiça Federal.

Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a Fazenda Limoeiro está situada em um território que faz parte de uma área indígena. A Reserva Limão Verde é uma das oito existentes em Mato Grosso do Sul, destinada aos indígenas por um Decreto Estadual em 1928, no tamanho de 2 mil hectares. Com o passar dos anos, fazendeiros invadiram a região, deixando os povos Guarani e Kaiowá com apenas 668 hectares.

Pouco antes da retomada da fazenda, uma caminhonete Hilux branca atingiu em cheio um Fiat Uno na MS-289, que transportava um grupo de indígenas. Rick Elison Batista Rios, de 12 anos, e Fabiano Lescano, indígenas Kaiowá-Guarani, morreram no local. Outros dois adolescentes estão hospitalizados. 

Testemunhas afirmaram que o motorista da Hilux é conhecido pelos indígenas, morados dao município de Coronel Sapucaia. Ele teria passado em alta velocidade pelos quebra-molas da aldeia, invadido a pista contrária e colidido frontalmente com o veículo ocupado pela família indígena. 

Em carta enviada ao Ministério Público Federal, os indígenas afirmaram que as vítimas da comunidade não receberam socorro imediato, que foi direcionado ao motorista não indígena. Além disso, o autor do acidente estaria sendo protegido por políticos da região, o que estaria dificultando o aprofundamento das investigações. 

Ainda na semana passada, o Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, enviou um ofício ao governador do Estado, Eduardo Riedel, e ao Secretário Estadual de Segurança Pública, solicitando a investigação mais aprofundada do acidente, com suspeita de ato criminoso. 

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas afirmou que está na região para coletar denúncias e ouvir as vítimas de violência e articular ações para garantir a segurança dos indígenas junto aos órgãos responsáveis. 

"O MPI atua no caso por meio do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Fundiários Indígenas (DEMED), que coordena o Gabinete de Crise Guarani Kaiowá e a Sala de Situação para Conflitos Fundiários. O órgão já adotou as primeiras medidas institucionais, entre elas a articulação para o deslocamento e pedido de reforço da Força Nacional de Segurança Pública na região; pedido de apuração de possíveis violações de direitos pela Polícia Federal; pedido de acompanhamento jurídico dos indígenas presos pelo Defensoria Pública da União (DPU) e Defensoria Pública do estado, bem como o acionamento da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul sobre denúncias da truculência policial", afirmou. 


 

HOMICÍDIO

Com ciúmes, rapaz tenta esfaquear atual da ex-namorada e morre baleado em bar no Tiradentes

Itamar, conhecido como Café, tentou agredir Bruno enquanto este cantava no karaokê com o amigo, no Bar do Batã.

02/05/2026 18h25

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Na madrugada deste sábado, por volta das 2h da madrugada, um homem foi morto e outro ficou ferido após um ataque do ex-namorado de uma mulher ao atual da mesma. No "Bar do Batã", localizado na Avenida Oceania, no bairro Tiradentes, Itamar, de 43 anos, conhecido pelo vulgo "Café", tentou esfaquear Bruno, de 34, porém acabou sendo baleado por ele durante a confusão.

Um colega de Bruno, que ficou ferido na mão durante o episódio e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tiradentes, relatou que se encontrava no estabelecimento, na companhia de seu amigo e, enquanto utilizavam o karaokê, Café se aproximou com uma faca e tentou agredir Bruno.

Ao tentar intervir em defesa do amigo, o rapaz ouviu barulho semelhante a disparos de arma de fogo, vindo a sentir dor intensa no dedo mínimo da mão esquerda, porém não soube informar, em razão do estado de choque e evasão imediata para atendimento médico, se a lesão foi causada pelo tiro, estilhaço ou arma branca.

O amigo de Bruno foi atendido na UPA e posteriormente encaminhado à Santa Casa. Diante das informações, os policiais foram até o local dos fatos, onde localizou Itamar ("Café") caído ao solo, sem sinais aparentes de vida.

Em contato com o proprietário do estabelecimento, este confirmou aos policiais o relato de que Itamar começou com a agressão, motivado por ciúmes envolvendo sua ex-companheira, e que esta mantém relacionamento com Bruno.

Após os tiros que vitimaram Itamar, Bruno fugiu do local, sendo ouvidos ao menos dois disparos, segundo uma testemunha.

Até o momento da publicação desta matéria, Bruno não foi localizado. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (Depac-Cepol) como homicídio simples.

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