Cidades

Interior de São Paulo

Mais de 40 alunos são atendidos com infecção intestinal

Hospital Brasil, da rede particular de saúde, confirmou a presença de 26 internados, mas não quis revelar o estado dos pacientes

AGÊNCIA BRASIL

24/08/2015 - 13h29
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Atingidas por uma bactéria muito agressiva na semana passada, 41 crianças do Colégio Jatobá, uma instituição de ensino da rede privada de Santo André (SP), com idade entre 1 e 12 anos, foram atendidas em hospitais da região do ABC e de São Paulo. Elas foram diagnosticados com infecção gastrointestinal. Alguns alunos continuam internados e cinco, com sintomas mais graves, são atendidos na unidade de terapia intensiva (UTI).

As informações constam de nota da prefeitura de Santo André, divulgada ontem (23), com dados da Vigilância Epidemiológica e Sanitária do município em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE-7 Santo André), vinculado à Secretaria estadual da Saúde.

O Hospital Brasil, da rede particular de saúde, confirmou a presença de 26 internados, mas não quis revelar o estado dos pacientes.

Segundo a nota, os casos confirmados são decorrentes de infecção gastrointestinal, com quadro de diarreia, dor abdominal, vômito, febre, dor de cabeça e desidratação. O comunicado destaca que o surto se restringe a esse colégio e informa que até amanhã (25) devem ser divulgados os laudos do Instituto Adolfo Lutz sobre as análises da água e da comida consumidos pelos alunos.

A escola deve ficar fechada até que sejam conhecidos os laudos técnicos. A nota ressalta a orientação da Vigilância Epidemiológica e Sanitária de Santo André para a necessidade de se procurar os serviços de emergência e urgência em caso de crianças que apresentem os sintomas dessa infecção.

Em mensagens por telefone, a escola Jatobá informa aos pais que a instituição permanecerá fechada até pelo menos dia 26 (quarta-feira) e que foram tomadas medidas para a profunda higienização do local, seguindo as recomendações das autoridades sanitárias.

Em sua página na internet, a instituição alega que ainda não se conhece o tipo de bactéria que afetou parte dos alunos nem o que teria provocado o problema, já que a escola segue as normas de higiene.

A escola nega que esteja ocorrendo um surto, destacando que em seu quadro existem 400 alunos e quase 70 funcionários, sendo que 25 teriam apresentado os sintomas. Esse número diverge da atualização feita pela prefeitura ontem à noite (23), em que o total de vítimas chega a 41. A nota da instituição foi publicada sábado (21) e esclarece que a escola foi comunicada dos casos na madrugada da última quinta-feira (20).

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Legendários em Campo Grande: evento exige kit com vaselina, talco e pomada dos participantes

De acordo com o site oficial, cerca de 1,5 mil homens já participaram do evento imersivo na Capital

25/05/2026 18h31

Foto: Divulgação

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O movimento Legendários realiza entre os dias 28 e 31 de maio, em Campo Grande, uma nova edição da experiência imersiva voltada ao "desenvolvimento humano, espiritualidade e desafios físicos", e para participar, os inscritos precisam cumprir uma extensa lista de exigências, que inclui itens pouco comuns em eventos tradicionais, como vaselina, talco, pomada para assaduras, cobertores térmicos aluminizados, perneiras contra picadas de cobra e até 100 gramas de cal.

Entre os itens obrigatórios para participação estão barraca resistente à chuva, lona plástica de no mínimo 4x4 metros, lanterna de cabeça, bíblia em embalagem impermeável, capa de chuva ou jaqueta impermeável, além de dois cobertores térmicos de emergência aluminizados. Sem esses materiais, segundo a organização, o participante não poderá participar da imersão. De acordo com o site oficial, cerca de 1,5 mil homens já participaram do evento imersivo na Capital. As inscrições chegam a custar R$ 1,8 mil. 

A lista também chama atenção pelas recomendações voltadas ao desgaste físico. Os inscritos devem levar band-aid, repelente, protetor solar, papel higiênico ou lenço umedecido, itens indicados para prevenir ferimentos durante caminhadas prolongadas e exposição ao ambiente externo.

O regulamento determina que cada participante carregue mochila individual de aproximadamente 45 litros, com peso médio total de 14 quilos, barraca, roupas, água e demais equipamentos. Também é exigido o transporte de dois litros de água para a primeira noite.

Na parte de vestuário, o evento proíbe calça jeans e orienta o uso de roupas esportivas, camisetas de manga curta e longa, jaquetas para frio e aproximadamente três pares de meias apropriadas para caminhada. Tênis ou botas de montanha. 

Exames médicos

Participantes com até 40 anos devem apresentar eletrocardiograma com laudo e atestado médico autorizando atividade física. Já pessoas acima de 40 anos precisam entregar teste ergométrico de esforço com laudo, além do atestado médico. O prazo informado para entrega dos documentos é 16 de janeiro de 2026.

O movimento também orienta a suspensão, 15 dias antes do evento, do uso de medicamentos. Ozempic, Wegovy, Mounjaro, Saxenda, Victoza, Rybelsus, além de substâncias à base de semaglutida e tirzepatida estão proibidos. Cabe destacar que em geral, o local de encontro dos participantes não é divulgado previamente para o público.

Saiba* 

A lista com todos os itens obrigatórios pode ser consultada aqui!

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Redução de Riscos

Campo Grande terá plano para reduzir riscos em áreas vulneráveis

Capital vai receber apoio do Governo Federal para mapear regiões críticas e prevenir desastres como alagamentos e situações de risco à população

25/05/2026 17h49

Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande foi considerada elegível pelo Ministério das Cidades para receber apoio técnico e financeiro na elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), ferramenta que será utilizada para identificar e atuar em cinco regiões da Capital consideradas mais vulneráveis a ocorrências emergenciais.

O trabalho será desenvolvido com apoio do Governo Federal, responsável pela contratação de uma equipe técnica especializada que ficará encarregada de realizar diagnósticos e apontar medidas preventivas em áreas sujeitas a problemas como alagamentos, erosões, deslizamentos e outras situações que colocam em risco a segurança da população.

A proposta do plano é antecipar problemas e orientar ações preventivas do poder público antes que os danos se agravem, especialmente em regiões onde moradores convivem com riscos estruturais e impactos causados por eventos climáticos extremos.

Segundo a prefeita Adriane Lopes, o município já iniciou as primeiras tratativas para definir os locais que devem receber as ações prioritárias da empresa que será indicada pelo Ministério das Cidades.

“Assim que recebemos a notícia desse apoio do Governo Federal, já iniciamos os trabalhos para definir quais serão as áreas que receberão a intervenção da empresa designada pelo Ministério para atuar na redução dos riscos à população”, afirmou.

Na prática, o Plano Municipal de Redução de Riscos funciona como um instrumento estratégico de planejamento urbano.

A ferramenta permite identificar áreas mais suscetíveis a ocorrências graves, além de orientar ações preventivas, fortalecer a capacidade de resposta do município e ampliar a segurança das famílias que vivem em regiões consideradas críticas.

As cinco áreas que serão contempladas ainda passarão por definição conjunta entre representantes do município, técnicos especializados e integrantes da sociedade civil. A escolha levará em consideração os pontos com maior necessidade de intervenção e histórico de vulnerabilidade.

O coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil, Enéas Netto, explicou que o plano não se limita apenas a regiões onde já ocorreram desastres visíveis, mas também considera áreas que apresentam fatores de risco à população.

Regiões serão avaliadas tecnicamente

De acordo com Enéas Netto, o estudo pretende identificar situações que possam comprometer a segurança das famílias mesmo em locais onde o perigo não seja perceptível à primeira vista.

“É importante que tenhamos conhecimento de que o plano atuará em locais onde, por algum motivo, a situação coloca em risco a vida da pessoa. Ou seja, nem sempre uma área em que aparentemente não há perigo de desastre climático, por exemplo, é uma região em que o risco é excluído”, destacou.

A expectativa é de que o levantamento técnico permita ao município ampliar ações preventivas, melhorar o planejamento urbano e reduzir impactos provocados por períodos de chuva intensa, enxurradas e outras ocorrências emergenciais registradas em diferentes pontos da Capital nos últimos anos.

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