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"Mais louco do Brasil" recebe ultimato para combater megaerosão

Justiça impôs multa diária de R$ 100 mil caso o prefeito de Ivinhema e a Agesul não tomarem providências para combater erosão

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Apesar de uma gigantesca erosão estar ameaçando destruir uma rodovia estadual, a MS-141, que está sob a responsabilidade do Governo do Estado, o prefeito Juliano Ferro, que se autodenomina "o mais louco do Brasil, também recebeu um ultimato da Justiça para que tome providências para tentar acabar com o problema. 

Segundo denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça, a erosão ocorre porque falta drenagem no conjunto habitacional Salvador de Souza Lima e no Residencial Solar do Vale. A água destes dois bairros acabar descendo pela margem da MS-141, na saída de Ivinhema para Angélica, e provoca a erosão que se estende por cerca de 3,8 quilômetros.

E, por conta do risco de acidentes e por causa do grande volume de terra que foi arrastado para propriedades rurais vizinhas, a Justiça determinou multa diária de R$ 100 mil para a prefeitura, a Agesul (resposponsável pela manutenção da rodovia) e ao Governo do Estado caso não adotem medidas imediatas para conter a erosão. 

Mesmo com liminar anteriormente deferida, as fortes chuvas das últimas semanas agravaram o cenário e ao longo da última semana a promotoria realizar novas diligências no local e voltou à Justiça para exigir a imposição da multa, no que foi atendida..

Durante as vistorias, foram identificadas valas com cerca de 10 metros de largura e até dois metros de profundidade às margens da rodovia, além da exposição de tubulações de esgoto, que ficaram vulneráveis a rompimentos. 

De acordo com a promotoria, a situação representa risco concreto e iminente de acidentes de grandes proporções, inclusive com possibilidade de vítimas fatais, em um trecho por onde trafegam diariamente ônibus, veículos leves e caminhões pesados.

Diante dos novos fatos, o Promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki peticionou nos autos destacando a piora do quadro e a ameaça à segurança viária, à saúde pública e ao meio ambiente.

Ao analisar os documentos e fotografias apresentados pelo MPMS, o juiz Rodrigo Barbosa Sanches acolheu os pedidos e determinou que os requeridos iniciem, em até cinco dias, ações emergenciais para conter o escoamento das águas pluviais, realizem a manutenção dos sistemas de drenagem e apresentem, em até 60 dias, relatório técnico com as providências adotadas e os resultados obtidos.

Além da atuação judicial, o MPMS também dialogou com proprietários rurais afetados pelos danos, esclarecendo que prejuízos patrimoniais individuais poderão ser objeto de reparação específica.

Por conta desta terra e de outras erosões, o Córrego Piravevê, que desemboca no Rio Ivinhema e separa os municípios de Angélica e Ivinhema, praticamente desapareceu. O leito foi completamente tomado pela terra e a promotoria também já recorreu à Justiça para tentar obrigar a prefeitura e o Governo do Estado a fazerem a recuperação.

O Correio do Estado procurou o prefeito Juliano Ferro em busca de informações para saber se alguma providência já foi adotada nos dois bairros que dão origem à erosão, mas ele não deu retorno. 

 

 

Campo Grande

Publicação do Diogrande revela confusão na assinatura de contrato multimilionário

Pregão foi vencido por R$ 5,7 milhões, mas contrato saiu por R$ 28,8 milhões

09/09/2026 14h00

Ponto de acolhimento

Ponto de acolhimento Divulgação

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Uma diferença de mais de R$ 23 milhões aparece entre dois documentos oficiais da Prefeitura de Campo Grande referentes à mesma contratação da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS). O Contrato nº 220/2026, publicado no Diogrande nº 8.456, de 9 de setembro de 2026, registra valor de R$ 28.859.999,40 para a contratação da empresa Siqueira & Calado Ltda.

O documento informa que o contrato, com vigência de 12 meses, é decorrente do Pregão Eletrônico nº 110/2026, realizado no âmbito do Processo Administrativo nº 013336/2026-80, homologado pela Prefeitura em 11 de agosto de 2026.

O problema é que o resultado da própria licitação aponta outro valor. No Termo de Adjudicação e Homologação do Pregão Eletrônico nº 110/2026, a Siqueira & Calado aparece como vencedora com proposta de R$ 5.771.999,88.

A diferença entre o valor registrado no pregão e o que consta no contrato publicado no Diário Oficial chega a R$ 23.087.999,52 desta quarta-feira (09).

A reportagem também identificou que o valor de mais de R$ 28 milhões  registrado no contrato corresponde exatamente à projeção de cinco anos sobre o valor anual de R$ 5.771.999,88 indicado no resultado do pregão. Ou seja, o montante equivale à manutenção do contrato por cinco anos, sem considerar reajustes no período, o que poderia explicar a diferença elevada entre os valores dos dois documentos.

Além disso, o contrato atual chama atenção quando colocado ao lado da contratação anterior da empresa para o serviço, cujo valor foi de R$ 2.639.480,80, publicada em março do ano passado. 

O extrato publicado no Diogrande traz no registro a assinatura por Camilla Nascimento de Oliveira, secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, e Rosangela Aparecida Alves Calado, representante da empresa.

O Contrato 

O contrato prevê o acolhimento institucional de pessoas idosas, a partir de 60 anos, em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas com transtornos mentais e outros problemas de saúde que comprometem a autonomia e exigem acompanhamento contínuo e auxílio para atividades básicas. O Termo de Referência aponta que o serviço será prestado 24 horas por dia e contempla diferentes graus de dependência.

Entre os serviços previstos estão alimentação, vestuário, materiais de higiene, medicamentos, acompanhamento médico, transporte para consultas, fraldas quando necessárias e atividades socioeducativas. Conforme o grau de dependência, a estrutura também deve contar com cuidadores, fisioterapia, fonoaudiologia, técnicos de enfermagem e enfermeiro para supervisão. Nos casos de maior complexidade, estão previstos ainda cuidados com dispositivos como traqueostomia, gastrostomia, sondas e uso de oxigênio.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande e apresentou as inconsistências entre os documentos, questionando qual é o valor efetivo da contratação e se houve erro na elaboração, assinatura ou publicação do contrato, mas até o fechameto da matéria não houve retorno.

 

Previsão

Inmet alerta para risco de tornado no sul de MS

Condições atmosféricas favorecem a ocorrência de chuva intensa, trovoadas e rajadas de vento

09/09/2026 13h45

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para o risco de tempestades e tornados em Mato Grosso do Sul, especialmente nas regiões sul e centro-sul do Estado, nesta quarta-feira (9) e quinta-feira (10).

As condições atmosféricas favorecem a ocorrência de chuva intensa, trovoadas, rajadas de vento de até 60 km/h e queda de granizo. 

O aviso do Inmet, publicado nesta quarta-feira prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia. O instituto classifica o risco como baixo para cortes de energia elétrica, danos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.

A previsão indica que a instabilidade deve continuar durante a quinta-feira (10), com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Para o começo da manhã, há possibilidade de ocorrência de granizo, principalmente nas áreas mais sujeitas à formação de tempestades.

O cenário é provocado pela atuação de áreas de baixa pressão no interior da América do Sul e de um cavado sobre a Região Sul, que deixam a atmosfera instável. Paraná, Santa Catarina, e São Paulo também estão entre os Estados com maior potencial para tempestades.

Além disso, a chegada de uma massa de ar frio de origem polar deve aumentar o contraste entre o ar quente e úmido e o ar mais frio. Esse encontro favorece a formação de nuvens de tempestade mais organizadas e pode aumentar o potencial para fenômenos meteorológicos severos.

Risco de tornado

Cabe destacar que embora as condições sejam favoráveis à formação de tempestades capazes de produzir ventos muito fortes, o alerta não significa que um tornado necessariamente será registrado no Estado.

O tornado depende de uma combinação específica de fatores atmosféricos e da presença de uma tempestade organizada. Outros fenômenos, como as microexplosões, causadas por correntes de ar, também podem provocar rajadas extremamente fortes e causar danos semelhantes, sem que haja formação de tornado.

Por isso, uma rajada intensa registrada durante uma tempestade não deve ser automaticamente classificada como tornado.

Durante o período de instabilidade, a recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos de meteorologia e evitar áreas abertas ou locais próximos a árvores e estruturas que possam oferecer risco durante tempestades.

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