Cidades

MANIFESTO

Manifestantes contrários à operação do Ibama desocupam escritório do instituto em cidade do Pará

Manifestantes contrários à operação do Ibama desocupam escritório do instituto em cidade do Pará

AGÊNCIA BRASIL

05/04/2011 - 19h42
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Um grupo de manifestantes que ocupava desde ontem (4) o escritório regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Novo Progresso, no Pará, deixou o prédio hoje (5) após negociação. Liderados por produtores rurais da região, o grupo protestava contra a Operação Disparada, desencadeada pelo Ibama na última semana para combater a criação ilegal de gado na Amazônia.

Os manifestantes chegaram a enrolar cabos de aço e prender cadeados no helicóptero do Ibama para evitar a ação dos fiscais. De acordo com o Ibama no Pará, a situação já está controlada e o instituto recebeu reforço do Batalhão de Choque da Polícia Militar do estado, que deve continuar na região para dar apoio à operação. A Polícia Federal também foi acionada.

Em apenas uma fazenda da região, o Ibama apreendeu 891 cabeças de gado e aplicou mais de R$ 6 milhões em multas por crimes ambientais. O proprietário também foi autuado em R$ 500 mil por descumprir o embargo à fazenda feito em 2010, que determinava a retirada do rebanho. A fazenda, que era considerada um dos principais alvos da Operação Disparada, continua ocupada por agentes do órgão ambiental.

O diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo, disse que a manifestação não altera o cronograma nem os alvos da atuação dos fiscais. “A operação está mantida e será inclusive reforçada para o combate, sem trégua, de qualquer tipo de desmatamento”.

Segundo Evaristo, em nenhuma das outras frentes da operação, houve reação violenta dos produtores autuados até agora. Além de Novo Progresso, o Ibama apreendeu gado em propriedades ilegais nos municípios paraenses de Redenção e São Félix do Xingu. Também houve apreensão em Sinop, cidade de Mato Grosso e em Lábrea, no Amazonas. “Em todas as áreas, a operação se dá com tranquilidade. Novo Progresso é [um município] conhecido pela postura agressiva, influenciada pelos sindicatos de produtores, que manipulam a população contra o Ibama”.

A operação não tem data para terminar. Além do Pará, os fiscais estão atuando em Mato Grosso e no Amazonas. Pelo menos 4,5 mil cabeças de gado criadas ilegalmente já foram apreendidas.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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