Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Manifestantes entram em acordo com Incra

Manifestantes entram em acordo com Incra

DA REDAÇÃO

06/05/2014 - 13h30
Continue lendo...

Depois de bloquear duas grandes rodovias federais, a BR-163 e a BR-267, ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande, por 12h, e o Banco do Brasil de Aquidauana, na segunda-feira (5), representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Mato Grosso do Sul firmaram acordo com o superintendente regional do Incra, Celso Cestari.

Após horas de negociações entre os representantes do MST, da Central Única dos Trabalhadores Rural (CUT), da Federação dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (Fetagri) e do Movimento Camponês de luta pela Reforma Agrária (MCLRA) com o superintendente regional do Incra/MS para protocolar a pauta das reivindicações e solicitar a presença de um representante nacional do órgão, os manifestantes resolveram ceder.

De acordo com o dirigente nacional do MST/MS, Jonas Carlos da Conceição, ficou estabelecido que até junho haverá a liberação de 39 mil hectares de terra para a construção de novos assentamentos. "Já são quatro anos de reforma agrária parada em MS, que historicamente é o Estado que mais assentou famílias no Brasil, por isso acreditamos que a disponibilização de 24 hectares de terra para assentamento, na região de Nova Alvorada do Sul até Casa Verde e mais 15 mil hectares de terra entre a área localizada de Campo Grande ao município de Terenos, significa um avanço", destacou.

As localizações exatas das terras não foram divulgadas porque muitas estão em processo de regularização, outras já foram ofertadas para o Incra, enquanto algumas ainda faltam ser vistoriadas. A quantidade de famílias beneficiadas ainda não foi computada, já que serão destinadas áreas que devem passar por transformações, como ampliações de estradas e reservas florestais, para depois serem repassadas.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

Continue Lendo...

Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

Continue Lendo...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).