Depois de bloquear duas grandes rodovias federais, a BR-163 e a BR-267, ocupar a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande, por 12h, e o Banco do Brasil de Aquidauana, na segunda-feira (5), representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Mato Grosso do Sul firmaram acordo com o superintendente regional do Incra, Celso Cestari.
Após horas de negociações entre os representantes do MST, da Central Única dos Trabalhadores Rural (CUT), da Federação dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (Fetagri) e do Movimento Camponês de luta pela Reforma Agrária (MCLRA) com o superintendente regional do Incra/MS para protocolar a pauta das reivindicações e solicitar a presença de um representante nacional do órgão, os manifestantes resolveram ceder.
De acordo com o dirigente nacional do MST/MS, Jonas Carlos da Conceição, ficou estabelecido que até junho haverá a liberação de 39 mil hectares de terra para a construção de novos assentamentos. "Já são quatro anos de reforma agrária parada em MS, que historicamente é o Estado que mais assentou famílias no Brasil, por isso acreditamos que a disponibilização de 24 hectares de terra para assentamento, na região de Nova Alvorada do Sul até Casa Verde e mais 15 mil hectares de terra entre a área localizada de Campo Grande ao município de Terenos, significa um avanço", destacou.
As localizações exatas das terras não foram divulgadas porque muitas estão em processo de regularização, outras já foram ofertadas para o Incra, enquanto algumas ainda faltam ser vistoriadas. A quantidade de famílias beneficiadas ainda não foi computada, já que serão destinadas áreas que devem passar por transformações, como ampliações de estradas e reservas florestais, para depois serem repassadas.


